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[Reunião]
Colapso na saúde não é sinônimo de caos, afirma secretário de Saúde

Fábio Luiz Alves se reuniu na manhã desta sexta-feira de forma online com os vereadores para falar sobre o avanço da Covid-19 em Paulínia

5 mar 2021 – 18h45
Reunião online entre secretário municipal de Saúde e vereadores da Câmara de Paulínia (Foto: Reprodução)

ACâmara de Paulínia promoveu uma reunião virtual na manhã desta sexta-feira (5) entre vereadores e o secretário municipal de Saúde, Fábio Luiz Alves. Ele declarou que a cidade vive hoje um “colapso” na área da saúde, diante do aumento de casos de Covid-19, mas disse que esse cenário não significa caos no sistema público municipal.

Segundo Alves, houve aumento expressivo de registros de casos de Covid-19 em Paulínia a partir de fevereiro, com mortes de pacientes abaixo de 60 anos. O problema é que, enquanto no ano passado havia hospitais de campanha na Capital e em Campinas, na atual onda da doença não existe mais esse tipo de suporte do estado para os municípios, comparou.

“Toda região está na situação de colapso. O conceito envolve a dificuldade de expansão de estrutura e a agressividade da pandemia, com alta taxa de óbitos. Isso é diferente de caos”, disse. “Nós temos total governabilidade: garantimos 20 leitos de atenção, temos respiradores em enfermarias fora das UTIs, mobilizamos recursos humanos para atendimento e cancelamos cirurgias eletivas.”

O secretário afirmou que foi necessário antecipar em Paulínia a fase vermelha, iniciada nesta quinta (4), e restringir atividades de vários setores, incluindo igrejas e templos religiosos. Alves acredita que esse cenário de colapso deve durar de 15 a 20 dias e é preciso a população respeitar o isolamento social, com índice ideal de 70% de adesão, e usar máscara.

Quatorze vereadores participaram da reunião virtual, transmitida ao vivo no site e nas redes sociais da Câmara, e apresentaram questionamentos com base em dúvidas da população. Eles perguntaram sobre compra de vacinas, criação de hospital de campanha, protocolos médicos, fiscalização e estrutura do hospital municipal, entre outros temas.

Alves afirmou que o cálculo da Prefeitura é vacinar 70% da população de Paulínia. Este índice estaria hoje em 2,8%, segundo o secretário. Falou que a ideia é garantir um processo de compra de imunizante a partir de abril, sem revelar qual nem quantidade de doses. Na opinião dele, até junho, seria possível o início de uma vacinação em massa no município.

O secretário municipal de Saúde descartou o uso de medicamentos em pacientes para o tratamento precoce da Covid-19, por causa da falta de comprovação científica da eficácia deles, esclareceu.

Conforme Alves, o hospital municipal possui 20 leitos, todos, agora, reservados para pacientes do coronavírus, e 28 leitos clínicos de Covid-19 – 20 de enfermaria respiratória e oito de unidade respiratória. Nesta sexta-feira, a taxa de ocupação extrapola 100%, confirmou.

Alves ainda afirmou que Paulínia não construirá hospital de campanha para investir no hospital municipal. Para ele, o governo estadual deve criar imediatamente hospital de campanha para atender a região e permitir transferência de pacientes do hospital municipal.

O presidente do Legislativo, Fábio Valadão (PL), destacou que a população deve atuar em conjunto do poder público, evitando aglomerações e obedecendo regras de saúde pública, como uso de máscaras.

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