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[Pandemia]
Ministério da Saúde volta a registrar morte de morador de Paulínia por Covid-19

São Paulo acusa governo federal de causar ‘apagão’ e cobra envio de 1 milhão de doses Astrazeneca para concluir esquemas vacinais conforme bula

9 set 2021 – 21h18
Ministério da Saúde informou que não deve lotes de 2ª dose da Astrazeneca ao estado paulista (Foto: Divulgação)

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Ministério da Saúde voltou nesta quinta-feira (9) a registrar morte de morador de Paulínia em decorrência da Covid-19. A última até então havia sido confirmada pela Pasta há 14 dias, no dia 26 de agosto – já que a anunciada no dia 31 passado foi revista e retirada das estatísticas do município. Com isso, a cidade contabiliza 300 óbitos desde o início da pandemia, segundo o governo federal, responsável pelos números da doença no País.

Pelas contas da Prefeitura, o total de mortes de moradores de Paulínia em razão da Covid-19 é 294. O boletim epidemiológico de quarta-feira (8) – o desta quinta-feira não havia sido divulgado até a publicação deste texto – não informou novos óbitos pela doença no município. A última morte de habitante da cidade pelo coronavírus foi confirmada pela Administração municipal no dia 31 de agosto passado, há nove dias.

Nesta quinta-feira, o governo do estado de São Paulo acusa o Ministério da Saúde de deixar de enviar cerca de 1 milhão de 2ª doses de Astrazeneca e provocar um verdadeiro apagão de vacinas nos 645 municípios paulistas. O prazo de aplicação destas doses começou a vencer no dia 4 de setembro.

A Secretaria de Estado da Saúde cobrou na última semana o órgão federal o envio destas doses para completar o esquema vacinal, conforme a bula do fabricante e diretriz do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Novo ofício foi enviado à pasta federal nesta quinta-feira (9).

Além destas 1 milhão de doses, São Paulo destaca que precisa receber cerca de 3,2 milhões de vacinas da AstraZeneca para concluir os esquemas vacinais até outubro. Desse total, 1,4 milhão precisam chegar até o dia 20 de setembro. Mais 1,27 milhão devem ser recebidas até a primeira quinzena do próximo mês e outras 465 mil até o final de outubro.

“Este quantitativo total já havia sido solicitado por meio de ofício na última quinta-feira (2), mas não houve resposta pelo Ministério até o momento”, ressaltou o governo paulista.

Em eventual indisponibilidade de mais remessas da Astrazeneca, o estado aguarda envio imediato de doses da Pfizer para suprir esta demanda e concluir os esquemas em conformidade com a solução de intercambialidade indicada pelo próprio PNI do Ministério da Saúde.

“O não envio destas doses descumpre uma obrigação do Ministério da Saúde das vacinas necessárias à imunização complementar das pessoas que já tomaram a primeira dose da vacina. A segunda dose é fundamental para o enfrentamento da pandemia e garantir proteção total para a população”, destaca Regiane de Paula, coordenadora do Plano Estadual de Imunização (PEI).

O Ministério da Saúde, no entanto, informou que as doses cobradas já foram enviadas, mas o estado as usou como 1ª dose, em desacordo às recomendações do PNI.

De acordo com o Ministério da Saúde, o governo federal não está devendo lotes da segunda dose de vacina Covid-19 da Astrazeneca ao estado de São Paulo. “Até o momento foram entregues ao estado 12,4 milhões de dose 1 e 9,2 milhões de dose 2 da AstraZeneca. As 2,8 milhões de doses não foram enviadas porque o prazo de intervalo entre a primeira e segunda dose só se dará no final do mês”, destacou o ministério, em nota.

Segundo o Ministério da Saúde, dados inseridos por São Paulo no LocalizaSUS mostram que o estado utilizou como primeira dose vacinas destinadas à segunda dose. “O estado aplicou 13,99 milhões de dose 1 e 6,67 milhões de dose 2. As alterações nas recomendações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) acarretam na falta de doses para completar o esquema vacinal na população brasileira”, acrescentou o ministério.

No último sábado (4), o Ministério da Saúde reviu uma morte e baixou de 300 para 299 o total de óbitos de moradores de Paulínia desde o início da pandemia. O governo federal é responsável pelos números oficiais da doença no Brasil. Para a Prefeitura, a cidade contabilizava até as 9h30 desta quinta-feira, 294 mortes em razão do coronavírus.

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