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[Pandemia]
Número de internados pela Covid-19 chega a 72 no hospital municipal

Nas últimas 24 horas, unidade hospitalar de Paulínia recebeu mais 11 pacientes com o novo coronavírus ou suspeitos da doença; 24 estão na UTI

20 jun 2021 – 18h54
Profissional de Saúde trabalha em laboratório do Instituto Butantan, em São Paulo (Foto: Divulgação)

OHospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro” atingiu a marca de 72 doentes internados em decorrência da Covid-19 neste domingo (20). Em apenas 24 horas, mais 11 pessoas contaminadas com o novo coronavírus ou suspeitas da doença deram entrada no local. Do total, 24 ocupavam leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) – são 30 vagas disponíveis.

O número de internados no hospital municipal e Paulínia, conforme o boletim epidemiológico a Prefeitura, com dados atualizados até as 9h30, voltou neste domingo a atingir níveis verificados durante a segunda onda da pandemia. O recorde de internações pela doença até aqui é de 85 pessoas, registrado no dia 26 março passado. Dias antes o prefeito Du Cazellato (PL) admitiu que o hospital havia  colapsado.

O boletim epidemiológico diário da Prefeitura não trouxe neste domingo novas mortes de moradores de Paulínia pela Covid-19. Até aqui, são 226 óbitos desde o início da pandemia, 13.178 contaminados e 12.436 recuperados da doença. Mas para o Ministério da Saúde, responsável pelos números oficiais do novo coronavírus no País, a cidade já contabiliza 234 mortes e 1.361 infectados.

Desde quinta-feira (17), o hospital municipal de Paulínia suspendeu por 15 dias todas as agendas eletivas, o que inclui cirurgias, exames e procedimentos de ambulatórios não considerados de urgência. A medida, conforme a Prefeitura, foi “adotada em função do aumento de demanda nas áreas Covid-19, bem como o perfil de complexidade dos pacientes internados”. Naquele dia, 61 pessoas estavam internadas mo local em decorrência da Covid-19.

Neste domingo, foi divulgada a primeira edição do boletim epidemiológico da Rede de Alertas das Variantes do SARS-CoV-2, coordenada pelo Instituto Butantan e que reúne laboratórios públicos e privados com o objetivo de identificar as linhagens do novo coronavírus em circulação no estado de São Paulo. Um das conclusões é que há 19 variantes do vírus SARS-CoV-2 circulantes no estado, sendo que a P.1 (amazônica) predomina em 89,9% dos casos, seguida pela B.1.1.7 (Reino Unido), com 4,2%, e pela B.1.1.28 (que deu origem à amazônica), com 3,5%.

A partir das informações coletadas pela rede desde janeiro até a 21ª semana epidemiológica (que se encerrou em 29/05), foi possível concluir que no Departamento Regional de Saúde (DRS) da Grande São Paulo já foram identificadas 13 variantes diferentes; na DRS Sorocaba foram oito; e na DRS Campinas, sete variantes diferentes.

Os dados são obtidos a partir de sequenciamento genômico de uma parcela dos testes diagnósticos positivos realizados no Butantan e nos demais parceiros da rede: Hemocentro de Ribeirão Preto/FMRP-USP, FZEA-USP/Pirassununga, Centro de Genômica Funcional ESALQ-USP/Piracicaba, Faculdade de Ciências Agrônomas UNESP/Botucatu, FAMERP São José do Rio Preto, Mendelics e Centro Analítico de Genômica e Proteômica. De janeiro até o fim de maio, foram sequenciados 4.812 (0,58%) genomas completos de 834.114 (39,2%) casos positivos.

No boletim, que vai ser semanal, é possível acompanhar as frequências absolutas e relativas das linhagens do SARS-CoV-2 por DRS, sua distribuição e a evolução temporal da incidência das diferentes cepas, bem como informações sobre o número de testes diagnósticos realizados por região, o número de amostras positivas e a porcentagem dos positivos que foram encaminhadas para o sequenciamento genômico.

A Rede de Alertas das Variantes do SARS-CoV-2 é um desdobramento da Rede de Laboratórios para Diagnóstico do Coronavírus SARS-CoV-2, gerida pelo Instituto Butantan e formada por 28 laboratórios públicos e um laboratório privado que atuam de forma colaborativa e organizada para entregar, em até 72 horas, os laudos aos pacientes com suspeita de Covid-19. Além de gerenciar a rede, o Butantan a integra com dois laboratórios. A rede de diagnósticos está próxima de bater a marca de 4 milhões de exames desde o início da pandemia – somente nos laboratórios do Butantan já foram feitos mais de 1 milhão de exames RT-PCR.

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