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[Pandemia]
Paulínia registra mais duas mortes em decorrência da Covid-19

Ministério da Saúde também confirmou, pelo terceiro dia seguido, óbito de morador da cidade; total chegou a 195, segundo o governo federal

30 abr 2021 – 20h37
Entre esta sexta e domingo (2), serão disponibilizadas no País 10,9 milhões de doses de vacinas (Foto: Agência Brasil)

APrefeitura confirmou nesta sexta-feira (30) mais duas mortes em Paulínia em decorrência do novo coronavírus. O Ministério da Saúde também registrou, pelo terceiro dia consecutivo, óbito de morador da cidade, totalizando 195 desde o início da pandemia. Para a Administração municipal, são 188.

O Comitê de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus da Prefeitura informou que a:

  • 187ª morte

Trata-se de uma mulher de 58 anos, com antecedentes de asma e obesidade. Iniciou os sintomas respiratórios no dia 16 de abril e deu entrada no Hospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro” no último dia 26. Foi realizado diagnóstico laboratorial para a Covid-19 pelo exame de PCR, com resultado positivo. Morreu na quarta-feira passada, dia 28.

  • 188ª morte

Refere-se a uma mulher de 84 anos, com antecedente de doença cardiovascular. Iniciou os sintomas respiratórios no dia 28 de março, sendo internada em hospital privado de Campinas no dia 5 passado. Foi realizado diagnóstico laboratorial para a Covid-19 pelo exame de PCR, com resultado positivo. Morreu último dia 18.

Até as 9h30 desta sexta-feira, 39 pessoas continuavam internadas em decorrência da Covid-19 no hospital municipal de Paulínia. Vinte e dois estavam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 17 ocupavam leitos clínicos coronavírus. No local, a capacidade total de leitos é de 64 para esses doentes.

Entre esta sexta-feira e o próximo domingo (2) estão sendo disponibilizadas no País 10,9 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19. Até esta tarde, foram entregues 6,5 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além de 420 mil da Coronavac, parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac.

Sábado (1º), está prevista a chegada de 220 mil doses da Oxford/AstraZeneca importadas por intermédio do consórcio Covax Facility, coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

No domingo, uma nova remessa desse imunizante, também obtida junto ao consórcio Covax Facility, chega a São Paulo, com mais 3,8 milhões de doses. Com isso, completam-se os 4 milhões de doses previstos para maio anunciados pelo Ministério da Saúde.

O balanço foi apresentado pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em pronunciamento feito nesta sexta-feira em Brasília e transmitido pelos canais da pasta. Não houve abertura para perguntas de jornalistas.

De acordo com Queiroga, considerando o período desde quarta-feira (28), 17,1 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 das adquiridas pelo governo estão sendo entregues. No dia 28, foram disponibilizados 5,2 milhões de doses, sendo 5,1 milhões da Oxford/AstraZeneca e Fiocruz e 104,8 mil da Coronavac.

Na quinta-feira (29), chegaram 1 milhão de doses da Pfizer, que serão distribuídas a partir de segunda-feira (3). Segundo o Ministério da Saúde, essa dinâmica foi definida a pedido de estados e municípios. Como o imunizante da Pfizer demanda estrutura de armazenamento com temperaturas baixas (entre -25º e -15º), a orientação do ministério foi que as doses fossem direcionadas sobretudo a capitais.

A agilização da entrega de vacinas ocorre em meio a dificuldades para obtenção de insumos e à redução do ritmo da imunização contra a Covid-19. Pesquisa divulgada nesta sexta-feira pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) indica que 673 cidades ficaram sem aplicar vacinas nesta semana.

Fiocruz

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, disse que a fundação atingiu a capacidade de produção de 1 milhão de doses por dia e que já tem ingredientes farmacêuticos ativos (IFAs) suficientes para a primeira leva prevista, de 100,4 milhões.

Nísia disse que foi finalizada a estrutura para produção da vacina. Contudo, esta ainda deverá ser passar por processos de análise e certificação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Protocolos

No pronunciamento desta sexta, o ministro da Saúde informou que a pasta vem desenvolvendo protocolos para os procedimentos em caso de necessidade de intubação de pacientes. O professor da Universidade de São Paulo Carlos Carvalho, que coordena o trabalho, explicou que os protocolos devem abarcar as condutas adequadas no processo de intubação, incluindo o uso racional do oxigênio neste processo.

“A intubação deve garantir segurança para paciente e equipe. Haverá um protocolo chamado de sequência rápida de intubação e um protocolo com medicamentos de analgesia, sedação e relaxantes musculares”, sublinhou o professor.

Outro protocolo deve definir o uso de tecnologias para realizar procedimentos em unidades de terapia intensiva (UTIs) por meio do sistema telessaúde. “Haverá uma parte inicial de treinamento e capacitação da equipe e de hospitais que estão atendendo na ponta. A partir daí, começaremos a fazer visitas e discussões diárias para apoiar a assistência que esses profissionais estão prestando à população”, acrescentou Carvalho.

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