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[Pandemia]
Seis mortes de moradores de Paulínia são confirmadas pela Prefeitura

Ministro diz que 1,5 milhão de brasileiros estão com a 2ª dose da vacina atrasada; Queiroga orienta essas pessoas a procurar posto de vacinação

13 abr 2021 – 18h13
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, vai divulgar lista, por estado, de quem não tomou a 2ª dose (Agência Brasil)

APrefeitura registrou de uma só vez nesta terça-feira (12) mais seis mortes de moradores de Paulínia pela Covid-19. O total de óbitos pelo coronavírus na cidade subiu para 167, de acordo com a Administração municipal. Para o Ministério da Saúde, responsável pelos números oficiais da doença no Brasil, são 168, e 10.881 contaminados desde o início da pandemia.

Segundo o Comitê de Prevenção e Enfrentamento do Coronavírus de Paulínia, a:

  • 162ª morte

Trata-se de uma mulher de 37 anos, com antecedente de obesidade. Iniciou os sintomas respiratórios no dia 10 de março, sendo internada em hospital da rede privada de Campinas no dia 18 do mesmo mês. Foi realizado diagnóstico laboratorial para a Covid-19 pelo exame de PCR, com resultado positivo. Morreu no último dia 6.

  • 163ª morte

Refere-se a uma mulher de 61 anos, com antecedente de doença autoimune. Iniciou os sintomas respiratórios no dia 23 de março e deu entrada no Hospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro” no dia 1º de abril. Foi realizado diagnóstico laboratorial para a Covid-19 pelo exame de PCR, com resultado positivo. Morreu segunda-feira (12).

  • 164ª morte

Trata-se de um homem de 59 anos, com antecedentes de diabetes mellitus e doença cardiovascular. Iniciou os sintomas respiratórios em 28 de março e acabou internado no hospital municipal de Paulínia no último dia 2. Foi realizado diagnóstico laboratorial para a Covid-19 pelo exame de PCR, com resultado positivo. Morreu segunda-feira (12).

  • 165ª morte

Refere-se a um homem de 72 anos, com antecedente de doença cardiovascular. Iniciou os sintomas respiratórios no dia 28 de fevereiro e foi internado no hospital municipal de Paulínia no dia 3 de março. O diagnóstico laboratorial para a Covid-19 foi confirmado pelo exame de PCR, com resultado positivo. Morreu na segunda-feira (12).

  • 166ª morte

Trata-se de um homem de 58 anos, com antecedentes de diabetes mellitus e doença cardiovascular. Iniciou os sintomas respiratórios no dia 4 de março e acabou internado no hospital municipal de Paulínia no dia 8 de março. Foi realizado diagnóstico laboratorial para a Covid-19 pelo exame de PCR, com resultado positivo. Morreu segunda-feira (12).

  • 167ª morte

Refere-se a uma mulher de 59 anos, com antecedente de doença cardiovascular. Iniciou os sintomas respiratórios em 25 de março, sendo internada no HMP no último dia 1. Foi realizado diagnóstico laboratorial para a Covid-19 pelo exame de PCR, com resultado positivo. Morreu na segunda-feira, 12.

Até as 9h30 desta terça-feira, existiam 55 internados em decorrência da Covid-19 no hospital municipal de Paulínia para 64 vagas reservadas para esses doentes – 19 ocupavam leitos a Unidade de Terapia Intensiva – UTI (são 30 no total). Os 34 leitos coronavíru estavam 100% lotados. Dois pacientes eram acomodados em leitos clínicos gerais, destinados também a outras doenças.

Nesta terça-feira, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante um café da manhã com jornalistas, em Brasília, divulgou que 1,5 milhão de brasileiros estão com a segunda dose da vacina contra a Covid-19 atrasada. Segundo o ministro, a pasta vai divulgar uma lista, por estado, de pessoas que estão com a segunda dose atrasada.

A complementação do esquema vacinal, ressaltou, será feita com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Aos que estão com a segunda dose atrasada, o Ministério da Saúde orienta que não deixem de ir a um posto de vacinação para completar a imunização.

Desde que começou a vacinação da população contra a Covid-19, duas vacinas são aplicadas no Brasil: a da farmacêutica CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, e da farmacêutica AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz. No caso da CoronaVac, estudos apontam melhor eficiência quando a segunda dose é aplicada num intervalo de 21 a 28 dias. Já a vacina da AstraZeneca deve ter a segunda dose aplicada em intervalo maior, de três meses.

Ainda no café da manhã com os jornalistas, ao dizer que o programa de vacinação é a prioridade número um do ministério, Queiroga adiantou que o governo deve publicar nos próximos dias uma medida provisória para criar uma secretaria específica para ações contra a Covid-19. A atual coordenadora do Programa Nacional de Imunização, Franciele Francinato deverá comandar a nova secretaria.

Transporte

No encontro com os jornalistas, o ministro da Saúde cobrou disciplina e uso de máscaras por quem utiliza transporte público, como forma de evitar ainda mais a disseminação do novo coronavírus. Queiroga informou que haverá uma campanha nacional para prevenir a contaminação, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Regional, mas lembrou que cabe às prefeituras disciplinar regras para trens e ônibus. Segundo o secretário executivo da pasta, Rodrigo Cruz, uma portaria conjunta com o Ministério do Desenvolvimento Regional deverá ser apresentada na próxima quinta-feira (15).

Sobre um possível lockdown nacional, o ministro da Saúde descartou a hipótese. Ainda em relação a vacinas, Queiroga disse que falou segunda-feira (12) com o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, e a previsão é manter o calendário de vacinação. “Quando a Fiocruz e o Instituto Butantan receberem mais matéria-prima para fabricarem vacinas, a situação vai melhorar”, garantiu.

O ministro lembrou que o governo brasileiro investiu R$ 150 milhões no consórcio Covax Facility para receber vacinas e admitiu que esperava mais doses. “Temos buscado com o diálogo. Estou procurando diminuir a temperatura da fogueira para avançar”, disse. Ao falar da aprovação de imunizantes e medicamentos que possam ajudar no tratamento do novo coronavírus, o ministro avaliou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem feito o trabalho dela “de maneira apropriada”. Queiroga garantiu que o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que não vai faltar dinheiro para a saúde.

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