Ir para conteúdo

[Social]
Estado cria Bolsa do Povo com investimento de R$ 1 bilhão para 2021

Iniciativa prevê unificação dos programas estaduais com ampliação do público atendido e dos valores, que podem chegar a R$ 500 por pessoa

7 abr 2021 – 16h45
Governador João Doria mostra modelo do cartão do Bolsa do Povo, durante coletiva (Foto: Divulgação)

Ogovernador João Doria (PSDB) anunciou nesta quarta-feira (7) o Bolsa do Povo, que unificará os programas sociais de São Paulo em um cadastro único com aumento dos valores pagos e ampliação da abrangência. Maior programa social já anunciado pelo governo de SP, o Bolsa do Povo vai pagar benefícios de até R$ 500 e poderá beneficiar até 500 mil pessoas direta e indiretamente nos 645 municípios paulistas.

O estado de São Paulo prevê um investimento de R$ 1 bilhão no programa, apenas no ano de 2021, como medida de enfrentamento à vulnerabilidade socioeconômica causada pela pandemia. “O Bolsa do Povo é o maior programa social da história de São Paulo”, destacou Doria. “Ao lado do enfrentamento da pandemia, da preservação da vida, da obediência à ciência, estamos também acompanhando o crescimento acelerado da pobreza, da vulnerabilidade, em São Paulo e no Brasil.”

O projeto de lei que institui o Bolsa do Povo será enviado nesta quarta-feira à Assembleia Legislativa em regime de urgência para que as ações de assistência social e transferência de renda ajudem no combate às dificuldades emergenciais causadas pela pandemia.

O Bolsa do Povo vai reunir programas sociais estaduais já existentes, abrangendo sete eixos diferentes: Bolsa Trabalho (Emprego), Bolsa Renda Cidadã (Assistência Social), Bolsa Aluguel Social (Habitação), Bolsa Talento Esportivo (Incentivo), Bolsa Auxílio Via Rápida (Qualificação Profissional), Ação Jovem e contratação de mães e pais nas escolas (Educação), além da contratação de agentes de apoio na Saúde.

Um dos carros-chefes do Bolsa do Povo é a contratação de 20 mil pais e mães de alunos das escolas públicas para trabalhar em jornadas de até quatro horas diárias, junto com capacitação, e uma remuneração de R$ 500/mês dentro do sistema de ensino estadual. O objetivo é criar oportunidade de trabalho e renda com envolvimento da comunidade na manutenção e administração das escolas.

Com a aprovação do Bolsa do Povo, o governo de São Paulo irá ainda ampliar os valores dos benefícios atuais de dois programas já existentes, passando de R$ 80 para R$ 100. O aumento será para o Ação Jovem, voltado para estudantes de 15 a 24 anos para que permaneçam nos estudos, e o Renda Cidadã que atende pessoas de baixa renda.

O Bolsa do Povo terá a gestão unificada na Secretaria de Governo do Estado. O governo estuda a ampliação de outros valores e criação de novas ações que atendam as demandas emergenciais da população de baixa renda.

De acordo com o governo do estado de São Paulo, cada cesta custa em média R$ 70,00 (Foto: Divulgação)

Doria anunciou nesta quarta-feira a doação de 500 mil cestas básicas por empresas integrantes do Comitê Empresarial Solidário. Essas cestas se somam às 740 mil já adquiridas pelo governo do estado, totalizando assim 1,2 milhão de unidades que serão entregues até julho deste ano. As doações serão destinadas ao combate da insegurança alimentar das famílias em situação de pobreza e extrema pobreza.

Segundo o governo do estado, as doações são da ordem de R$ 35 milhões em doações em dinheiro e em cestas do alimento solidário. Cada cesta custa em média R$ 70,00 e sustenta uma família de até cinco pessoas durante três semanas dentro do padrão internacional de qualidade e de segurança alimentar. Na primeira onda da pandemia, o governo já havia se mobilizado e distribuído mais de 1,5 milhão de cestas básicas pelo Programa Alimento Solidário.

Desde a criação do Comitê Solidário, conforme o governo estadual, foram arrecadados mais de R$1,9 bilhão em doações para a saúde e proteção social, destinados à compra de cestas básicas, produtos de higiene, vacina, entre outros itens para assistir famílias em vulnerabilidade social no território paulista, além de doações diversas feitas pelo Fundo Social para mais de 1.400 instituições, beneficiando mais de um milhão de pessoas no estado.

Campanha

No dia 31 de março a Secretaria de Desenvolvimento Social com a participação da Secretaria de Comunicação lançou a campanha “Vacina Contra a Fome”, ação que convida cada pessoa apta a se vacinar contra Covid-19 a doar um quilo de alimento não perecível nos municípios participantes. Atualmente já aderiram a iniciativa 434 cidades. O objetivo da campanha é beneficiar famílias carentes e com déficit nutricional durante o enfrentamento da pandemia do coronavírus. Até esta quarta-feira, Paulínia não tinha aderido a essa campanha. Confira aqui https://www.vacinacontraafome.sp.gov.br/.

O Programa Viva Leite foi ampliado para reforçar a nutrição de 21 mil idosos residentes de abrigos institucionais. Além disso, os 59 restaurantes da rede Bom Prato serviram mais de 33,8 milhões de refeições, desde o início da pandemia, em embalagens descartáveis e para retirada, sendo 730 mil gratuitamente para a população em situação de rua cadastrada pelos municípios. Além disso, o programa ampliou a oferta de refeições em 60%, passando a servir café da manhã, almoço e jantar, inclusive aos finais de semana e feriados.

Confira as cidades da região de Campinas que aderiram à campanha “Vacina Contra a Fome”

Clique aqui para ver mais notícias de Paulínia
Advertisement

Ver tudo

Site de notícias criado para divulgar fatos jornalísticos da cidade de Paulínia.