Ir para conteúdo

[Covid-19]
Agendamento de 1ª, 2ª e 3ª doses de vacinas ainda tem horários livres

Quem conseguir garantir sua vaga deverá ser imunizado entre esta segunda e a próxima quarta-feira, de acordo com a Prefeitura de Paulínia

19 dez 2021 – 20h51
Intervalo de aplicação da 3ª dose da vacina contra Covid-19 será reduzido de 5 para 4 meses (Foto: Divulgação)

APrefeitura de Paulínia ainda tem horários livres na noite deste domingo (19) para agendamento de 1ª, 2ª e 3ª doses de vacinas contra a Covid-19. Quem conseguir garantir sua vaga será imunizado a partir desta segunda até a quarta-feira que vem, entre os dias 20 e 22 de dezembro.

A 1ª dose da vacina contra o coronavírus é voltada para:

  • crianças e adolescentes de 12 a 17 anos.

A 2ª dose da vacina pode ser marcada para:

  • crianças e adolescentes de 12 a 17 anos que receberam a 1ª dose Pfizer até o dia 25 de outubro; e
  • maiores de 18 anos que tomaram a 1ª dose da Pfizer até o dia 29 de novembro.

A 3ª dose é destinada, independentemente do laboratório da dose anterior, para:

  • pessoas maiores de 18 anos que tomaram a 2ª dose até o dia 21 de agosto; e
  • maiores de 18 anos com alto grau de imunossupressão que foram imunizados com a 2ª dose até o dia 22 de novembro.

O agendamento de todas as doses de vacinas contra a Covid-19, e para todos os grupos, deve ser feito por meio do site http://vacina.paulinia.sp.gov.br/agenda/ e do telefone 156, ambos da Prefeitura. A Administração municipal não divulgou a quantidade de vacinas que ofertará à população.

Neste sábado (18), o Ministério da Saúde informou que vai reduzir o intervalo de aplicação da 3ª dose da vacina contra Covid-19 de cinco para quatro meses. Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a portaria com essa alteração será publicada nesta segunda-feira.

“Para ampliar a proteção contra a variante Ômicron vamos reduzir o intervalo de aplicação da 3ª dose de cinco para quatro meses. A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir hospitalizações e óbitos, em especial em grupos de risco”, escreveu o ministro, em rede social. “Informem-se sobre o calendário vacinal de seu município e veja se já chegou a sua vez.”

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina da Pfizer será utilizada como dose de reforço em pessoas vacinadas com os imunizantes Coronavac, Astrazeneca e Pfizer. “A opção por essa vacina levou em consideração o aumento da resposta imunológica no esquema heterólogo. De maneira alternativa, os imunobiológicos da Janssen e AstraZeneca também poderão ser utilizados na dose de reforço”, esclarece nota do ministério.

Inicialmente com aplicação única, a vacina da Janssen também deverá ser reforçada. De acordo com o ministério, quem a recebeu a vacina há dois ou seis meses pode comparecer a um posto de saúde para a segunda dose. Nesse caso, o imunizante utilizado deverá ser do mesmo fabricante.

Infantil

Queiroga também afirmou que a decisão do governo em vacinar crianças de 5 a 11 anos será tomada no dia 5 de janeiro, após audiência pública a ser realizada no dia anterior. Em conversa com jornalistas, Queiroga disse que a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não é decisão suficiente para viabilizar a vacinação para esse grupo.

“(Só a autorização da Anvisa) não é suficiente. Porque, se você olhar todas as políticas públicas do Ministério da Saúde e verificar todas as autorizações que a Anvisa deu em relação a medicamentos, a dispositivos médicos, basta ver o que tem autorizado pela Anvisa e o que está incorporado no SUS (Sistema Único de Saúde). São avaliações distintas”, explicou o ministro.

Parecer

Queiroga disse que aguarda parecer da Câmara Técnica Assessora de Imunizações (CTAI). O documento será levado na próxima semana para apreciação em uma consulta pública, um mecanismo de participação social não presencial, usado por entes públicos para subsidiar o processo de tomada de decisão.

“No dia 4 de janeiro, faremos uma audiência pública para discutir o que foi oferecido em consulta pública que, em adição ao posicionamento da CTAI, servirá de base para a decisão final do Ministério da Saúde”, acrescentou o ministro.

Nesta semana, a Anvisa já havia aprovado o uso da vacina da Pfizer em crianças na faixa de 5 a 11 anos. Segundo a agência, existem evidências científicas de que o imunizante, aplicado em duas doses nesse público, pode ser eficaz na prevenção de doenças graves causadas pelo vírus.

Autoridade

Questionado pelos jornalistas por que a atuação da Anvisa já não resolveria a questão, Queiroga afirmou que a decisão não é da agência, e sim dele. “Eu sou a principal autoridade sanitária do Brasil e não abro mão de exercer as minhas prerrogativas. Porque elas decorrem da decisão do mandatário máximo da nação, que me incumbiu essa missão.”

Ele destacou o papel da CTAI, órgão criado em 1975, nesse processo. “A introdução desse produto dentro de uma política pública requer uma análise mais aprofundada. E, no caso de imunizantes, a análise técnica é feita com o apoio da Câmara Técnica Assessora de Imunizações.”

O ministro também elogiou a secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo, e disse que confiou a ela a palavra final sobre o assunto. “Essa decisão não será uma decisão direta do ministro. O ministro é o último elemento dessa cadeia decisória. A secretária Rosana vai emitir essa decisão e nós confiamos bastante nela.”

Clique aqui para ver mais notícias de Paulínia

Ver tudo

Site de notícias criado para divulgar fatos jornalísticos da cidade de Paulínia.