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[Capitólio]
Paulinense de 18 anos está entre as vítimas de desmoronamento em Capitólio

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Delegado de Passos não forneceu nome da jovem nem informou se ainda morava em Paulínia; os 3 corpos desaparecidos foram encontrados e total de mortos subiu para 10

9 jan 2022 – 15h42
Corpo de Bombeiros realiza buscas e resgates de corpos de vítimas de acidente em Capitólio (Foto: Agência Brasil)

APolícia Civil de Minas Gerais revelou neste domingo (9) que uma jovem de 18 anos nascida em Paulínia está entre as pessoas que morreram no desmoronamento de um paredão rochoso no lago de Furnas, em Capitólio (MG). O acidente aconteceu sábado (8). Nesta tarde, foi divulgada a informação de  que os bombeiros encontraram os três corpos que estavam desaparecidos e total de mortos subiu para 10.

O delegado regional da Polícia Civil de Passos, Marcos de Souza Pimenta, não forneceu detalhes da vítima paulinense, como o nome dela e se ainda morava em Paulínia. Afirmou, em coletiva de imprensa, que as 10 vítimas fatais estavam na mesma lancha, a Lancha Jesus. O grupo estava hospedado em um rancho em São José da Barra (MG).

Até o final da manhã, somente a identidade de uma das pessoas que morreram foi revelada. Trata-se de Júlio Borges Antunes, de 68 anos, natural de Alpinópolis (MG). O corpo deveria ser enterrado ainda neste domingo em São José da Barra. Além dele, estavam na Lancha Jesus:

  • homem de 40 anos, natural de Betim (MG) – seria o piloto da lancha;
  • a jovem de 18 anos, natural de Paulínia;
  • mulher de 43 anos, natural de Cajamar (SP);
  • homem de 67 anos, natural Anhumas (SP);
  • mulher de 57 anos, natural de Itaú de Minas (MG);
  • homem de 37 anos, natural de Itaú de Minas (MG);
  • adolescente de 14 anos, natural de Alfenas (MG); e
  • homem de 24 anos, natural de Campinas; e
  • homem de 35 anos, natural de Passos (MG).

Está prevista para este domingo a chegada de papiloscopistas da Polícia Federal que ajudarão no trabalho de identificação dos corpos das vítimas do desmoronamento em Capitólio. Por meio da rede social Twitter, o ministro da Justiça, Anderson Torres, lamentou a tragédia e reiterou o apoio da pasta à Polícia Civil de Minas Gerais.

“O País amanhece em choque com as tristes cenas de ontem (sábado). Além de toda nossa solidariedade às famílias atingidas, a certeza da nossa ajuda direta. O Ministério da Justiça, por meio da Polícia Federal, está na região em apoio à Polícia Civil de Minas Gerais. Romeu Zema (governador de Minas Gerais), conte conosco”, postou o ministro.

Os policiais federais enviados a Capitólio são do Núcleo de Identificação da Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais. Eles estão sendo enviados para o Instituto Médico Legal de Passos (MG), para onde foram levados os corpos encontrados pelos bombeiros.

Os trabalhos de busca dos três corpos desaparecidos recomeçaram às 5h deste domingo e envolveram cerca de 50 pessoas, entre bombeiros e militares da Marinha. Ao todo, 11 mergulhadores do Corpo de Bombeiros atuam na operação. A Marinha do Brasil empregou sete viaturas, quatro lanchas e três motos aquáticas.

As operações haviam sido interrompidas às 19h de sábado por falta de visibilidade. Um foi localizado pela manhã e os outros dois à tarde. O desabamento ocorreu por volta das 12h30 de sábado, quando um grande bloco de pedra se desprendeu do cânion do Lago de Furnas e caiu sobre pelo menos três lanchas. Duas embarcações afundaram.

Além dos 10 mortos, a tragédia deixou 32 pessoas feridas. Pelo menos dois dos feridos tiveram fraturas expostas e passaram por cirurgias em hospitais da região. Vídeos nas redes sociais mostraram o momento do desabamento, no principal ponto turístico do passeio de lancha, com duas cachoeiras na entrada do cânion.

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