Ir para conteúdo

[Pandemia]
Paulínia divulga morte de morador por Covid-19; internações zeram

As 9h30 desta quinta-feira, o hospital municipal da cidade não tinha nenhum paciente em leitos clínicos e de UTI em decorrência do coronavírus

4 nov 2021 – 21h29
Hospital Municipal de Paulínia ‘Vereador Antônio Orlando Navarro’: alívio (Foto: Divulgação)

APrefeitura de Paulínia divulgou nesta quinta-feira (4) mais uma morte de morador em decorrência da Covid-19. O município, agora, contabiliza 306 óbitos e 16.031 infectados em decorrência da doença desde o início da pandemia. Outros 15.679 residentes se recuperaram do coronavírus.

A 306ª morte de morador do município em razão da Covid-19 se refere a uma mulher de 76 anos, com comorbidade. Morreu no dia 28 de outubro passado. A Prefeitura não divulgou a doença preexistente da mais recente vítima fatal da doença nem se a morte aconteceu no Hospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro”.

As 9h30 desta quinta-feira, o hospital municipal de Paulínia zerou as internações por complicações do coronavírus em comparação às últimas 24 horas, quando tinha uma. Nenhum de seus pacientes ocupava leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e clínicos por causa da pandemia. Isso não ocorria desde o primeiro semestre de 2020, quando houve o aumento de casos da doença na cidade durante a primeira onda da Covid-19.

De acordo com o último balanço divulgado pela Administração municipal, com dados atualizados até o último dia 28, o total de 78,96% da população de Paulínia recebeu pelo menos uma dose da vacina contra a Covid-19 e 66,66% está com o esquema vacinal de duas doses completo.

No País, um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que mais de 14 milhões de brasileiros estão com a segunda dose da vacina contra Covid-19 em atraso de mais de 15 dias. A informação foi divulgada nesta quinta-feira no segundo Boletim VigVac, produzido pela Fiocruz Bahia, com base em dados até 25 de outubro.

Os pesquisadores ressaltam que o número de pessoas com a dose em atraso de mais de 15 dias duplicou, entre 25 de setembro e 25 de outubro, saltando de cerca de 7 milhões para 14.097.777. Cerca de metade dos atrasados já deveria ter tomado a segunda dose há mais de 30 dias e 14% deles já perderam o prazo há mais de 90 dias.

A análise levou em conta apenas atrasos de mais de 15 dias por considerar o tempo de entrada das informações na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e por entender que um tempo curto de atraso pode ocorrer por motivos de dificuldade de agendamento e indisponibilidade das pessoas para se vacinarem. Além disso, os pesquisadores ponderam que o risco individual não é elevado em um intervalo relativamente curto de demora na conclusão do esquema vacinal.

Entre as vacinas utilizadas no Brasil, Astrazeneca, Coronavac e Pfizer requerem a aplicação da segunda dose para que a imunização seja considerada completa. O número de atrasos para a AstraZeneca é de 6.739.561; Coronavac, 4.800.920; e Pfizer, 2.557.296. Os dados do atraso na segunda dose podem ser consultados em um painel mantido pela Fiocruz Bahia.

Motivos

Os pesquisadores alertam que o atraso diagnosticado no sistema de informações do Ministério da Saúde pode ser justificado por diferentes razões, como a própria demora em buscar a segunda dose, a lentidão para registro na base de dados, o esgotamento e a sobrecarga das equipes de gestão, vigilância e atenção à saúde, a disseminação de notícias falsas sobre a imunização, a falta de estoque de reserva de imunizantes e mortalidade, dentre outros.

Apesar dessa variedade de possibilidades, a pesquisa ressalta que os gestores de saúde devem fazer uma análise cuidadosa para identificar as causas mais prováveis do atraso em cada localidade. “Este diagnóstico será útil para orientar as ações de estímulo à população para completar o esquema vacinal”, recomendam.

“É fundamental adotar estratégias para aumentar a adesão ao esquema vacinal completo, uma vez que os estudos sobre efetividade de vacinação têm demonstrado que a proteção contra infecção, hospitalização e morte é significativamente maior no grupo com esquema vacinal completo quando comparado com o grupo com apenas uma dose da vacina. Também foi mostrado que a proteção contra as novas variantes do Sars-CoV-2 é mais efetiva somente após duas doses da vacina.”

Clique aqui para ver mais notícias de Paulínia

Ver tudo

Site de notícias criado para divulgar fatos jornalísticos da cidade de Paulínia.