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[Pandemia]
SP lança ranking de cidades que mais vacinam contra o coronavírus

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Painel mede alcance de campanha em 645 municípios e identifica soluções para uniformizar ritmo de imunização contra a Covid-19 no estado paulista

12 fev 2021 – 15h12
Primeira brasileira vacinada contra Covid-19, Mônica Calazans, recebe a 2ª dose da Coronavac (Foto: Divulgação)

Ogovernador João Doria (PSDB) apresentou nesta sexta-feira (12) o ranking das dez cidades do estado mais avançadas na vacinação contra o coronavírus. A lista compara as médias de imunização de acordo com a população total de cada município e, nas próximas semanas, será ampliada para referenciar soluções, assegurar transparência e uniformizar a velocidade da campanha nas 645 cidades de São Paulo.

“É uma forma de incentivar a vacinação e o bom trabalho que, na sua expressiva maioria, prefeitas e prefeitos do estado de São Paulo vêm realizando na vacinação”, afirmou Doria. O governador também lembrou que a campanha em São Paulo atende às recomendações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde.

O painel é uma ação integrada da Secretaria de Estado da Saúde aos dados fornecidos pelas Prefeituras à plataforma Vacivida, criada pelo governo de São Paulo para monitorar a imunização em tempo real. Segundo dados do Vacinômetro às 13h desta sexta, a campanha iniciada no dia 17 de janeiro já alcançou mais de 1,3 milhão de pessoas, o equivalente a 2,8% dos 44,6 milhões de habitantes do estado.

No ranking municipal, que inicialmente só foi aplicado a cidades com mais de 100 mil habitantes, São Caetano do Sul tem a campanha mais veloz até o momento, com 8,1% da população local vacinada. A seguir, estão Catanduva (7,2%), Botucatu (7%), Barretos (6,3%), Santos (5,8%), São José do Rio Preto (5,7%), Jaú (5%), Araçatuba (5%), Araraquara (4,9%) e Marília (4,8%).

O governo do estado vai atualizar o ranking semanalmente. Usando dados demográficos da Fundação Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados), a meta é integrar o novo painel ao Vacinômetro nas próximas semanas e permitir consultas específicas por faixas etárias e média de vacinados a cada 100 mil habitantes.

Os recortes vão permitir a identificação tanto de gargalos locais que atrasam a vacinação como os cenários municipais em que a imunização é mais rápida. Com os dados, a Secretaria de Estado da Saúde vai poder orientar as prefeituras a solucionar problemas e apontar medidas bem-sucedidas em outras localidades para dar celeridade à campanha.

“Os municípios recebem suas grades de vacina e, proporcionalmente (à população), vacinam. Esse registro é fonte da plataforma Vacivida. Mais uma vez, gostaria de lembrar a todos os gestores municipais a importância de registrar cada dose aplicada, nominalmente, na plataforma Vacivida”, reforçou Regiane de Paula, coordenadora de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde.

Os dados gerais da vacinação no estado e individualizados por município podem ser consultados no Portal do Governo de São Paulo, no link vacinaja.sp.gov.br/vacinometro/.

Nesta sexta-feira, Doria anunciou o início da aplicação da segunda dose da vacina do Butantan contra a Covid-19, completando o esquema vacinal do imunizante e garantindo proteção completa aos pacientes.

A primeira brasileira vacinada contra Covid-19, Mônica Calazans, enfermeira da UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, recebeu a segunda dose do imunizante durante a coletiva no Palácio dos Bandeirantes. Ela recebeu a dose inicial no dia 17 de janeiro, na abertura da campanha, que ocorreu imediatamente após a aprovação da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial da vacina do Butantan.

A medida dá continuidade à campanha, que já alcançou 1,3 milhão de brasileiros que vivem em SP. A segunda dose será aplicada nos profissionais da saúde, indígenas e quilombolas, além de idosos acima de 60 anos e pessoas com deficiência a partir de 18 anos que vivem em instituições de longa permanência que receberam a primeira dose da vacina do Butantan. O intervalo entre as doses é de 14 a 28 dias, conforme bula do produto.

É prerrogativa das prefeituras organizar o consumo de suas grades, programar o abastecimento da rede para imunizar todas as pessoas que integram os públicos-alvo. A divisão das grades é baseada no quantitativo proporcional de vacinas previsto para São Paulo conforme o PNI.

“Quero deixar clara a minha emoção de estar sendo imunizada pela segunda vez. Mas isso não me dá o direito de sair na rua sem máscara, sem álcool em gel. Vou continuar junto com todos os brasileiros usando máscara até que todos estejam imunizados”, disse Mônica Calazans. “Tomei a vacina do Butantan com muito orgulho e falo: é a vacina de São Paulo, é a vacina do Brasil, e é o que a gente estava esperando realmente para poder sair dessa prisão que todos nós estamos vivendo.”

A campanha de imunização contra a Covid-19 em São Paulo tem se desenvolvido conforme a disponibilidade das remessas do Ministério da Saúde. À medida que o governo federal viabilizar mais doses, as novas etapas do cronograma e públicos-alvo da campanha de vacinação contra o coronavírus serão divulgadas pelo governo de São Paulo.

A primeira fase da campanha começou com profissionais de saúde, idosos com mais de 60 anos e pessoas com deficiência com mais de 18 anos vivendo em instituições de longa permanência, indígenas aldeados e quilombolas. Este último grupo foi inserido no Plano Estadual de Imunização de São Paulo, mas não estava contemplado no PNI.

O PEI também definiu o início da segunda fase para 8 de fevereiro, contemplando idosos a partir de 90 anos. A imunização em idosos na faixa etária de 85 a 89 anos foi antecipada em três dias e começou já nesta sexta-feira.

O governo de São Paulo incentiva o pré-cadastramento de idosos aptos à imunização no site vacinaja.sp.gov.br. O registro online garante mais facilidade e rapidez à campanha de imunização, pois economiza 90% no tempo de atendimento individual nos postos de vacinação.

O preenchimento dos dados no site Vacina Já leva de um a três minutos. Já no atendimento presencial, a coleta de informações leva cerca de 10 minutos. O pré-cadastro não é obrigatório e também não é um agendamento, mas contribui para evitar aglomerações nos postos. O registro dos dados no Vacina Já é gratuito, seguro e confidencial.

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