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[Pandemia]
Prefeitura confirma mais três mortes de moradores de Paulínia

Coronavac é efetiva contra variante brasileira da Covid-19, segundo estudo foi feito com 67,7 mil trabalhadores da área de Saúde de Manaus

7 abr 2021 – 20h14
Vacina Coronavac contra Covid-19 é aplicada em duas doses, com intervalo entre 14 e 28 dias (Foto: Agência Brasil)

APrefeitura de Paulínia registrou mais três mortes de moradores de Paulínia em decorrência da Covid-19 nesta quarta-feira (7), atingindo 156 óbitos desde o início da pandemia. Segundo o boletim epidemiológico da Administração municipal, a cidade ultrapassou 10 mil contaminados pela doença. Já o Ministério da Saúde, responsável pelos números oficiais da doença no Brasil, confirmou duas mortes, totalizando 162, e 10.583 infectados.

O Comitê de Prevenção e Enfrentamento do Coronavírus de Paulínia informou que a:

  • 154ª morte

Trata-se de uma mulher de 55 anos, com antecedentes de doença cardiovascular, obesidade e hipotireoidismo. Iniciou os sintomas respiratórios no dia 19 de março e deu entrada no Hospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro” no último dia 26. Foi realizado diagnóstico laboratorial para a Covid-19 pelo exame de PCR, com resultado positivo. Morreu terça-feira (6).

  • 155ª morte

Refere-se a um homem de 57 anos, sem comorbidades. Iniciou os sintomas respiratórios no dia 20 de março e acabou internado no hospital municipal de Paulínia no último dia 26. Foi realizado diagnóstico laboratorial para a Covid-19 pelo exame de PCR, com resultado positivo. Morreu terça-feira (6).

  • 156ª morte

Trata-se de mulher de 55 anos, com antecedente de doença cardiovascular. Iniciou os sintomas respiratórios no dia 22 de março e foi internada no hospital municipal de Paulínia no último dia 30. O diagnóstico laboratorial para a Covid-19 foi realizado pelo exame de PCR, com resultado positivo. Morreu sábado (3).

As 30 vagas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital municipal voltaram a ficar 100% ocupadas com doentes Covid-19 na manhã desta quarta-feira. Os 34 leitos clínicos coronavírus também estavam lotados. Quatro pacientes da pandemia eram acomodados em leitos clínicos gerais, destinados também a outras doenças.

Nesta quarta-feira, foi divulgado que a vacina Coronavac, imunizante fabricado pelo Instituto Butantan e pela farmacêutica chinesa Sinovac, é 50% eficiente contra a variante P.1 da Covid-19, que surgiu em Manaus e que já predomina em diversos estados do País. A efetividade em prevenir o adoecimento foi confirmada 14 dias após a aplicação da primeira dose.

O estudo foi feito com 67.718 trabalhadores da área da saúde de Manaus e anunciado pelo grupo Vebra Covid-19, que reúne pesquisadores de instituições nacionais e internacionais, secretarias estaduais de Saúde do Amazonas e de São Paulo e as secretarias municipais de Saúde de Manaus e São Paulo, apoiado pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

A pesquisa ainda não avaliou a efetividade após a aplicação da segunda dose, o que vai ser coletado agora, nas próximas semanas. “Na análise interina, a efetividade da Coronavac foi de 50% na prevenção da doença sintomática pela Covid-19”, diz o relatório do estudo preliminar.

“Esses resultados são encorajadores porque a Coronavac continua sendo efetiva na redução do risco de doença sintomática em um cenário com > (maior que) 50% de prevalência da P.1”, diz o estudo. “Esses achados apóiam o uso contínuo dessa vacina no Brasil e em outros países com a circulação da mesma variante”, disseram os pesquisadores.

Para o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, as pesquisas de campo estão comprovando a eficiência da vacina, assim como foi determinada a eficácia pelos estudos clínicos. “Se após a primeira dose a eficácia é 50%, espera-se que após a segunda dose esse percentual suba substancialmente”, disse Covas, citando outro estudo, feito no Chile, onde a Coronavac também está sendo aplicada na população, que aponta uma diminuição na internação e nos óbitos de pessoas com mais de 70 anos.

A Coronavac é uma vacina composta de vírus inativado, o que significa que ela possui todas as partes do vírus. Isso pode gerar uma resposta imune mais abrangente em relação ao que ocorre com outras vacinas que utilizam somente uma parte da proteína Spike (proteína utilizada pelo coronavírus para infectar as células). A vacina é aplicada em duas doses, com intervalo entre 14 e 28 dias.

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