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[Pandemia]
Mulher de 87 anos é a 229ª vítima fatal da Covid-19 em Paulínia

Lote de 1,5 milhão de doses da vacina da Janssen chega ao País; imunizante tem dose única e será distribuído entre todos os estados da federação

22 jun 2021 – 21h29
Doses da Janssen chegou ao Brasil pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande SP (Foto: Reprodução de vídeo)

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Prefeitura registrou nesta terça-feira (22) a morte de uma mulher de 87 anos de idade, moradora de Paulínia, em decorrência da Covid-19. Ela, de acordo com a Administração municipal, é a 229ª vítima fatal do novo coronavírus na cidade.

Conforme a Prefeitura, a mulher tinha antecedente de doença cardiovascular. Iniciou os sintomas respiratórios no dia 7 de junho passado e deu entrada no Hospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro” no último dia 17. Foi realizado diagnóstico laboratorial para a Covid-19 pelo exame de PCR, com resultado positivo. A moradora  do município morreu no domingo, dia 20.

Nas últimas 48 horas, o Ministério da Saúde registrou mais três mortes pela Covid-19 de moradores de Paulínia. Para o governo federal, responsável pelos números oficiais da doença no Brasil, o município totaliza 237 óbitos desde o início da pandemia e 13.269 infectados – 12.526 se recuperaram da doença, segundo o boletim epidemiológico da Prefeitura, atualizado até as 9h30 desta terça.

Em nota, a Administração municipal se solidarizou com familiares e amigos das vítimas. “A Prefeitura destaca ser essencial que todos sigam as orientações do Comitê de Prevenção e Enfrentamento do Coronavírus e reforça a necessidade do uso de máscara, higienização das mãos sempre que possível, distanciamento social e evitar aglomerações”, orientou. Setenta e nove pessoas seguiam internadas em razão da doença no hospital municipal.

Nesta terça-feira, o primeiro lote de 1,5 milhão de doses da vacina contra a Covid-19 da Janssen, unidade farmacêutica da Johnson & Johnson, chegou ao Brasil. O avião que trouxe a remessa pousou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, no início da manhã. Ao todo, foram encomendadas pelo governo federal 38 milhões de doses dessa empresa.

“Mais 1,5 milhão de doses de esperança para a população brasileira. Essa vacina tem a vantagem de ser dose única e, com isso, conseguimos avançar no nosso programa de imunização. A certeza é a de que até setembro teremos imunizado toda a população acima de 18 anos. É a esperança de colocar fim ao caráter pandêmico dessa doença”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Ele presenciou a chegada das vacinas.

Os imunizantes serão distribuídos aos estados. A recomendação inicial é no sentido de que sejam enviadas às capitais, mas ainda será feita negociação com os estados. As doses devem ser aplicadas até agosto. Em entrevista na segunda-feira (21) ao programa A Voz do Brasil, o ministro Queiroga afirmou que mais de 16 milhões de doses de vacinas diversas já foram adiantadas em negociações do governo federal.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) negou nesta terça-feira o pedido de autorização temporária para uso emergencial do medicamento Avifavir (Favipiravir) no tratamento antiviral de pacientes hospitalizados com Covid-19. A decisão unânime foi tomada durante a 12ª reunião pública da Diretoria Colegiada (Dicol).

Segundo a relatora, a diretora da agência Meiruze Freitas, o remédio não atende às expectativas da agência quanto aos requisitos mínimos de segurança e eficácia no contexto do uso emergencial. “A Anvisa deve usar de todas as vias possíveis para fazer com que novos tratamentos estejam disponíveis para os pacientes o mais rápido possível. Entretanto, não se pode autorizar o uso de um medicamento que não demonstrou benefício clínico no tratamento da Covid-19 e ainda pode resultar em riscos à saúde dos pacientes”, afirmou Freitas.

A solicitação de autorização de uso emergencial do Avifavir foi feita pelo Instituto Vital Brazil, representante no Brasil do medicamento, fabricado pelas empresas russas API – Technologies LLC e Joint Stock Company Chemical Diversity Research Institute.

Em nota, a Anvisa justificou a decisão afirmando que o medicamento é produzido com matéria-prima ainda não registrada pela agência e que nenhuma outra autoridade regulatória de outros países aprovou o Avifavir para o tratamento da Covid-19. Além disso, as áreas técnicas concluíram que as limitações, incertezas e riscos da aprovação do uso emergencial do medicamento superariam os benefícios no eventual tratamento de pacientes.

O diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, apelou às pessoas que já tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19 que, no momento indicado, tomem a segunda dose, completando o ciclo de imunização. Ao abrir, a 12ª reunião da diretoria colegiada da agência, Torres também enfatizou a importância do uso de máscaras e das demais orientações das principais autoridades sanitárias mundiais, como o distanciamento social e a frequente e adequada higienização das mãos.

“As vacinas representam, neste momento, a medida farmacológica de maior comprovação, credibilidade e eficácia disponíveis no mercado em todo o mundo”, disse Torres, enfatizando a importância da segunda dose da vacina. “Temos observado índices que apontam uma baixa procura pela segunda dose da vacina em alguns municípios, mesmo quando elas são disponibilizadas à população. Isso não é razoável. Não há nenhum sentido em (a pessoa) tomar uma dose da vacina e não se apresentar para tomar a segunda dose. Quem assim o faz está com uma proteção incompleta, insuficiente e inadequada”, alertou Torres.

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