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[Pandemia]
Prefeitura divulga mais duas mortes de moradores pela Covid-19

Maioria dos ministros do STF segue decisão de Lewandowski e estados e municípios decidirão sobre vacinação de adolescentes contra o coronavírus

8 out 2021 – 22h31
Sede do Supremo Tribunal Federal (STF): votação termina às 23h59 desta sexta-feira (Foto: Divulgação)

APrefeitura divulgou nesta sexta-feira (8) mais duas mortes de moradores de Paulínia por complicações da Covid-19. O total de óbitos desde o início da pandemia na cidade, de acordo com as estatísticas da Administração municipal, chegou a 304; agora, o mesmo número do Ministério da Saúde – responsável pelos dados oficiais da doença no Brasil.

A Administração municipal informou que a:

  • 303ª morte

Trata-se de um homem de 65 anos, sem comorbidades. Morreu no último dia 20 de março e teve o seu caso divulgado somente agora. A Prefeitura não esclareceu se entrou em óbito no Hospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro” e por que demorou tanto para a confirmação da morte pelo coronavírus.

  • 304ª morte

Refere-se a uma mulher de 53 anos, com comorbidades. Morreu na terça-feira passada, dia 5. A Administração municipal não informou quais eram as doenças preexistentes dessa vítima fatal da Covid-19 e se faleceu no hospital municipal de Paulínia.

Até as 9h30 desta sexta-feira, sete pessoas estavam internadas em consequência do coronavírus no único hospital público de Paulínia, de acordo com o boletim epidemiológico da Administração municipal – todas com exames positivos para Covid-19 e ocupando leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Nesta sexta-feira, a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou para referendar a decisão individual do ministro Ricardo Lewandowski que confirmou a competência de estados e municípios para decidirem sobre a vacinação de adolescentes maiores de 12 anos contra a Covid-19.

A votação ocorre de forma eletrônica e está aberta até as 23h59 desta sexta-feira, horário limite para que os três ministros que ainda não se manifestaram possam inserir seus votos.

No dia 21 de setembro, Lewandowski atendeu ao pedido de liminar de diversos partidos para retomada da imunização após a decisão do Ministério da Saúde de recomendar a suspensão da aplicação para essa faixa etária. Após a decisão, a pasta voltou a recomendar a imunização de adolescentes de 12 a 17 anos. O único imunizante autorizado para aplicação nessa faixa etária é o da Pfizer.

Na decisão, Lewandowski entendeu que a decisão da pasta não tinha amparo em evidências acadêmicas e critérios estabelecidos por organizações e entidades internacionais e nacionais de saúde.

“A aprovação do uso da vacina Comirnaty do fabricante Pfizer/Wyeth em adolescentes entre 12 e 18 anos, tenham eles comorbidades ou não, pela Anvisa e por agências congêneres da União Europeia, dos Estados Unidos, do Reino Unido, do Canadá e da Austrália, aliada às manifestações de importantes organizações da área médica, levam a crer que o Ministério da Saúde tomou uma decisão intempestiva e, aparentemente, equivocada, a qual, acaso mantida, pode promover indesejáveis retrocessos no combate à Covid -19”, decidiu o ministro.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou, nesta sexta-feira que o Brasil já tem 354 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 garantidas para 2022. Queiroga incluiu na conta os acordos fechados para a aquisição de dois imunizantes, dos laboratórios Pfizer e AstraZeneca.

O governo fechou um acordo para compra de 100 milhões de doses da vacina da Pfizer e 120 milhões de doses do imunizante da Astrazeneca. Com os 134 milhões de doses adquiridos neste ano, chega-se às 354 milhões de doses anunciadas por Queiroga. Além disso, existe a possibilidade de compra de 50 milhões de doses adicionais da vacina da Pfizer, caso seja necessário, e 60 milhões de doses da Covishield, da AstraZeneca.

A CoronaVac, vacina desenvolvida na China e produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, de São Paulo, não entrou no planejamento de novas aquisições do governo. O secretário executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, lembrou que a CoronaVac, assim como a Janssen, ainda é usada no Brasil com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial. Dessa forma, esclareceu Cruz, assim que a pandemia for declarada encerrada, essa autorização deixa de existir. A Coronavac foi o segundo imunizante mais aplicado no braço dos brasileiros, com 75,1 milhões de doses.

Planejamento

Para o ano que vem, o ministério planeja vacinar a população com doses de reforço para a população. De acordo com o planejamento da pasta, todos os maiores de 18 anos serão vacinados novamente. Pessoas entre 18 e 60 anos receberão uma dose e maiores de 60 anos e imunossuprimidos (aqueles cujos mecanismos normais de defesa contra infecção estão comprometidos), duas doses.

A vacinação será feita por idade, em escala decrescente. As doses de reforço serão dadas em um prazo de seis meses após a imunização completa, ou a aplicação da dose adicional, caso tenha ocorrido. Além disso, se a Anvisa aprovar a imunização de menores de 12 anos, esta será feita com a aplicação de duas doses.

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