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[Efeito dominó]
Hospital municipal de Paulínia suspende cirurgias eletivas por 15 dias

Medida foi tomada por causa do aumento de demanda nas áreas Covid-19 e do perfil de complexidade dos pacientes internados no local

17 jun 2021 – 16h44
Entrada do Hospital Municipal ‘Vereador Antônio Orlando Navarro, região central de Paulínia (Foto: Divulgação)

OHospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro” suspendeu por 15 dias todas as agendas eletivas, o que inclui cirurgias, exames e procedimentos de ambulatórios não considerados de urgência. “Trata-se de medida adotada em função do aumento de demanda nas áreas Covid-19, bem como o perfil de complexidade dos pacientes internados”, justificou a Prefeitura, por meio de sua assessoria de imprensa.

A suspensão das atividades eletivas do hospital municipal começou a valer a partir desta quinta-feira (17). “A Rede Ambulatorial do município foi mantida em atendimento nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e Especialidades”, garantiu a Prefeitura de Paulínia. Uma circular com data de terça-feira passada (15), da superintendência da unidade hospitalar, comunicou a decisão a todas as unidades da rede municipal.

Até a publicação desde texto, a Prefeitura de Paulínia não havia informado quantos atendimentos eletivos foram suspensos nem quando eles tinham sido retomados no hospital municipal pela Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com o mais recente boletim epidemiológico da Prefeitura de Paulínia, com dados atualizados até as 9h30 de quarta-feira (16), 61 pacientes confirmados com o novo coronavírus (59) ou suspeitos da doença (2) estavam internados no hospital municipal – 24 em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 37 em leitos clínicos Covid-19. Conforme a última atualização da Saúde, no local há 30 vagas de UTI e 34 leitos clínicos reservados para esses doentes.

O recorde de internações no hospital municipal de Paulínia é de 85 pacientes Covid-19. Foi atingido no último dia 26 março deste ano, no auge da segunda onda da pandemia no município. Dias antes o prefeito Du Cazellato (PL) já tinha admitido que o hospital havia colapsado em um áudio direcionado a um padre da cidade.

Até as 9h30 daquele dia 26 de março, eram 85 pacientes Covid-19 internados no hospital municipal de Paulínia (dois a mais em relação ao recorde do último dia 15 de março). Naquela ocasião, 20 ocupavam 100% dos leitos de UTI e 34 lotavam todos os leitos clínicos coronavírus. O excedente de 31 pacientes Covid-19 estava acomodado em leitos clínicos gerais, destinados também a outros doentes.

De lá para cá o número de pacientes Covid-19 internados no hospital municipal de Paulínia foi reduzindo até se estabilizar na casa de 40 há cerca de mais de um mês. Voltou a atingir a marca de 60 na terça-feira passada. Já o total de mortos em decorrência da pandemia subiu de 136, no dia 26 de março, para 224, até quarta-feira, dia 16 de junho – aumento de 65%.

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