Ir para conteúdo

[Fiscela]
PF deflagra operação contra 31 acusados de fraudar INSS; há alvo de Paulínia

Anúncio

Estimativa da Polícia Federal é de que o pagamento de cerca de 40 benefícios fraudados tenha gerado prejuízo de aproximadamente meio milhão de reais aos cofres públicos

23 fev 2021 – 10h54
Investigações começaram em 2018, após apurações do próprio INSS apontarem irregularidades (Foto: Divulgação)

APolícia Federal deflagrou nesta terça-feira (23) a Operação Fiscela, com o objetivo de desarticular um esquema de fraudes contra o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) que gerou a obtenção indevida de 40 benefícios previdenciários de auxílio doença e um prejuízo de cerca de meio milhão de reais aos cofres públicos.

Nesta manhã foi cumprido um mandado de busca e apreensão na cidade de São Paulo e realizados sequestros de valores de contas bancárias de 31 pessoas, de cidades como Paulínia, Campinas, Monte Mor e Sumaré, de acordo com a decisão da Primeira Vara Federal de Campinas.

O mandado cumprido pela Polícia Federal na Capital paulista seria de um alvo de Paulínia. O investigado durante o transcorrer das apurações policiais se mudou para a cidade de São Paulo.

As investigações, realizadas no âmbito da força-tarefa composta pela Polícia Federal e pela Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT) começaram em 2018, após apurações do próprio INSS apontarem irregularidades nas concessões de alguns benefícios.

Durante as investigações foram identificadas dezenas de pessoas empregadas que estavam simulando problemas de saúde e, com suporte em documentação falsa, conseguiam obter o benefício de auxílio doença previdenciário.

Até o presente momento foram identificados 40 benefícios suspeitos (alguns investigados receberam o auxílio mais de uma vez).

A força-tarefa estima que o pagamento dos benefícios fraudados tenha gerado um prejuízo de aproximadamente meio milhão de reais aos cofres públicos.

O nome da operação, Fiscela, faz referência ao fato de que funcionários do setor de recursos humanos das empresas foram ameaçados com a exigência de que ficassem calados e deixassem de prestar informações ao INSS.

Os investigados, na medida de sua culpabilidade, responderão pelos crimes de estelionato majorado, falsidade documental e ameaça, cujas penas somadas podem ultrapassar 10 anos de reclusão.

Clique aqui para ver mais notícias de Paulínia 
Advertisement

Ver tudo

Site de notícias criado para divulgar fatos jornalísticos da cidade de Paulínia.