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[Pandemia]
Saúde registra 4 mortes de moradores de Paulínia nas últimas 72 horas

Escolas de São Paulo podem receber presencialmente 100% dos estudantes; por enquanto, volta para as salas de aula ainda não será obrigatória

2 ago 2021 – 22h16
Escolas podem atender 100% dos alunos desde que respeitem 1 metro de distanciamento entre eles (Foto: Agência Brasil)

OMinistério da Saúde registrou mais quatro mortes de moradores de Paulínia em decorrência da Covid-19 nas últimas 72 horas. O total de óbitos subiu no período para 278. Os contaminados pelo coronavírus desde o início da pandemia passou de 15 mil habitantes no município.

Conforme o Ministério da Saúde, as quatro mortes mais recentes foram registradas no domingo, dia 1º de agosto. Nesta segunda (2) e no último sábado (31), o governo federal, responsável pelos números oficiais da doença no Brasil, não adicionou novos óbitos às estatísticas da cidade.

O último boletim epidemiológico diário da Prefeitura de Paulínia que registrou morte de morador da cidade trazia dados atualizados até as 9h30 de sexta-feira (30), mas foi divulgado à 1h24 de sábado (31). De lá para cá, até as 9h30 desta segunda-feira, a Administração municipal não informou novos óbitos.

O 270° óbito, segundo as contas da Prefeitura, trata-se de um homem de 88 anos, com comorbidades. Morreu no dia 28 passado no Hospital Municipal “Vereador Antônio Orlando Navarro”. Outros 41 doentes da pandemia seguem internados no local – 21 em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 20 em leitos clínicos.

A partir desta segunda-feira, as escolas estaduais, municipais e particulares do estado de São Paulo estão autorizadas a retornar às aulas presenciais, podendo atender até 100% dos estudantes. As aulas foram suspensas pelo governo paulista no início da pandemia, em março do ano passado. No início deste ano, as aulas foram retomadas, mas havia limite de 35% na capacidade de ocupação.

A volta presencial a partir desta segunda-feira ainda não será obrigatória. A expectativa é de que a obrigatoriedade passe a valer a partir de setembro. Segundo a Secretaria Estadual da Educação, caso o estudante ou sua família queiram permanecer com as aulas remotas ou online, o responsável legal deverá comunicar, por escrito, à unidade escolar, comprometendo-se a manter a frequência do aluno de forma digital.

As escolas vão poder atender 100% dos alunos desde que seja obedecido o limite de um metro de distanciamento entre eles. Cada escola ficará responsável por estabelecer esse limite de acordo com a sua capacidade física. Se a escola não puder receber a totalidade dos alunos de forma presencial, ela poderá adotar um sistema de revezamento.

Só na rede estadual de ensino há 3,5 milhões de estudantes, que serão obrigados a usar máscara no interior da escola. Segundo a Secretaria Estadual da Educação, ao chegarem às escolas todas as pessoas terão a temperatura aferida e, caso esteja acima de 37,5 graus, será orientado a retonaro para casa. Os protocolos também incluem higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel 70% e dos ambientes e ambientes arejados com portas e janelas abertas. Os especialistas dizem que os aspectos mais importantes a serem adotados para evitar a transmissão do novo coronavírus (Covid-19) são a ventilação e o uso de máscaras.

Já os professores e servidores deverão voltar às aulas presenciais, sem revezamento. Mas no caso daqueles com comorbidades, só voltarão às aulas presenciais 14 dias após a aplicação da segunda dose das vacinas Oxford/AstraZeneca/Fiocruz, Pfizer/BioNTech ou CoronaVac/Butantan/Sinovac ou dose única, no caso da vacina da Janssen. A secretaria informou que os servidores e colaboradores que, por escolha pessoal, optarem por não se vacinar dentro do calendário local também deverão retornar.

Por meio de nota, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) disse que os pais não precisam ficar temerosos em mandar seus filhos para as escolas neste momento da pandemia. Segundo a entidade, pesquisas têm demonstrado que as crianças não são grandes transmissoras do vírus e não costumam evoluir de forma grave.

“A pandemia de Covid-19 tem afligido todo o planeta e tem sido especialmente grave em nosso País, com mais de meio milhão de brasileiros perdendo suas vidas precocemente. Não obstante a isto, o número de crianças afetadas de forma grave e que evoluíram de maneira desfavorável foi relativamente pequeno”, disse Fausto Flor de Carvalho, presidente do Departamento de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

“As pesquisas realizadas no Brasil e no exterior têm demonstrado que crianças não são grandes espalhadoras do vírus, que costumam ter quadros leves a moderados e quase metade delas são assintomáticas”, explicou.

Danos

Para Carvalho, a ausência das aulas presenciais tem provocado outros danos às crianças, como distúrbios alimentares e de relacionamento interpessoal (distanciamento dos amigos e contato apenas com adultos), além da dificuldade de concentração. “Assim, cremos que é momento adequado para retomada de aulas presenciais. Os pais devem trabalhar com os filhos sobre as medidas de proteção e devem estar em contato com a escola. Qualquer sintoma respiratório a criança deve ser afastada e procurar o serviço médico para diagnóstico. Uma boa comunicação entre pais, escolas e profissionais da saúde vai colaborar para uma volta mais segura e com mínimos riscos a todos”, disse.

Já o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) é contra a volta às aulas neste momento. Para o sindicato, a volta as aulas presenciais só deveria ocorrer após os professores terem tomado a segunda dose da vacina contra a Covid-19. “Mais do que ninguém sabemos que o lugar dos professores e estudantes é nas escolas, mas não é este o momento”, diz o sindicato.

“O processo de vacinação dos profissionais da educação e da população está em curso. Portanto, não existe o menor sentido no retorno às aulas presenciais em agosto. Há professores que só receberão a segunda dose da vacina em setembro. Apenas após a vacinação de todos com a segunda dose e a garantia de todos os protocolos sanitários para garantir a manutenção do controle da pandemia é que poderemos retornar às escolas”, disse o sindicato em comunicado publicado em seu site.

Protocolos

Segundo o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Sieeesp), há cerca de 12 mil escolas particulares no estado, com 2,4 milhões de alunos no ensino básico. Nas escolas particulares, de acordo com o sindicato, as aulas presenciais ocorrem desde março. Mas até então, havia limite de 35% sobre o número de matrículas. A partir desta segunda-feira, após um período de férias, as escolas particulares estão retornando as aulas presenciais, podendo atender até 100% dos alunos, desde que mantido o limite de distanciamento físico entre eles.

"As escolas particulares seguem todos os protocolos recomendados pelo Plano São Paulo (plano de reabertura econômica do estado em vigência durante a pandemia), das autoridades de saúde e educação e o próprio protocolo do Sieeesp, elaborado por médicos, pediatras e especialistas", disse o sindicato.

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