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[Tragédia]
Peritos identificam os dez mortos no desmoronamento em Capitólio

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Entre as vítimas está a paulinense de 18 anos, o namorado, a mãe e o padastro dela; os quatro moravam na região do Matão, na cidade de Sumaré

10 jan 2022 – 17h20
Camila da Silva (Fotos: Reprodução)

Peritos da Polícia Civil de Minas Gerais terminaram de identificar nesta segunda-feira (10) as 10 vítimas fatais do desmoronamento de um bloco de pedras no Lago de Furnas, em Capitólio (MG), no último sábado (8). Entre os mortos, estão a paulinense Camila da Silva Machado, de 18 anos; o namorado, Mykon Douglas de Osti, 24; a mãe, Carmem Pinheiro da Silva, 43; e o padrasto dela, Geovany Teixeira da Silva, 38. Os quatro moravam no distrito de Matão, na cidade de Sumaré.

As demais vítimas fatais, que residiam em Minas Gerais,  são Rodrigo Alves dos Anjos, 40 anos (piloto da lancha); Tiago Teixeira da Silva Nascimento, 35 (primo do padrasto de Camila); Geovany Gabriel Oliveira da Silva, 14 (filho do padrasto de Camila); Júlio Borges Antunes, 68; Sebastião Teixeira da Silva, 64; e a mulher dele, Marlene Augusta Teixeira da Silva, 57 (pais do padrasto de Camila).

O namorado Maycon Douglas de Osti

O casal de namorados Camila e Maycon foi enterrado na manhã desta segunda-feira (10) no Cemitério da Saudade, em Sumaré. O grupo havia ido a Capitólio comemorar o aniversário de Maycon, que completaria 25 anos domingo (9). O padrasto de Camila, Geovany Teixeira, o filho e o pai dele, respectivamente Geovany Gabriel e Sebastião da Silva, seriam enterrados em Serrânia (MG).

As 10 pessoas foram identificadas por meio do reconhecimento das suas impressões digitais. Segundo o delegado regional Marcos Pimenta, todas elas estavam a bordo da Lancha Jesus, uma das quatro embarcações diretamente atingidas pelo bloco de pedras que se desprendeu do cânion. Ao menos outras 24 pessoas precisaram de socorro, e muitas delas foram levadas a unidades de saúde próximas com fraturas e escoriações.

A mãe Carmem Pinheiro da Silva

“Os ocupantes se conheciam e estavam hospedados em uma pousada em São José da Barra (MG)”, informou Pimenta. A Polícia Civil instaurou um inquérito policial para apurar as circunstâncias da tragédia, bombeiros juntamente com homens da Marinha, seguem recolhendo material que possa contribuir com a investigação. Além disso, os mergulhadores também procuram por pedaços de vítimas cujos corpos foram segmentados ao sofrer o impacto das pedras e vasculham a área para se certificar de que não há mais nenhuma vítima presa sob os escombros submersos.

Desde que as imagens do enorme bloco de pedra atingindo parte das embarcações com turistas que visitavam o local começaram a ser veiculadas, fotos e até mesmo mensagens antigas em que pessoas apontam a trinca no paredão de pedra e o risco iminente de queda foram recuperadas para questionar a falta de orientação sobre os riscos do local.

O padrasto Geovany Teixeira da Silva

Em nota, a empresa Furnas Centrais Elétricas, que é controlada pela Eletrobras, lamentou o ocorrido e informou que apenas usa a água do lago para gerar energia elétrica. “Compete ao Poder Público a gestão dos demais usos múltiplos do reservatório”, sustenta a empresa, referindo-se ao controle das atividades turísticas na região, que conta com a presença deste que é um dos maiores lagos artificiais do mundo como um atrativo, com mais de 3,5 mil quilômetros de perímetro.

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