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[Pandemia]
Pela 2ª vez na semana, Paulínia tem 100% dos leitos de UTI Covid-19 ocupados

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Prefeitura informou que, até as 9h30 desta quinta-feira, 14 pacientes estavam na Unidade de Terapia Intensiva do hospital municipal

4 fev 2021 – 18h37
Paulínia iniciará a vacinação contra a Covid-19 em idosos a partir de 90 anos na segunda-feira (Foto: Agência Brasil)

Paulínia voltou a ficar com 100% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para Covid-19 ocupados no Hospital Municipal “Vereador Antônio Orlando Navarro”, conforme boletim epidemiológico divulgado pela Prefeitura, com dados atualizados até as 9h30 desta quinta-feira (4). Esta é a segunda vez na semana que isso acontece na rede municipal de saúde.

De acordo com as informações da Prefeitura, até as 9h30, 26 pessoas estavam internadas no hospital municipal de Paulínia em decorrência da Covid-19 – 22 com exames confirmados para a doença e quatro ainda em investigação. Desse total, 14 casos positivos ocupavam todos os leitos de UTI exclusivos para Covid-19 disponíveis na rede municipal de saúde.

A Prefeitura foi procurada, desde o último dia 2 de fevereiro, quando a rede municipal de saúde registrou pela primeira vez na semana 100% dos leitos Covid-19 ocupados no hospital municipal, para esclarecer se aumentou o número de vagas da Unidade de Terapia Intensiva para doentes do novo coronavírus e o que pretende fazer para garantir atendimento aos moradores de Paulínia, mas não respondeu aos questionamentos até a publicação deste texto.

Desde o início da pandemia, pelas contas da Prefeitura, Paulínia registrou 101 mortes de moradores da cidade pela Covid-19, 6.124 contaminados e 5.825 recuperados. Outros 1.936 casos suspeitos aguardam exames para confirmação ou descarte da doença. Para o Ministério da Saúde, responsável pelos números oficiais da doença no Brasil, o município tem 106 óbitos de residentes e 7.646 infectados

Na tarde desta quinta-feira, a Prefeitura de Paulínia anunciou que iniciará a vacinação contra a Covid-19 em idosos com 90 anos ou mais na segunda-feira (8) e na terça-feira (9), nos profissionais de saúde da rede privada, priorizando médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, cirurgiões dentistas, fisioterapeutas, técnicos em laboratórios de análises clínicas e motoristas de ambulância. Confira todos os detalhes aqui.

Na quarta-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou o fim da exigência de estudos da fase 3 em andamento no Brasil para autorização emergencial de vacinas no País. Esta é a principal mudança trazida na atualização do guia para uso emergencial de imunizantes contra a Covid-19. São os estudos da fase 3 que mostram o percentual de eficácia da vacina, quantas doses devem ser aplicadas, além da avaliação de eventuais reações adversas.

“Essa atualização faz parte da estratégia regulatória do Brasil de favorecer acesso. Ela está apartada de qualquer discussão que seja fora do âmbito técnico, para que o Brasil garanta que tenha acesso a vacinas com qualidade, eficácia e segurança”, disse a diretora da Anvisa, Meiruze Freitas, durante coletiva de imprensa para comunicar as alterações.

Com a mudança, a norma da Anvisa segue exigindo estudo de desenvolvimento clínico da vacina na fase 3, mas agora ele não precisa estar sendo conduzido no Brasil. O guia passa a contar com a seguinte redação: “A vacina deve preferencialmente possuir um Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamento (DDCM) anuído pela Anvisa e o ensaio clínico fase 3, pelo menos, em andamento e em condução no Brasil”.

No caso de fase 3 realizada no exterior, caberá ao laboratório requerente apresentar os dados brutos do estudo, fazer o acompanhamento dos participantes dos testes para avaliação de eficácia por, pelo menos, um ano e apresentar demonstração de que os estudos pré-clínicos e clínicos foram conduzidos conforme as diretrizes aceitas nacional e internacionalmente. O prazo de análise para vacinas sem estudo de fase 3 desenvolvido no Brasil será de até 30 dias.

“A vacina com estudo de fase 3 aqui no Brasil ou no exterior vai ter que seguir o mesmo critério de segurança, qualidade e eficácia. A única diferença vai ser a necessidade de apresentar dados que permitam que nós tenhamos confiança no estudo no exterior e que esse estudo mostre que a vacina serve para a população brasileira. E nós como agência reguladora vamos assegurar isso”, afirmou Gustavo Mendes, gerente-geral de medicamentos da Anvisa.

Até agora, no Brasil, existem duas vacinas com autorização de uso emergencial: a Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a Sinovac; e o imunizante desenvolvido pela farmacêutica AstraZeneca, em parecia com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A flexibilização nas regras do pedido de uso emergencial pode beneficiar, por exemplo, o laboratório União Química, que está à frente da produção da vacina russa Sputnik V no Brasil. O imunizante ainda aguarda autorização de estudo fase 3 no País, mas agora não dependerá mais desse pré-requisito para encaminhar o pedido.

De acordo com Meiruze Freitas, a expectativa é que a nova redação do guia para uso emergencial amplie a oferta de vacinas no País. “A gente ainda não recebeu isso diretamente de nenhuma empresa, mas eu espero fortemente que tenha impacto. Isso certamente possibilitaria para a Moderna, Novavax e um monte de outras vacinas, dentro inclusive do portfólio da Covax Facility “.

Na noite de quarta-feira, chegou ao Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, o avião vindo da China com insumos para a fabricação de 8,6 milhões de doses da vacina Coronavac contra a Convid-19. A aeronave, que saiu terça-feira (2) de Pequim, trouxe 5,4 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), produto necessário para a fabricação do imunizante.

Este é o primeiro lote de insumos que o Instituto Butantan recebe neste ano. Segundo o Butantan, as vacinas produzidas com o lote de matéria-prima desembarcado nesta quarta-feira começarão a ser entregues ao Ministério da Saúde no dia 25. De acordo com o governo do estado de São Paulo, mais uma carga com 5,6 mil litros de IFA deverá chegar ao Brasil até o dia 10 de fevereiro, o que possibilitará a produção de mais 8,7 milhões de doses em São Paulo.

Somadas, as cargas recebidas hoje e que chegarão no dia 10, permitirão a fabricação de 17,3 milhões de doses da vacina. A previsão do Butantan é que a produção de vacinas contra a covid-19 alcance até 600 mil doses diárias com a chegada das remessas de matéria-prima.

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