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[Covid-19]
Paulínia tem mais duas mortes confirmadas pelo Ministério da Saúde

Distribuição de vacinas da AstraZeneca deve começar neste sábado; dois milhões de doses contra o coronavírus serão enviados aos estados

22 jan 2021 – 16h26
Vacina da AstraZeneca deveria chegar da Índia até o final da tarde desta sexta-feira (Foto: Agência Brasil)

OMinistério da Saúde confirmou mais duas mortes de moradores de Paulínia em decorrência da Covid-19, totalizando 104 desde o início da pandemia. O governo federal, responsável pelos números oficias da doença no Brasil, até o início da tarde desta sexta-feira (22), informou que 7.253 residentes da cidade já foram infectados pelo novo coronavírus.

O boletim epidemiológico da Prefeitura de Paulínia, atualizado até as 9h30 desta sexta-feira, não trouxe novas mortes na cidade. O governo municipal contabiliza 99 mortes de moradores da cidade, 5.729 contaminados, 5.462 recuperados da doença e 30 internados no Hospital Municipal “Vereador Antônio Orlando Navarro – 10 deles em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Nesta sexta-feira, o governo federal garantiu que os 2 milhões de doses da AstraZeneca contra a Covid-19 que devem chegar da Índia serão distribuídas aos estados a partir da tarde de sábado (23). Segundo o presidente Jair Bolsonaro, a Força Aérea Brasileira está à disposição para agilizar a distribuição da vacina pelo País.

“Pode ter certeza que a Aeronáutica está aí para servir o Brasil e essa vacina, se chegar hoje à noite, amanhã começa a chegar a seus destinos”, disse Bolsonaro. O presidente falou com a imprensa ao deixar o Palácio da Alvorada, após café da manhã com parlamentares na residência oficial. Ele reafirmou que a vacinação não será obrigatória e recomendou que as pessoas leiam os estudos dos imunizantes.

“Ela tem que ser voluntária, afinal de contas não está nada comprovado cientificamente com essa vacina ainda. E peço que o pessoal leia o contrato com a empresa para tomar pé de onde chegaram as pesquisa e porque não se concluiu ainda dizendo que uma vacina é perfeitamente eficaz. Pelo que tudo indica, segundo a Anvisa, ela vai ajudar que casos graves não ocorram no Brasil, para quem for vacinado”, afirmou.

As vacinas devem chegar ao Brasil nesta sexta-feira, no fim da tarde. A carga vinda da Índia será transportada em voo comercial da companhia Emirates ao aeroporto de Guarulhos e, após os trâmites alfandegários, seguirá em aeronave da Azul para o Aeroporto internacional Tom Jobim, no Rio de janeiro.

De acordo com a Fiocruz, assim que chegarem à instituição, as vacinas passarão por checagem de qualidade e segurança, além de rotulagem, com etiquetagem das caixas com informações em português. A previsão é que esse processo seja realizado até manhã de sábado por equipes treinadas em boas práticas de produção. As vacinas devem ser liberadas para distribuição no período da tarde.

“Ao longo de todo o trajeto até Bio-Manguinhos/Fiocruz, as vacinas estarão armazenadas em seis caixas do tipo pallets, que serão acondicionadas em envirotainers, pequenos containers utilizados para transportes de carga que necessita de controle de temperatura. Nesses envirotainers, as vacinas serão mantidas na temperatura entre 2 a 8ºC”, informou a Fiocruz.

Nesta sexta-feira, a Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou por unanimidade a autorização emergencial em caráter experimental do segundo lote da vacina Coronavac, desenvolvida em parceria entre a farmacêutica chinesa Sinovac e o Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo.

A diferença da análise do segundo lote para o primeiro está no fato de que o envase e os processos de rotulagem e embalagem ocorrem no Instituto Butantan. Essas 4,8 milhões de doses são produzidas na China pela farmacêutica Sinovac, que envia para esses procedimentos na sede do centro de pesquisa paulista. Como a Anvisa já havia aprovado no último domingo (17) o primeiro lote importado da china (6 milhões), a avaliação da diretoria colegiada se deteve sobre as ações realizadas pelo Butantan.

O governo do estado deu início ainda na tarde desta sexta-feira a distribuição do segundo lote de vacinas do Instituto Butantan contra o coronavírus. Cerca de 900 mil doses foram imediatamente liberadas para o Ministério da Saúde após nova autorização da Anvisa para uso emergencial do imunizante.

Desse total, 200 mil doses foram levadas ao Centro de Distribuição e Logística da Secretaria da Saúde de São Paulo. Outras 700 mil vão para a central de distribuição do Ministério da Saúde, em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo. As demais doses envasadas, rotuladas e embaladas no Butantan a partir de matéria-prima enviada da China serão liberadas tão logo passem pela inspeção de controle de qualidade do instituto.

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