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[Pandemia]
Paulínia registra mais duas mortes pela Covid-19 e total passa de 200

Fiocruz revela que pandemia do coronavírus faz vítimas cada vez mais jovens; idade média de internados cai para 57 anos, aponta boletim epidemiológico

8 mai 2021 – 20h48
Prédio da sede da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos, na cidade do Rio de Janeiro (Foto: Agência Brasil)

ASecretaria de Estado da Saúde de São Paulo e o Ministério da Saúde registraram neste sábado (8) mais duas mortes de moradores de Paulínia pela Covid-19. Com isso, o total de óbitos desde o início da pandemia chegou a 201, de acordo com os governos estadual e federal, responsáveis pelos números oficiais da doença tanto nos 645 municípios paulistas como no Brasil.

Já o boletim epidemiológico da Prefeitura de Paulínia, com dados atualizados até as 9h30 deste sábado, não trouxe novos mortos pelo coronavírus. Para a Administração municipal, o total de óbitos até aqui é de 195. Desde o início da pandemia, pelos números do município, 11.429 moradores da cidade se infectaram com a Covid-19 e outros 10.926 se curaram da doença.

Sexta-feira, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou que a pandemia de Covid-19 no Brasil está se espalhando cada vez mais pelas camadas jovens da população. A constatação faz parte do Boletim do Observatório Covid-19, editado pela  própria instituição de pesquisa.

Os dados apresentados nesta edição confirmam o processo de rejuvenescimento da pandemia, com uma clara mudança demográfica: adultos jovens e de meia-idade representam uma parcela cada vez maior dos pacientes em enfermarias e unidades de terapia intensiva (UTIs).

Referente às semanas epidemiológicas 16 e 17 de 2021, entre 18 de abril e 1º de maio, a análise destaca as oscilações dos indicadores nos estados, a alta proporção de testes com resultados positivos, bem como a manutenção da sobrecarga de todo o sistema de saúde. Esses indícios revelam que a pandemia se mantém em patamar crítico de transmissão, com valores altos de incidência e mortalidade.

“A ligeira redução de casos e óbitos por Covid-19 não significa que o País tenha saído de uma situação crítica, pois as médias diárias de 59 mil casos e de 2,5 mil óbitos nestas duas semanas epidemiológicas se encontram em patamares muito elevados”, alertaram os pesquisadores do Observatório, responsáveis pelo boletim. “Somente com a redução sustentada por algumas semanas, associada à aceleração da campanha de vacinação e à intensificação de ações de distanciamento físico e social, combinadas com proteção social, será possível alcançar a queda sustentada da transmissão e a redução da demanda pelos serviços de saúde”.

O processo de rejuvenescimento da pandemia no Brasil é confirmado por meio dos novos dados apresentados no boletim. A semana epidemiológica 16 apresenta idade média dos casos internados de 57 anos, versus idade média de 63 anos na semana epidemiológica 1. Para óbito, os valores médios foram 71 anos, na semana epidemiológica 1 e 64 anos nesta última. Segundo a Fiocruz, há deslocamento da curva em direção a faixas etárias mais jovens.

Quanto ao número de leitos, após muitas semanas em situação muito crítica, as taxas de ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) Covid-19 no País começam a dar sinais de melhora, embora ainda longe de indicar um quadro tranquilo. Entre 26 de abril e 3 de maio, as taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos mantiveram a tendência lenta de queda em quase todo o Brasil.

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