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[Pandemia]
Butantan começa a distribuir 3,9 milhões de vacinas contra Covid-19

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Chega a São Paulo avião vindo da Índia com mais 2 milhões de doses do imunizante da AstraZeneca; Anvisa concede registro definitivo para vacina da Pfizer

23 fev 2021 – 15h21
Vacinação drive-thru contra a Covid-19 realizada no Parque da Cidade, em Brasília (Foto: Agência Brasil)

Ogoverno de São Paulo anunciou nesta terça-feira (23) o envio de 3,9 milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. Nesta terça, será enviado lote com 1,2 milhão de doses e, quarta (24), com mais 900 mil frascos da vacina. Até domingo (28), serão liberados mais três lotes de 600 mil doses – previstas para envio nos dias 25, 26 e 28 de fevereiro.

De 5 de fevereiro a 5 de março, o governo paulista estima entregar 5,6 milhões de doses ao PNI, 65% a mais que o volume previsto inicialmente. “No início de março, o Instituto Butantan vai disponibilizar mais 1,7 milhão de vacinas para a imunização do País, estando previstas remessas de 600 mil doses no dia 2; 500 mil, no dia 4 e 600 mil, no dia 5”, disse o governo de São Paulo, em nota.

As doses enviadas nesta terça-feira fazem parte do lote de imunizantes envasados no Butantan com o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) enviado pela Sinovac Life Science, da China. O instituto já entregou 90% de todas as vacinas usadas na rede pública do País e criou uma força-tarefa para envasar, em ritmo acelerado, doses para a entrega ao PNI.

Em Paulínia, os 14 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Covid-19 do Hospital Municipal “Vereador Antônio Orlando Navarro” seguiam ocupados, até as 9h30 desta terça-feira, pelo terceiro dia consecutivo e pela sétima vez no mês. Desde o início da pandemia, a cidade tem 7.039 moradores contaminados pelo novo coronavírus, 6.732 recuperados e 106 mortos, segundo as estatísticas do governo municipal. Mas, para o Ministério da Saúde, responsável pelos números oficiais da doença no Brasil, o município já possui 8.192 infectados e 110 mortos.

O estado de São Paulo ultrapassou a marca de 2 milhões de vacinas aplicadas contra Covid-19, às 18h17 do último domingo (21). Na manhã desta terça-feira, o Vacinômetro (https://vacinaja.sp.gov.br/vacinometro/) apontava 2.070.040 imunizações no estado de São Paulo, sendo 1.665.803 da primeira dose e outras 407.237 para a segunda dose. O Ministério da Saúde também disponibiliza uma ferramenta com informações sobre o registro das doses aplicadas da vacina. Os dados sobre as coberturas vacinais podem ser acessados por meio de um painel online, no LocalizaSUS (https://localizasus.saude.gov.br/).

Nesta manhã, aterrissou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, o avião com 2 milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus importada da Índia. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o imunizante da AstraZeneca produzido pelo Instituto Serum vai passar pelos trâmites alfandegários em São Paulo antes de ser enviado ao Rio de Janeiro.

O material já vem pronto para ser aplicado e será apenas rotulado na Fiocruz. A importação de doses prontas é uma estratégia paralela à produção de vacinas acertada entre a AstraZeneca e a Fiocruz para acelerar a disponibilidade de vacinas à população.

Mais 8 milhões de doses estão previstas pelo acordo com os parceiros AstraZeneca e Instituto Serum, mas ainda não há data prevista para o recebimento. Em janeiro deste ano, a Fiocruz já havia recebido 2 milhões de doses da vacina.

Enquanto negocia a chegada das doses prontas, a Fiocruz trabalha na produção local das vacinas Oxford/AstraZeneca. Segundo o acordo com a farmacêutica anglo-sueca, a Fiocruz vai produzir 100,4 milhões de doses de vacinas até julho, a partir de um ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado.

A primeira remessa desse insumo já chegou ao Bio-Manguinhos e o primeiro milhão de doses produzido na Fiocruz tem entrega prevista para o período de 15 a 19 de março. De acordo com a fundação, os dois primeiros lotes estarão liberados internamente nos próximos dias. Esses lotes são destinados a testes para o estabelecimento dos parâmetros de produção.

Também está em andamento na Fiocruz o processo de transferência de tecnologia para a produção do IFA no Brasil, o que tornará a fundação autossuficiente na produção das vacinas. A previsão é que as primeiras doses com IFA nacional sejam entregues ao Ministério da Saúde em agosto, e, até o fim de 2021, seja possível entregar 110 milhões de doses, elevando o total produzido no ano pela Fiocruz para 210,4 milhões.

Nesta terça, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o registro definitivo à vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Pfizer em parceria com a empresa de biotecnologia alemã BioNtech. A concessão do registro foi anunciada pelo diretor-presidente da agência reguladora, Antônio Barra Torres, que destacou que a análise para a liberação do imunizante levou 17 dias.

A vacina é a primeira a obter o registro definitivo no Brasil. O imunizante se chama Cominarty. A empresa entrou no dia 6 de fevereiro com o pedido de registro definitivo da vacina contra a Covid-19. O imunizante, entretanto, ainda não está disponível no Brasil.

Segundo a Pfizer, 2,9 mil voluntários participaram dos testes clínicos de sua vacina no Brasil. No mundo todo, foram 44 mil participantes em 150 centros de seis países, incluindo África do Sul, Alemanha, Argentina, Estados Unidos e Turquia. Os resultados da terceira e última fase de testes do imunizante, divulgados em novembro, apontaram eficácia de 95% contra o novo coronavírus.

Segundo a Anvisa, o registro “abre caminho para a introdução no mercado de uma vacina com todas as salvaguardas, controles e obrigações resultantes dessa concessão”. Até então, as vacinas aprovadas no Brasil são para uso emergencial: a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, e a vacina produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Universidade de Oxford e o laboratório inglês AstraZeneca.

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