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[Pandemia]
Ministério da Saúde registra 7 mortes em Paulínia nas últimas 48 horas

Agência Nacional de Vigilância Sanitária autoriza testes em humanos para a vacina ButanVac; imunizante será produzido pelo Instituto Butantan

9 jun 2021 – 22h14
Estudo da ButanVac das fases 1 e 2 terá 3 etapas, com previsão de participação de 6 mil voluntários (Foto: Agência Brasil)

OMinistério da Saúde registrou mais sete mortes de moradores de Paulínia em decorrência da Covid-19 nas últimas 48 horas. O total no município, desde o início da pandemia, subiu de 218 na segunda-feira (7) para 225 nesta quarta (9), de acordo com o governo federal, responsável pelos números oficiais da doença no Brasil. O boletim epidemiológico diário da Prefeitura, com dados atualizados até as 9h30 desta quarta-feira (9), trouxe dois óbitos.

  • 217ª morte

Trata-se de um homem de 94 anos, com antecedentes de doenças cardiovascular, renal crônica e de Crohn. Foi internado no Hospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro” no último dia 20 e iniciou os sintomas respiratórios no dia 28 de maio. Foi realizado diagnóstico laboratorial para a Covid-19 pelo exame de PCR, com resultado positivo. Morreu na segunda-feira, dia 7.

  • 218ª morte

Refere-se a um homem de 57 anos, sem comorbidades. Iniciou os sintomas respiratórios no dia 12 de maio, sendo internado em hospital da rede privada de Campinas no último dia 19. Foi realizado diagnóstico laboratorial para a Covid-19 pelo exame de PCR, com resultado positivo. Morreu no último sábado (5).

Nesta quarta, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a realização de testes em humanos para o desenvolvimento da vacina ButanVac, projeto conduzido pelo Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo.

A ButanVac é um imunizante com tecnologia predominantemente nacional e que, caso obtenha registro, poderá ser fabricada integralmente no Brasil. A agência deu a autorização condicionada à apresentação de dados complementares sobre o andamento das pesquisas.

De acordo com a Anvisa, a pesquisa clínica da ButanVac das fases 1 e 2 terá três etapas, com previsão de participação de 6 mil voluntários. A autorização dada nesta quarta-feira corresponde à fase A, da qual participarão cerca de 400 pessoas.

Os testes serão realizados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Em seu Twitter, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), comemorou a autorização. Ele informou que o Instituto Butantan já produziu 7 milhões de doses do imunizante.

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta a distribuição de mais 4,04 milhões de vacinas para combate à pandemia de Covid-19. Deverão chegar em todas as capitais, até a madrugada desta quinta-feira (10), novas doses do imunizante produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Os critérios para a vacinação, que foram estabelecidos no Plano Nacional de Imunizações (PNI), determinam que estados e municípios deem prioridade a idosos, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, trabalhadores da educação do ensino básico, trabalhadores portuários e do transporte aéreo, das forças de segurança e salvamento e integrantes das Forças Armadas, povos ribeirinhos, indígenas e quilombolas.

Sediada no Rio de Janeiro, a Fiocruz , instituição científica vinculada ao Ministério da Saúde, é responsável, no Brasil, pela fabricação da vacina que foi desenvolvida por meio de parceria entre a Universidade de Oxford e a farmacêutica inglesa AstraZeneca. Para viabilizar a produção no País, um acordo para transferência de tecnologia foi firmado no ano passado.

Na última semana, a Fiocruz superou a marca de mais de 50 milhões de vacinas contra Covid-19 entregues ao PNI. Esse volume inclui 4 milhões que foram importadas prontas da Índia e começaram a chegar ao país em janeiro, antes que a produção brasileira tivesse início. A fabricação em larga escala no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz (Bio-Manguinhos) começou em março.

Ainda nesta quarta, o Ministério da Saúde conclui a distribuição de 2,3 milhões de doses da vacina produzida em parceria pelas empresas Pfizer e BioNTech. Essa leva do imunizante importado começou a chegar aos estados no início da semana. Segundo dados do LocalizaSUS, plataforma administrada pelo Ministério da Saúde, já foram aplicadas 74,5 milhões de doses em todo o país. Por enquanto, 23,4 milhões concluíram o esquema vacinal com as duas doses, o que representa cerca de 11% da população brasileira.

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