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Paulínia marca vacina para adolescentes e 2ª dose Astrazeneca nesta 6ª-feira

Prefeitura informa que continuará imunizando adolescentes de 12 a 17 anos, seguindo a orientação do Comitê Científico do governo do estado

16 set 2021 – 20h02
Ministro Marcelo Queiroga recuou e agora não recomenda mais vacinação de todos adolescentes (Foto: Agência Brasil)

APrefeitura de Paulínia abre nesta sexta-feira (17) agendamento de vacina contra a Covid-19 de 1ª dose para adolescentes de 12 a 17 anos e de 2ª dose para outros seis grupos de adultos.

A partir das 9h, começa o agendamento de 1ª dose da Pfizer para adolescentes de 12 a 17 anos. Aquele que conseguir marcar horário será imunizado na próxima segunda-feira (20).

Já a marcação de 2ª dose Astrazeneca terá início apenas a partir das 14h e será voltada para quem tomou a 1ª dose até o dia 23 de junho e faça parte dos seis grupos abaixo:

  • idosos de 60 anos ou mais;
  • pessoas com comorbidades;
  • pessoas com deficiência;
  • trabalhadores da Educação; ou
  • trabalhadores da Saúde; ou
  • população em geral entre 18 e 59 anos.

O adulto desses seis grupos acima que conseguir marcar horário também será imunizado na próxima segunda-feira, dia 20.

A Administração não antecipou os locais de vacinação nem a quantidade de doses que disponibilizar para os dois agendamentos desta sexta-feira. A oferta tem sido menor que a procura e as vagas terminam em minutos.

Tanto adolescentes (às 9h, 1ª dose) como adultos (14h, 2ª dose) devem realizar o agendamento por meio do site http://vacina.paulinia.sp.gov.br/agenda/ ou do telefone 156, ambos pertencentes à Prefeitura de Paulínia.

No final da tarde desta quinta-feira (16), a Administração municipal informou que continuará vacinando adolescentes de 12 a 17 anos, em Paulínia, seguindo a orientação do Comitê Científico do governo do estado de São Paulo.

O Ministério da Saúde revisou a recomendação de vacinação de adolescentes contra a Covid-19. Em nota técnica publicada quarta-feira (15) pela Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, o Ministério passou a recomendar a vacinação apenas para os adolescentes entre 12 e 17 anos que tenham deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade.

Uma nota técnica anterior da pasta, também de setembro, recomendava que a imunização dos adolescentes tivesse início quarta-feira (15), com a ressalva de que os que não apresentassem comorbidades deveriam ser os últimos a ser vacinados.

A pasta citou, entre outros argumentos para revisar a recomendação, o fato de que os benefícios da vacinação em adolescentes sem comorbidades ainda não estão claramente definidos e que a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda imunização de adolescentes com ou sem comorbidades.

A OMS, entretanto, não chegou a afirmar que a imunização de adolescentes não deveria ser realizada. Em vídeo publicado em junho, a organização disse apenas que, neste momento, a vacinação de adolescentes entre 12 e 17 anos não é prioritária.

O ministério também argumentou que a decisão foi tomada devido ao fato de a maioria dos adolescentes sem comorbidades acometidos pela Covid-19 apresentarem evolução benigna da doença.

Outro ponto levantado foi o de que houve uma redução na média móvel de casos e óbitos (queda de 60% no número de casos e queda de mais de 58% no número de óbitos por Covid-19 nos últimos 60 dias) com melhora do cenário epidemiológico.

Após a publicação da nota, algumas cidades anunciaram a suspensão da vacinação de adolescentes, entre elas, as prefeituras de Natal (RN) e Salvador (BA). Paulínia vai manter a vacinação seguindo a orientação do governo do estado, que criticou a recomendação do Ministério da Saúde e emitiu nota oficial sobre o assunto (leia abaixo).

Atualmente, apenas a vacina da Pfizer/Biontech tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso em adolescentes a partir de 12 anos.

Ministro

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que uma série de motivos pesaram para que a pasta resolvesse revisar a recomendação e suspender a vacinação de adolescentes sem comorbidades. Segundo Queiroga, foram identificados 1,5 mil eventos adversos em adolescentes imunizados. Todos eles foram de grau leve. Foi notificado um caso de morte de um jovem em São Paulo, mas o episódio ainda está sendo investigado para avaliar se a causa foi o imunizante.

O ministro reclamou que, a despeito da orientação anterior para que a imunização deste público tivesse início quarta-feira (15), já foram vacinados 3,5 milhões de adolescentes por autoridades locais de saúde.

Diante da suspensão, o Ministério da Saúde orienta adolescentes sem comorbidades que receberam a primeira dose a não tomarem a segunda dose. A orientação de interromper a imunização vale também para aqueles com comorbidades que tomaram a primeira dose da Astrazeneca ou CoronaVac.

Para o Ministério da Saúde, apenas os adolescentes com comorbidades imunizados com a Pfizer/BioNTech na primeira dose podem seguir com o processo de imunização e completar o ciclo vacinal, procurando os postos para receber a segunda dose.

Nota à imprensa do governo de São Paulo

O Governo de SP informa que continuará vacinando os adolescentes de 12 a 17 anos de idade por recomendação do Comitê Científico do Estado. A imunização começou em SP no dia 18 de agosto e já foram imunizadas cerca de 2,4 milhões de pessoas, ou seja, 72% deste público.

SP lamenta a decisão do Ministério da Saúde, que vai na contramão da orientação do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e de autoridades sanitárias de outros países. A vacinação nessa faixa etária já é realizada nos EUA, Chile, Canadá, Israel, França, Itália, dentre outras nações. A medida cria insegurança e causa apreensão em milhões de adolescentes e famílias que esperam ver os seus filhos imunizados, além de professores que convivem com eles.

Coibir a vacinação integral dos jovens de 12 a 17 anos é menosprezar o impacto da pandemia na vida deste público. Três a cada dez adolescentes que morreram com COVID-19 não tinham comorbidades em São Paulo. Este grupo responde ainda por 6,5% dos casos e, assim como os adultos, está em fase de retomada do cotidiano, com retorno às aulas e atividades socioculturais.

Infelizmente, e mais uma vez, as diretrizes do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde chegaram com atraso e descompassadas com a realidade dos estados, que em sua maioria já estão com a vacinação em curso.

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