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[Abra o olho]
Banco Central nega falha de segurança no Pix e adverte contra golpes

Segundo a autoridade monetária, fraudes ocorrem por manipulação de contextos sociais; nome da Anvisa também vem sendo utilizado por falsários

1º mai 2021 – 5h30
O Pix, informou o Banco Central, é mais seguro que os mecanismos tradicionais de transferência (Foto: Agência Brasil)

Eventuais golpes que ocorram por meio do Pix decorrem da manipulação de contextos sociais por fraudadores, não de falhas de segurança no sistema, advertiu o Banco Central (BC), no encerramento da campanha “O Pix é novo, mas os golpes são antigos”. Segundo a autoridade monetária, cabe ao usuário precaver-se para não ser lesado.

“Em situações de medo ou ganância, pare e pense no contexto e se faz sentido. Então, tome domínio da situação”, disse o chefe-adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, Carlos Eduardo Brandt, no painel de encerramento da campanha, transmitido ao vivo pela internet, sexta-feira (30).

Segundo os participantes do evento, o Pix representa apenas um meio de pagamento, que não está relacionado diretamente ao descuido de quem cai numa fraude. E listaram os principais golpes: pedido de dinheiro por aplicativo de mensagem clonado (Whatsapp ou Telegram) de amigos e conhecidos; SMS, e-mail ou ligações que pedem atualização de cadastros com links para páginas falsas e lojas virtuais falsas que jamais enviam os produtos comprados.

Nessas situações, o Pix, informou o Banco Central, é mais seguro que os mecanismos tradicionais de transferência. Isso porque a ferramenta fornece as informações do receptor do pagamento, como nome completo e parte do número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). Cabe ao usuário conferir os dados de quem recebe a transferência.

Os participantes do painel deram dicas para evitar cair em golpes:

  • No caso de clonagem de aplicativos de mensagens, deve-se telefonar para a pessoa para confirmar o pedido de dinheiro.
  • No caso de atualizações cadastrais que resultem na clonagem da conta bancária, o cliente jamais deve clicar em links enviados e deve ligar de volta para a instituição financeira para perguntar se os dados bancários estão em dia.
  • Em relação a lojas virtuais falsas, o usuário deve primeiramente verificar se o endereço da página, que se parece com o da loja original, tem alguma letra trocada e desconfiar de produtos e de serviços em condições supervantajosas. Por fim, o consumidor pode tentar navegar no site para ver se a página é verdadeira.
  • Para evitar ter o Whatsapp ou o Telegram clonados, os especialistas recomendaram não confirmar códigos enviados por supostos pesquisadores de opinião que pedem para avaliar o trabalho ou falsas empresas de telefonia e instituições financeiras que alegam problemas de segurança. Esse código, enviado por mensagem de texto, representa o login da conta permite ao golpista acessar o aplicativo. Outra recomendação é ativar a verificação em duas etapas, disponível nos aplicativos, que introduz um código adicional e impede o acesso instantâneo à conta.
Mais golpe

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou informe sexta-feira em que alerta para um golpe envolvendo o nome do órgão que tem como objetivo acessar ilegalmente dados de computadores ou celulares de cidadãos.

Segundo chegou ao conhecimento da agência, há golpistas entrando em contato com cidadãos por e-mail agendando uma vistoria com o falso pretexto de analisar medidas de prevenção e  combate ao coronavírus.

Na mensagem, há uma orientação para que o cidadão clique em um link supostamente para fazer o agendamento da vistoria. A Anvisa não reconhece a mensagem e recomenda evitar clicar em links enviados por desconhecidos.

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