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[Repescagem]
Prefeitura agenda 1ª dose para pessoas de 18 a 59 anos nesta 6ª-feira

Marcações de horário estarão liberadas a partir das 9h e poderão ser realizadas no site http://vacina.paulinia.sp.gov.br/agenda ou no telefone 156

23 set 2021 – 20h50
Paraíba tem o maior número de cidades identificados com alto risco para gestantes e puérperas (Foto: Agência Brasil)

APrefeitura de Paulínia volta a abrir a partir das 9h desta sexta-feira (24) agendamento de vacina contra a Covid-19 de 1ª dose para pessoas com idade entre 18 a 59 anos. A imunização de quem conseguir agendar horário irá ocorrer na segunda-feira que vem, dia 27 de setembro. A Administração municipal não antecipou o local de vacinação.

Os interessados na repescagem devem tentar marcar horário somente a partir das 9h no site http://vacina.paulinia.sp.gov.br/agenda e no telefone 156, ambos pertencentes à Prefeitura de Paulínia. A Administração municipal não divulgou a quantidade de doses que reservará para o agendamento desta sexta-feira. Frequentemente, a oferta é menor que a procura e as vagas terminam em minutos.

Nesta quinta-feira, foi divulgado um estudo liderado por pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) que mapeou os 50 municípios brasileiros em que há maior risco de gestantes e puérperas serem infectadas com a Covid-19. A pesquisa foi publicada na revista The Lancet Regional Health – Americas. (https://www.thelancet.com/journals/lanam/article/PIIS2667-193X(21)00072-7/fulltext).

Entre os 50 municípios identificados com alto risco para gestantes e puérperas, a Paraíba tem o maior número de cidades nessa condição (13). Em seguida, estão os estados do Ceará (7), Amazonas (7), São Paulo (7), Rio Grande do Sul (6), Minas Gerais (4), Paraná (3), Mato Grosso (2) e Santa Catarina (1).

De acordo com o estudo, os diagnósticos e mortes maternas por Covid-19 ocorreram de forma heterogênea nas regiões brasileiras e se concentraram em municípios do interior do país, explicitando a relação do avanço da contaminação com as condições de vida da população.

“Observamos que aqueles municípios com menos recursos de infraestrutura em saúde e maiores desigualdades socioeconômicas tiveram as maiores taxas de incidência e de mortalidade materna pela Covid-19. São aqueles municípios com deficiências na sua estrutura e cobertura de saúde,” destacou o epidemiologista e professor do programa de pós-graduação em Ciências da Saúde da UFS, Victor Santana Santos, que liderou o trabalho.

O mapeamento dos casos e óbitos provocados pela doença na população obstétrica no Brasil considerou um período de 16 meses, de março de 2020 a junho de 2021. Foram usados dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe do Ministério da Saúde (Sivep). No período, o País registrou 13.858 casos e 1.396 mortes por Covid-19 de mulheres grávidas e em pós-parto.

O estudo também mapeou 15 cidades brasileiras em que há risco elevado de morte materna por Covid-19. Quatro destes municípios estão localizados em Minas Gerais. Os outros pertencem aos estados de São Paulo (3), Goiás (2), Mato Grosso do Sul (1), Amazonas (1), Roraima (1), Pernambuco (1), Bahia (1) e Rio Grande do Sul (1).

“A identificação dessas áreas geográficas poderia ser utilizada para direcionar ações efetivas de testagem de massa, isolamento de casos para mitigar a propagação da doença, bem como a destinação de recursos em saúde necessários para prevenir mortes maternas. Os dados também reforçam que elas constituem um grupo prioritário para receber vacinas contra covid-19,” acrescentou Santos.

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