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[Pandemia]
Prefeitura e Ministério de Saúde registram mortes de moradores de Paulínia

Fiocruz entrega 2,2 milhões de doses de vacinas contra Covid-19; Fundação prevê ainda liberar outras 2,8 milhões na próxima sexta-feira

14 abr 2021 – 20h36
A Fiocruz entregou 2,2 milhões de doses da Oxford/AstraZeneca ao governo federal (Foto: Agência Brasil)

APrefeitura e o Ministério da Saúde registraram mais mortes de moradores de Paulínia nesta quarta-feira (14). O governo federal adicionou seis óbitos às suas estatísticas elevando para 174 o total desde o início da pandemia. Já a Prefeitura, três, totalizando 170, de acordo com a sua conta. A quantidade de contaminados na cidade chegou a 10.881, conforme o governo federal, responsável pelos números oficiais da doença no Brasil.

O Comitê de Prevenção e Enfrentamento do Coronavírus, da Prefeitura  de Paulínia, informou que a:

  • 168ª morte

Trata-se de um homem de 48 anos, com antecedente de doença neurológica. Iniciou os sintomas respiratórios no dia 2 de fevereiro, sendo internado em hospital da rede privada de Campinas no dia 18 do mesmo mês. Foi realizado diagnóstico laboratorial para a Covid-19 pelo exame de PCR, com resultado positivo. Faleceu no dia 18 de março, em um hospital da rede privada de Sorocaba.

  • 169ª morte

Refere-se a uma mulher de 52 anos, sem comorbidades. Iniciou os sintomas respiratórios no dia 17 de março e deu entrada no Hospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro” no último dia 21. Foi realizado diagnóstico laboratorial para a Covid-19 pelo exame de PCR, com resultado positivo. Morreu terça-feira (13).

  • 170ª morte

Trata-se de uma mulher de 76 anos, com antecedentes de doença cardiovascular e diabetes mellitus. Iniciou os sintomas respiratórios em 22 de março e foi internada no hospital municipal de Paulínia no dia 1º passado. Teve diagnóstico laboratorial para a Covid-19 pelo exame de PCR, com resultado positivo. Morreu terça-feira (13).

Até as 9h30 desta quarta-feira, existiam 57 internados em decorrência da Covid-19 no hospital municipal de Paulínia para um total de 64 vagas para esses pacientes. Vinte e dois estavam na Unidade de Terapia Intensiva – UTI (são 30 leitos ao todo) e 34 lotavam todos os leitos clínicos coronavírus. Um era acomodado em leito clínico geral, também destinado a outras doenças.

Nesta quarta-feira, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) entregou 2,2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). A fundação espera disponibilizar, nesta semana, um total de 5 milhões de doses, com a liberação de mais 2,8 milhões na sexta-feira (16).

A entrega semanal de 5 milhões de doses é a maior desde que a Fiocruz começou a produzir a vacina no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), em fevereiro. As primeiras doses foram entregues em 17 de março e, até 2 de abril, 4,1 milhões de doses foram liberadas para aplicação.

O total de doses entregues desde o início da produção chegou a 5,8 milhões na semana passada, e, com os números desta semana, a Fiocruz vai superar 10 milhões de doses produzidas e disponibilizadas por Bio-Manguinhos. Mais 4 milhões de doses da vacina foram importadas prontas da Índia e passaram pelo instituto tecnológico apenas para rotulagem em português.

Das 2,2 milhões de doses liberadas nesta quarta-feira, 215 mil ficarão no estado do Rio de Janeiro, onde está a sede da fundação e a fábrica de vacinas de Bio-Manguinhos. As demais serão distribuídas pelo Ministério da Saúde aos estados e ao Distrito Federal.

No mês de abril, o cronograma da Fiocruz prevê a entrega de 18 milhões de doses de vacinas. Na semana que vem, serão mais 4,7 milhões, e, entre 26 de abril e 1 de maio, 6,7 milhões de doses chegarão ao PNI, superando a marca de 5 milhões alcançada nesta semana.

A previsão é que as entregas cresçam em volume nos próximos meses e cheguem a 21,5 milhões, em maio; 34,2 milhões, em junho; e 22 milhões, em julho. Desse modo, a fundação cumprirá a meta de produzir 100,4 milhões de doses a partir do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado, conforme acordo de encomenda tecnológica firmado com a farmacêutica AstraZeneca. No segundo semestre, a Fiocruz prevê produzir 110 milhões de doses com IFA fabricado no Brasil.

Já o Instituto Butantan entregou nesta quarta-feira ao governo federal mais 1 milhão de doses da Coronavac, vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pelo instituto em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac e que está sendo aplicada no país por meio do PNI.

Lote

Com esse novo lote, o Instituto Butantan disponibilizou 40,7 milhões de doses da vacina ao governo federal. Isso corresponde a 88,4% de um total de 46 milhões de doses contratuais que devem ser entregues ao governo federal até 30 de abril. Um segundo contrato prevê a entrega de mais 54 milhões de doses até o final de setembro.

Em entrevista coletiva à imprensa nesta quarta-feira, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse que o restante das doses a serem entregues ao governo federal vai depender de insumos provenientes da China, que ainda não chegaram ao País.

A expectativa é de que 3 mil litros de insumo, suficientes para fabricar 5 milhões de doses da vacina e inicialmente previstos para serem entregues na primeira semana de abril, cheguem a São Paulo somente no dia 19 de abril. Desta forma, as doses para completar as 46 milhões previstas no primeiro contrato, para 30 de abril, só serão entregues no começo de maio.

Insumos

O Instituto Butantan solicitou à China um segundo lote de insumos, também de 3 mil litros. Essa quantidade estava prevista para chegar ainda em abril, mas até este momento não obteve autorização do governo chinês para deixar o país.

“Para a primeira semana de abril, estavam previstas a chegada de 6 mil litros de insumos da China. Esses 6 mil litros foram divididos em duas remessas de 3 mil litros. A primeira chega no dia 19 de abril e estamos aguardando a autorização para a segunda remessa de 3 mil litros”, explicou Covas.

Segundo ele, o segundo contrato com o Ministério da Saúde, que prevê a entrega de mais 54 milhões de doses da vacina, começa a ser feito quando novas remessas de insumos chegarem ao País. “Essa matéria-prima ainda não está autorizada para vir (ao Brasil). A autorização é lote a lote. Aguardamos para o início de maio o início de remessa de matéria-prima (insumos) para as 54 milhões de doses”, falou.

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