Ir para conteúdo

[Pandemia]
Prefeitura de Paulínia confirma morte de homem de 68 anos de Covid-19  

Governo de São Paulo irá vacinar com Pfizer quem tem 2ª dose de Astrazeneca atrasada e quem precisa se vacinar entre 1 e 15 de setembro

10 set 2021 – 23h39
SP acusa Ministério da Saúde de deixar de enviar quase 1 milhão de doses ao estado em setembro (Foto: Divulgação)

APrefeitura de Paulínia confirmou nesta sexta-feira (10) a morte de um morador da cidade em decorrência da Covid-19. Para a Administração municipal, trata-se do 295º óbito pelo coronavírus no município desde o início da pandemia. No entanto, o Ministério da Saúde, responsável pelos números oficiais da doença no Brasil, já contabiliza 300.

O Comitê de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus da Prefeitura informou que a 295ª morte de morador de Paulínia pela Covid-19 se refere a um homem de 68 anos, com comorbidades. Morreu no dia 7 passado. A Administração municipal não esclareceu se o óbito aconteceu dentro do Hospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro”.

Nesta sexta-feira, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo anunciou que a partir da próxima semana quem estiver com a 2ª dose da vacina Astrazeneca atrasada poderá se vacinar com Pfizer. A medida é para garantir o esquema vacinal completo de muitos brasileiros de São Paulo diante do apagão do Ministério da Saúde, que deixou de enviar quase 1 milhão de doses ao estado em setembro. Poderão se vacinar quem estiver com a dose de Astrazeneca vencida entre os dias 1 e 15 de setembro.

Durante o final de semana, o governo de São Paulo vai entregar aos municípios 400 mil doses de Pfizer extras que chegaram nos últimos dias ao estado e serão remanejadas para a aplicação desta segunda dose. Os municípios também poderão aplicar vacinas da Pfizer que eventualmente tiverem em seu estoque.

A medida emergencial, segundo o governo de São Paulo, visa amenizar os transtornos causados pelo não envio das doses de Astrazeneca por parte do Ministério da Saúde e vale apenas para quem teve a segunda dose vencida nestes 15 dias. A expectativa da saúde estadual é que nos próximos dias o órgão federal possa mandar mais doses ao estado, regularizando a situação.

“O não envio destas doses pelo Ministério da Saúde descumpre uma obrigação do órgão federal em disponibilizar vacinas necessárias à imunização complementar das pessoas que já tomaram a primeira dose da vacina”, acusou o governo paulista. O Ministério da Saúde nega que deva lote de vacina ao estado de São Paulo. E acusou o governo paulista de usar lote de 2ª dose da Astrazeneca para aplicação de 1ª dose.

“Fizemos um grande movimento no dia de hoje (sexta-feira), remanejamos nossos estoques e disponibilizamos todas as doses da Pfizer existentes para amenizar a situação. Aguardamos o envio imediato de mais imunizantes da Astrazeneca ou mais doses da Pfizer para que possamos vacinar a totalidade da população que aguarda a segunda dose”, destaca Regiane de Paula, coordenadora do Plano Estadual de Imunização (PEI).

A intercambialidade destas vacinas foi chancelada pelo Comitê Científico do governo do eestado e pelo PEI, que embasaram a decisão em estudos da Organização Mundial de Saúde e orientações do próprio Ministério da Saúde. A decisão também foi aprovada em deliberação bipartite com o Conselho dos Secretario Municipais de Saúde de São Paulo (Cosems).

Clique aqui para ver mais notícias de Paulínia
Advertisement

Ver tudo

Site de notícias criado para divulgar fatos jornalísticos da cidade de Paulínia.