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[Covid-19]
Ministério da Saúde confirma mais 3 mortes de moradores de Paulínia

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Boletim epidemiológico da Prefeitura da manhã desta quarta-feira informou um óbito; governo de SP iniciou em Serrana vacinação em massa

17 fev 2021 – 14h34
Cerca de 30 mil moradores com idade acima de 18 anos receberão a vacina na cidade de Serrana (Foto: Divulgação)

OMinistério da Saúde confirmou mais três mortes de moradores de Paulínia em decorrência do novo coronavírus. Segundo o governo federal, responsável pelos números oficias da doença no Brasil, a cidade já contabiliza 110 óbitos desde o início da pandemia. O boletim epidemiológico da Prefeitura, com dados até as 9h30 desta quarta-feira (17), trouxe uma morte, totalizando 105 no município.

Conforme o Comitê de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus de Paulínia, a 105ª morte por Covid-19 na cidade, pelas contas da Prefeitura, trata-se de uma mulher de 76 anos, com antecedente de doença cardiovascular. Iniciou os sintomas respiratórios no dia 21 de janeiro, sendo internada no Hospital Municipal “Vereador Antônio Orlando Navarro” no último dia 27. Foi realizado diagnóstico laboratorial para a Covid-19 pelo exame de PCR, com resultado positivo. Morreu no dia 12 passado.

Nesta quarta-feira, o governo de São Paulo deu início a uma megaoperação inédita de vacinação em massa para medir a redução do contágio do coronavírus em uma população. A ação ocorre no município de Serrana, na região de Ribeirão Preto. Cerca de 30 mil moradores com idade acima de 18 anos receberão a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a biofarmacêutica Sinovac.

“Serrana a partir de hoje entra para a história da ciência mundial. Esse é o primeiro estudo no mundo de imunização plena de uma comunidade, de uma cidade com 30 mil pessoas que serão vacinadas. Foram separadas 60 mil doses para esse estudo, o que não implica em dedução do compromisso do Instituto Butantan e do governo de São Paulo para entrega de 100 milhões de doses da vacina do Butantan ao Governo Federal”, disse o governador João Doria (PSDB).

A iniciativa segue moldes de pesquisa clínica e permite estudar a eficiência da vacina na diminuição da transmissibilidade do coronavírus. A eficácia e a segurança do imunizante já foram comprovadas no segundo semestre de 2020, em estudo com 12,5 mil voluntários em 16 centros de pesquisa brasileiros.

O município de Serrana foi escolhido por apresentar alto índice de casos, entre outros fatores. O objetivo será estudar o impacto epidemiológico da vacinação em uma população adulta como forma de conter a pandemia.

A vacina será aplicada somente em moradores voluntários, com intervalo de quatro semanas entre as duas doses. A cidade foi dividida em 25 áreas que formam quatro grandes grupos populacionais identificados pelas cores verde, amarela, azul e cinza. Os moradores do grupo verde serão os primeiros a receber o imunizante.

Os voluntários serão vacinados em datas previamente agendadas. O estudo fará uma série de comparações entre cada grupo antes e depois da vacinação. Após a imunização desta quarta, as demais estão previstas para os dias 24 de fevereiro e 3 e 10 de março. Haverá oito locais de aplicação das doses.

Somente moradores de Serrana devidamente cadastrados poderão participar da pesquisa clínica. Menores de 18 anos, mulheres grávidas ou que estão amamentando e pessoas que tiveram febre nas 72 horas anteriores não irão receber a vacina.

A campanha de vacinação contra a Covid-19, até terça-feira (16), aplicou a primeira dose em 2.988 pessoas em Paulínia. Dentro do público atendido estão idosos com 85 anos ou mais e residentes em instituições de longa permanência e parte dos profissionais de saúde da área pública e privada.

A segunda dose já está sendo aplicada nos profissionais de saúde da rede municipal. Assim como a vacinação no sistema drive-thru, o agendamento para imunização das pessoas acamadas que vinha ocorrendo em casa, também está suspenso até o envio de novas doses por parte do governo do estado.

Doria confirmou nesta quarta-feira que o Instituto Butantan vai antecipar a entrega de mais 54 milhões de doses da vacina contra o coronavírus ao Ministério da Saúde. A oferta da carga adicional de imunizantes será finalizada em agosto, totalizando 100 milhões de vacinas produzidas em São Paulo para todo o Brasil.

“Inicialmente prevista para o final de setembro, a entrega de 54 milhões de doses da vacina do Butantan será feita até o fim do mês de agosto”, afirmou o governador. “O Instituto Butantan está trabalhando 24 horas por dia, sete dias por semana, incluindo feriados e finais de semana, para produzir as vacinas que estão imunizando os brasileiros. Nove em cada dez brasileiros, neste momento, estão sendo vacinados com a vacina do Butantan.”

Pelo novo acordo firmado entre o Butantan e o Ministério da Saúde na segunda (15), a carga adicional de 54 milhões de doses se soma às 46 milhões que o instituto do governo do Estado já havia se comprometido a fornecer ao Plano Nacional de Imuniuzações (PNI).

“No cronograma contratado, a última entrega seria em setembro. Nós vamos fazer todo o esforço para adiantar essa produção e entrega. Esperamos que, no máximo em agosto, tenhamos entregue o total de 100 milhões de doses”, declarou Dimas Covas, diretor do Butantan. “Neste momento, é a única vacina que está sendo usada em grande volume no Brasil. Isso traz uma responsabilidade muito grande para o Butantan.”

Milhões

Até agora, o governo de São Paulo e o Butantan já entregaram 9,8 milhões de vacinas ao PNI. Em janeiro, foram 6 milhões no dia 17, outras 900 mil no dia 22 e mais 1,8 milhão no dia 29. Em fevereiro, foram enviadas outras 1,1 milhão de doses no último dia 5.

A partir da próxima semana, o Butantan começa a entregar parte de uma nova carga de 17,3 milhões de vacinas fabricadas com o IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) enviado neste mês pela biofarmacêutica Sinovac. A parceria internacional garantiu 11 mil litros de matéria-prima vinda da China para a fábrica em São Paulo. Também neste mês, o Butantan já solicitou uma nova remessa de 8 mil litros de IFA para a Sinovac. O objetivo é acelerar ainda mais a produção de novas vacinas na Capital paulista.

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