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[Pandemia]
Pelo 4º dia, Ministério da Saúde registra morte de morador de Paulínia

Anvisa recebe do Instituto Butantan estudo de imunogenicidade sobre a vacina Coronavac; agência terá dez dias para fazer a análise dos resultados

1º mai 2021 – 18h17
Coronavac teve autorização de uso emergencial aprovado pela Anvisa em janeiro passado (Foto: Agência Brasil)

OMinistério da Saúde registrou pelo quarto dia seguido morte de morador de Paulínia pela Covid-19, totalizando 196 óbitos desde o início da pandemia. O boletim epidemiológico da Prefeitura não trouxe novas mortes até as 9h30 deste sábado (1º), mas revelou aumento de internações pela doença no Hospital Municipal “Vereador Antônio Orlando Navarro”.

Conforme o boletim da Prefeitura, até as 9h30 deste sábado, o número de internados em decorrência da Covid-19 no hospital municipal de Paulínia subiu de 39 para 51, ou 12 a mais nas últimas 24 horas. Vinte um deles estavam em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e outros 25, em leitos clínicos coronavírus. No total, há 64 leitos reservados para atender esses doentes.

Neste sábado, a Prefeitura de Paulínia voltou a registrar problemas técnicos na exportação das informações da base de dados “E-Sus Notifica”, do Ministério da Saúde. Com isso, os casos confirmados, suspeitos, descartados e recuperados não foram atualizados pela Administração municipal.

Na sexta-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu os dados do estudo de imunogenicidade da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan. A pesquisa avalia a capacidade da vacina de estimular a produção de anticorpos no organismo das pessoas imunizadas durante o estudo.

Os dados levantados na análise, feita a partir da coleta de sangue das pessoas vacinadas, deverão fornecer informações sobre o tempo necessário para a vacina produzir anticorpos, quantos anticorpos são produzidos e quanto tempo esses anticorpos permanecem ativos nas pessoas imunizadas.

O prazo inicial de entrega da pesquisa era o dia 28 de fevereiro, mas foi prorrogado até 30 de abril a pedido do Butantan. Com a entrega dos dados, a Anvisa terá dez dias para fazer a análise dos resultados. A entrega do estudo, exigência de um termo de compromisso firmado no dia 17 de janeiro, era uma das condições para que a agência reguladora liberasse o uso emergencial da vacina.

A Coronavac teve autorização de uso emergencial aprovado pela Anvisa em janeiro e, junto com a vacina da AstraZeneca, compõe o rol de imunizantes que estão atualmente sendo aplicados no Programa Nacional de Imunização (PNI).

A Anvisa também aprovou sexta-feira a produção do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina contra Covid-19 AstraZeneca pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Com isso, a Fiocruz está autorizada a iniciar a produção de lotes pilotos em escala comercial da vacina com o IFA produzido no Brasil.

Após a realização dos testes, a Fiocruz deve solicitar a inclusão do insumo no registro ou fazer um pedido de autorização de uso emergencial. A produção será destinada ao SUS. As informações foram divulgadas pela Anvisa. A aprovação técnica veio após a inspeção que verificou as Boas Práticas de Fabricação da linha de produção e concluiu que Bio-Manguinhos cumpre os requisitos das Condições Técnico-Operacionais (CTO) para iniciar a produção de lotes.

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