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[Quarentena]
Paulínia volta à fase vermelha, a mais restritiva do Plano São Paulo

Anúncio foi feito nesta tarde pelo governador, que regrediu todo o estado ao primeiro estágio do programa de retomada da economia e controle da pandemia

3 mar 2021 – 12h56
O governador João Doria, durante a atualização do Plano São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes (Foto: Divulgação)

Paulínia vai voltar à fase vermelha do Plano São Paulo, a primeira e mais restritiva do programa de retomada da economia e de controle da pandemia da Covid-19. O anúncio foi feito no início da tarde desta quarta-feira (3) pelo governador João Doria (PSDB), que decidiu regredir os 645 municípios paulistas à etapa mais dura da quarentena depois do estado registrar nos últimos dias aumento de casos, mortes e ocupação hospitalar em decorrência da doença. A medida valerá a partir do sábado que vem (6) e pelos próximos 14 dias.

“Estamos em São Paulo e no Brasil à beira de um colapso na saúde. Isso exige medidas urgentes e coletivas”, afirmou o governador. “São 14 dias de fase vermelha. Vamos enfrentar as duas piores semanas da pandemia no Brasil desde março do ano passado”, acrescentou Doria.

A decisão do governo do Estado referenda a recomendação de especialistas do Centro de Contingência do coronavírus e já havia sido alinhada em videoconferência entre Doria e 618 prefeitos e prefeitas no final da tarde da última terça-feira (2). Autoridades estaduais e municipais decidiram reforçar ainda mais as ações conjuntas ante o agravamento sem precedentes da pandemia.

De acordo com o Plano SP (https://www.saopaulo.sp.gov.br/planosp/), a fase vermelha só permite funcionamento normal de serviços essenciais como indústrias, escolas, bancos, lotéricas, serviços de saúde e de segurança públicos e privados, construção civil, farmácias, mercados, padarias, lojas de conveniência, feiras livres, bancas de jornal, postos de combustíveis, lavanderias, hotelaria e transporte público ou por aplicativo, entre outros.

Já os comércios e serviços não essenciais só podem atender em esquema de retirada na porta, drive-thru e pedidos por telefone ou internet. Academias, salões de beleza, restaurantes, cinemas, teatros, shoppings, lojas de rua, concessionárias, escritórios e parques deverão ficar totalmente fechados ao público.

Os serviços essenciais precisam cumprir protocolos sanitários rígidos, como fornecimento de álcool em gel, aferição de temperatura, ventilação de ambientes, controle de fluxo de público e horário diferenciado para abertura e fechamento. O toque de restrição estará em vigor a partir das 20h em todas as regiões do estado, com recomendação para circulação restrita em vias públicas e fiscalização ampliada até as 5h.

As Prefeituras também podem impor medidas ainda mais restritivas devido à gravidade dos indicadores locais de epidemiologia e capacidade hospitalar, como já ocorre em diversos municípios no Interior e região metropolitana da capital.

Por outro lado, qualquer medida local que abrande as restrições definidas pelo estado será alvo de notificação administrativa por parte da Secretaria de Desenvolvimento Regional. As advertências serão informadas ao Ministério Público para possíveis sanções judiciais que garantam o cumprimento estrito das normas do Plano SP.

O governo do estado reforçou que toda a população precisa intensificar as ações pessoais de distanciamento social, uso de máscaras em qualquer ambiente, opção pelo teletrabalho e higiene constante das mãos para mitigar o avanço do coronavírus. A fiscalização estadual contra aglomerações, festas e eventos clandestinos recebe denúncias pelo telefone 0800 771 3541 ou e-mail secretarias@cvs.saude.sp.gov.br.

A média estadual de ocupação de leitos de UTI Covid-19 chegou a 75,3% na última terça, sendo 76,7% na Grande São Paulo. O total de pacientes internados em estado grave em chegou a 7.415, com média diária de cem novas internações em todas as regiões de São Paulo nos últimos dez dias.

“Isso é algo que jamais vimos. Ainda ontem tivemos o maior número de mortes da história da pandemia em nosso estado, foram 461 pacientes que perderam suas vidas em apenas um dia”, declarou o secretário de Estado de Saúde, Jean Gorinchteyn.

Para reduzir a pressão nos hospitais, o governo de São Paulo vai abrir 500 leitos em março, com 339 em UTIs e 161 em enfermarias. Até o dia 31, serão 8.839 vagas de UTI nos SUS em todo o estado – antes da pandemia, eram 3,5 mil leitos. Os novos leitos serão ativados no decorrer do mês, auxiliando na absorção da demanda dos casos de Covid-19 em unidades hospitalares da Grande São Paulo, Campinas, Araçatuba, Araraquara, Piracicaba, Marília, Presidente Prudente e Litoral Norte.

“Isso representa um aumento de 152,5% no total de leitos disponíveis. Só assim poderemos continuar a dar assistência e suporte à vida, mas precisamos muito do apoio de toda a população”.

No início desta noite, a Prefeitura de Paulínia decidiu se antecipar ao estado dois dias e entrar na fase vermelha nesta 5ª-feira (4). Confira o decreto regulamentando a fase vermelha na cidade neste http://www.paulinia.sp.gov.br/uploads/semanarios/1597.pdf. Até as 9h30, desta terça-feira, o Hospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro” seguia com seus 14 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Covid-19 100% ocupados pelo 10º dia seguido e pela 14ª vez neste ano. Desde o início da pandemia, a cidade já registrou 112 mortes pela doença, 7.505 infectados e 7.031 recuperados, segundo os números municipais. Para o Ministério da Saúde, já são 117 óbitos e 8.618 contaminados no município.

O governo de São Paulo informou que a continuidade das atividades presenciais nas escolas da rede estadual, mesmo na fase vermelha, a mais restritiva do Plano SP, já prevista no plano com obediência aos protocolos de segurança sanitária, tem objetivo de atender aos estudantes em situação de vulnerabilidade.

A frequência presencial não é obrigatória e o ensino remoto será mantido, com aulas transmitidas diariamente pelo Centro de Mídias da Secretaria de Educação do Estado. As redes municipais e particular têm autonomia para fazer o próprio planejamento, respeitando os limites legais e os protocolos do Plano SP.

O governo de SP definiu como critérios para formar o grupo de mais vulneráveis os alunos que têm necessidade de se alimentar na escola; os que possuem dificuldades de acesso à tecnologia ou não têm os equipamentos necessários para estudar remotamente.

Ainda terão prioridade os estudantes com a saúde mental em risco e aqueles com severa defasagem de aprendizagem ou que fazem parte da educação especial. Da mesma forma, será priorizada a presença dos alunos cujos responsáveis trabalhem em serviços essenciais, como a área da Saúde.

As escolas ficarão abertas para fornecer refeições para todos os estudantes que necessitam, até mesmo para os que entrarem no rodízio e não puderem participar das aulas presencialmente, em um determinado dia, por conta do limite máximo permitido.

“Educação é essencial, sempre com cuidado extremo nos protocolos, atendendo aos que mais precisam. Temos pessoas que precisam muito da escola aberta”, destacou o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares.

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