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[Pandemia]
Homem de 51 anos sem comorbidades morre de Covid-19 em Paulínia

Vacinação reduz pela metade morte entre idosos com mais de 80 anos, segundo estudo liderado pela pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel)

3 mai 2021 – 20h21
Estudo confirma que vacinas aplicadas no País protegem mesmo com a predominância da P1 (Foto: Agência Brasil)

APrefeitura de Paulínia registrou nesta segunda-feira (3) mais duas mortes de moradores de Paulínia pela Covid-19. Para o governo municipal, a cidade chegou a 190 óbitos em decorrência da doença desde o início da pandemia. No entanto, o Ministério da Saúde, responsável pelos números oficiais do novo coronavírus no Brasil, contabiliza 196.

De acordo com o Comitê de Prevenção e Enfrentamento do Coronavírus da Prefeitura, a:

  • 189ª morte

Trata-se de uma mulher de 72 anos, com antecedentes de doença cardiovascular e neoplasia. Iniciou os sintomas respiratórios no dia 25 de abril, sendo internada no Hospital de Clínicas (HC), da Unicamp, em Campinas, no último dia 27. Foi realizado diagnóstico laboratorial para a Covid-19 pelo exame de PCR, com resultado positivo. Morreu no último dia 28.

  • 190ª morte

Refere-se a um homem de 51 anos, sem comorbidades. Iniciou os sintomas respiratórios no dia 26 de março passado e deu entrada em hospital da rede privada de Campinas no dia 30 daquele mesmo mês. Foi realizado diagnóstico laboratorial para a Covid-19 pelo exame de PCR, com resultado positivo. Morreu também no dia 28 passado.

Depois de enfrentar dois dias seguidos problemas técnicos na exportação das informações da base de dados “E-Sus Notifica”, do Ministério da Saúde, a Prefeitura de Paulínia atualizou nesta segunda todos os números de seu boletim epidemiológico: os casos confirmados subiram para 11.259 (+155 em relação à sexta-feira, dia 30); os recuperados, para 10.745 (+16); os descartados, para 10.924 (+213); e os suspeitos caíram para 3.468 (-249).

Nesta segunda-feira, dados que fazem parte de um estudo liderado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) apontaram que a proporção de mortes de idosos com 80 anos ou mais caiu pela metade no Brasil após o início da vacinação contra a Covid-19. O percentual médio de vítimas dessa faixa etária era de 25% a 30% em 2020 e passou para 13% no final de abril. Quando teve início a imunização, em janeiro de 2021, o percentual era de 28%.

De acordo com o Cesar Victora, epidemiologista e líder da pesquisa, outros estudos já demonstraram a associação entre a vacinação e a queda nas internações e nas mortes, por exemplo a partir dos dados da população de Israel. A novidade desta análise é que o mesmo se confirma em um cenário com predominância da variante P1. Em Israel, a imunização alcança mais de 55% da população, segundo dados da plataforma Our World in Data, da Universidade de Oxford.

A pesquisa liderada pela UFPel indica que pelo menos 13,8 mil mortes de brasileiros com 80 anos ou mais em um intervalo de oito semanas foram evitadas. O País registra 407.639 mortes por Covid-19, conforme atualização do Ministério da Saúde divulgada no último domingo (2). Em 24 horas, foram 1.202 novas mortes. A aplicação da primeira dose alcança cerca de 14% dos brasileiros; e 6,5% receberam as duas doses.

Os dados utilizados na análise foram disponibilizados pelo Ministério da Saúde e referem-se ao período de 3 de janeiro a 22 de abril. Nessas datas, 171.454 pessoas morreram pelo novo coronavírus no Brasil.

No começo de 2021, a taxa de mortalidade entre pessoas de 80 anos ou mais era 13,7 vezes maior do que para pessoas com zero a 79 anos. De acordo com o estudo, essa relação caiu para 6,9 vezes no início de abril.

As estimativas dos pesquisadores apontam que, com a nova cepa, se o número de mortes entre os mais idosos tivesse continuado no mesmo ritmo observado para grupos etários mais jovens, seriam esperadas quase 48 mil mortes contra as 34.168 registradas no período.

Os níveis nacionais de cobertura vacinal com a primeira dose nessa faixa etária chegaram a 50% na primeira quinzena de fevereiro, a 80% na segunda quinzena do mês e ficou em 95% em março. Os pesquisadores apontam que os resultados de queda da mortalidade encontrados são compatíveis com o efeito protetor da primeira dose e deve aumentar a partir da segunda.

O estudo também confirma que as vacinas aplicadas no Brasil protegem mesmo em um cenário em que a P1 predomina. Pesquisas com profissionais de saúde vacinados em Manaus e São Paulo já demonstravam essa proteção.

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