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[Pandemia]
Ministério da Saúde volta a registrar morte de morador de Paulínia

Anvisa autoriza importação de Covaxin e Sputnik V com restrições; permissão abrange somente a importação de quantidades predeterminadas

5 jun 2021 – 20h45
Reunião da diretoria do órgão que durou cerca de sete horas e terminou na noite de sexta-feira (Foto: Agência Brasil)

OMinistério da Saúde registrou neste sábado (5) mais uma morte de morador de Paulínia em decorrência da Covid-19. Agora, a cidade totaliza 218 óbitos desde o início da pandemia, segundo o governo federal, responsável pelos números oficiais da doença no Brasil.

Já a Prefeitura de Paulínia não adicionou novas mortes em seu boletim epidemiológico com dados atualizados até as 9h30 deste sábado. De acordo com a Administração municipal, o município tem 211 mortes pela doença, 12.539 infectados e 11.864 recuperados.

Na noite desta sexta-feira (4), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a importação, ainda que sob determinadas condições, das vacinas Covaxin e Sputnik V, ambas contra a Covid-19. A decisão foi tomada por 4 votos a 1 em reunião da diretoria do órgão que durou cerca de sete horas.

A autorização de importação excepcional abrange apenas quantidades predeterminadas de cada imunizante. A Anvisa não autorizou o uso emergencial das vacinas, mas apenas a utilização de quantitativos específicos sob condições controladas.

No caso da Covaxin, vacina de origem indiana, foi autorizada a importação e aplicação de 4 milhões de doses. Os imunizantes deverão ser aplicados sob condições estritas, que incluem análise laboratorial pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), da Fundação Getulio Vargas (FGV), e novos testes de efetividade, entre outros pontos.

O pedido de importação da Covaxin foi feito pelo Ministério da Saúde, que havia solicitado inicialmente autorização para trazer 20 milhões para o Brasil. A Anvisa já havia negado o pedido em votação anterior, mas reviu a posição após a fabricante indiana Bharat Biotech implementar adequações na linha de produção.

A vacina russa Sputnik V também teve pedido anterior de importação, feito por estados do Nordeste, negado pela Anvisa em abril. A agência decidiu agora emitir a autorização após ter feito novas inspeções em fábricas na Rússia e ter recebido novos documentos por parte dos estados requerentes.

A Anvisa autorizou a importação por seis estados, no quantitativo equivalente a 1% da população de cada um. O estado da Bahia foi autorizado a importar 300 mil doses; o Maranhão, 141 mil doses; Sergipe, 46 mil doses; o Ceará, 183 mil doses; Pernambuco, 192 mil doses, e o Piauí, 66 mil doses.

A agência informou que “vai analisar os dados de monitoramento do uso da vacina para poder avaliar os próximos quantitativos a serem importados”. Os estados ficam responsáveis por monitorar as condições de utilização da Sputnik V dentro de um estudo de efetividade. A Anvisa destacou que pode suspender a importação e aplicação da vacina caso o pedido de autorização de uso emergencial no Brasil seja negado.

O pedido de uso emergencial da Sputnik V, que permitiria uma utilização mais ampla da vacina em todo o Brasil, corre em paralelo no âmbito da agência. Esse processo encontra-se com prazos suspensos, no aguardo de documentação adicional a ser encaminhada pela União Química, empresa que deve fabricar o imunizante russo no Brasil.

Na votação da diretoria colegiada da Anvisa de sexta-feira, prevaleceu o entendimento do relator dos pedidos de importação, o diretor Alex Campos. Para Campos, as condicionantes impostas para a utilização de um quantitativo restrito das vacinas garantem a segurança e a saúde da população.

“O contexto sanitário que nosso País atravessa nos põe diante da necessidade de viabilizar o maior número de vacinas e medicamentos. Todo esforço se volta ao propósito de amenizar o sofrimento da população, abrandar angústias dos gestores públicos e combater o esgotamento de nossos profissionais de saúde”, disse ele.

Dia 'D'

Neste sábado (5), mais de 403 mil pessoas eram aguardadas nos postos de saúde em São Paulo para completar o esquema vacinal contra a Covid-19. Esse é o total de paulistas que não compareceram para receber a segunda dose do imunizante. Mais de 5 mil pontos ficaram abertos no estado, das 7h às 18h, para atender esse público. A ação é feita em parceria com as prefeituras.

Paulínia também participou do Dia “D” de vacinação contra a Covid-19. Aplicou tanto a 2ª como a 1ª dose em grupos que fazem parte da lista de prioridades definida pelo governo federal. "Foram vacinadas 1.518 pessoas", informou a Prefeitura ao final do dia. Esse é o "maior número de doses aplicadas em um único dia, desde o começo desta campanha de imunização."

As vacinas disponíveis no Brasil contra o coronavírus devem ser tomadas em duas doses. No caso da Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês SinoVac, o prazo entre as aplicações é de 28 dias. O imunizante da Fiocruz/Astrazeneca tem intervalo de 12 semanas.

Proteção

A coordenadora do Programa Estadual de Imunização (PEI), Regiane de Paula, destaca que a proteção total só é garantida após completar o esquema.

Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde indica que 139.826 pessoas não tomaram a segunda dose da Fiocruz/AstraZeneca e outros 263.497 não garantiram o reforço da Coronavac.

Segundo o governo estadual, as remessas para os 645 municípios garantem os quantitativos da primeira e segunda dose, feitas em duas entregas diferentes. Mesmo assim, a secretaria enviou na semana passada 279.815 doses extras da Coronavac para cerca de 500 cidades.

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