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[Polícia Federal]
Operação de combate a tráfico e lavagem de dinheiro cumpre mandado em Paulínia

Ao todo, foram 63 medidas de busca e apreensão, 23 de prisão preventiva, 7 de prisão temporária, de sequestro de 13 imóveis e bloqueio de contas bancárias

19 dez 2021 – 12h
Policiais federais durante operação feita em cidades de quatro estados, inclusive Paulínia (Foto: Divulgação)

APolícia Federal deflagrou a Operação Aqueus com o objetivo de desmantelar uma grande organização criminosa dedicada ao tráfico ilícito de drogas e à lavagem de dinheiro em diversas cidades de quatro estados brasileiros. A ação policial ocorreu na última terça-feira (14) com foco em Três Lagoas (MS), mas também foi cumprido mandado de prisão preventiva em Paulínia.

Ao todo, na terça-feira passada, foram cumpridos 63 mandados de busca e apreensão, 23 mandados de prisão preventiva (apenas dois fora de Três Lagoas – um em Paulínia e outro em José Bonifácio), sete mandados de prisão temporária, além do sequestro de 13 imóveis e do bloqueio judicial de contas bancárias de 33 pessoas físicas e jurídicas. Entre os imóveis sequestrados estão uma Fazenda no município de Água Clara (MS) e uma casa de veraneio a beira-rio em Três Lagoas (MS), propriedades com valores estimados em mais de R$ 4 milhões.

Além das medidas judiciais cumpridas em municípios do estado de Mato Grosso do Sul (Três Lagoas, Água Clara, Campo Grande, Ponta Porã), os policiais federais também agiram em cidades de São Paulo (Paulínia, Ribeirão Preto, Guatapará, Aparecida, Guaratinguetá, Potim, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Guarujá, José Bonifácio, São Paulo), do Paraná (Douradina, Sarandi, Maringá, Maria Helena, Colombo, Laranjeiras do Sul) e de Minas Gerais (Baependi).

Durante as investigações, que se iniciaram em março de 2020, a Polícia Federal verificou a existência deste grande grupo criminoso liderado por dois indivíduos residentes do município de Três Lagoas (MS). Os líderes adquiriam carregamentos de droga em Ponta Porã (MS) e coordenavam, à distância, todo o transporte da droga, a qual era armazenada em um depósito em Campo Grande (MS). Após, seguia para o entreposto três-lagoense, de onde era distribuída para diversos locais do País, principalmente Interior e Litoral paulistas, Grande São Paulo e Interior de Minas Gerais.

Para a movimentação dos valores envolvidos nas negociações, a organização indicava contas bancárias de empresas de fachada para os compradores, fazendo com que o pagamento da droga chegasse diretamente ao fornecedor na região fronteiriça. Estas contas eram administradas por um núcleo especializado em lavagem de dinheiro, que prestava este tipo de serviço ilícito a diversas organizações criminosas. Foi constatado que este núcleo movimentou, em um período de 14 meses, mais de R$ 155 milhões.

O lucro dos líderes três-lagoenses era recebido por meio de veículos, dinheiro em espécie e contas bancárias de parentes próximos, que integravam a organização criminosa. Para ocultar o patrimônio oriundo da infração penal, investiam, principalmente, em imóveis, que eram registrados em nome de terceiros. Em um período aproximado de um ano (entre 2020 e 2021), os líderes da organização criminosa teriam recebido, somente em valores creditados em conta correntes de seus “laranjas”, mais de R$ 3,5 milhões. Estima-se que o lucro obtido com o tráfico tenha sido muito superior, haja vista os valores recebidos em espécie e bens não contabilizados.

Durante a investigação, foram presas oito pessoas em flagrante e apreendidos aproximadamente 500 quilos de drogas, além da identificação de outros carregamentos apreendidos pertencentes aos investigados.

Segundo a Polícia Federal, o nome da Operação Aqueus advém da Guerra de Troia. “Segundo a história, o povo Aqueus (como eram conhecidos os cidadãos das cidades-estado da Grécia antiga), venceram de forma estratégica e inteligente a cidade de Troia, com destaque à batalha entre Aquiles e Heitor, na qual Heitor padece sob a lança de Aquiles, líder dos Aqueus”, explicou.

Armas apreendidas em cumprimento de mandados contra acusados na Operação Aqueus (Foto: Divulgação)
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