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[Quarentena]
Paulínia entra na fase vermelha à noite, aos finais de semana e feriados

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Endurecimento inclui adiamento do início das aulas na rede estadual e a suspensão da obrigatoriedade da presença dos estudantes na sala em todas as redes do estado

22 jan 2021 – 15h06
O governador João Doria (PSDB) durante a terceira atualização do ano do Plano São Paulo (Foto: Divulgação)

Ogoverno estadual recolocou Paulínia na fase laranja do Plano São Paulo e mandou todas as cidades paulistas entrarem na etapa vermelha em dias úteis, das 20h às 6h; e aos finais de semana e feriados, de dia e à noite. A decisão de endurecer a quarentena na região que a cidade pertence e no estado foi anunciada pelo governador João Doria (PSDB) no início da tarde desta sexta-feira (22) por causa do avanço da Covid-19 e inclui o adiamento do início das aulas e a suspensão da obrigatoriedade da presença dos estudantes na sala. A reclassificação vale a partir de segunda-feira (25) e deve durar pelo menos até 7 de fevereiro.

A fase vermelha é mais restritiva das cinco existentes no Plano São Paulo de abertura gradual e regionalizada da economia e de controle da pandemia da Covid-19. Nela, somente atividades essenciais podem funcionar. O atendimento presencial é proibido em shoppings, lojas, concessionárias, escritórios, bares, salões de beleza, restaurantes, academias e estabelecimentos de eventos culturais. Farmácias, mercados, padarias, postos de combustíveis, lavanderias e serviços de hotelaria estão liberados pelo Plano SP.

A etapa laranja é a de controle e academias, salões de beleza, restaurantes, cinemas, teatros, shoppings, concessionárias, escritórios e parques estaduais podem funcionar por até oito horas diárias, com atendimento presencial limitado a 40% da capacidade e encerramento às 20h. O consumo local em bares está totalmente proibido. Com a revisão de critérios anunciada no último dia 7, a comercialização de bebidas alcoólicas no comércio varejista só pode ocorrer entre 6h e 20h nas fases vermelha, amarela e laranja.

O governo do estado também adiou o início das aulas na rede estadual, que deveria ocorrer no dia 1º de fevereiro, para o dia 8 de fevereiro e suspendeu a obrigatoriedade do retorno presencial dos alunos de todas as escolas do estado nas fases laranja e vermelha do Plano São Paulo. “Já as redes municipais e privadas podem manter seus calendários”, destacou o secretário de Estado da Educação, Rossieli Soares.

Isso altera o que estava previsto na deliberação do Conselho Estadual da Educação, homologada esta semana, sobre a obrigatoriedade de que pelo menos um terço das aulas deveriam ser cursadas em formato presencial. Agora, essa obrigatoriedade se aplica somente às fases 3-Amarela e 4-Verde.

Essa foi a terceira reclassificação do Plano São Paulo somente neste mês de janeiro. A primeira ocorreu no dia 8 de janeiro e a expectativa do governo era de que a próxima seria somente no dia 5 de fevereiro. Mas com o crescimento rápido de infecções e mortes, o governo acabou fazendo uma nova reclassificação no plano na última sexta-feira (15).

Na última reclassificação, apenas a região de Marília havia ficado na fase 1-vermelha. Agora, com a nova alteração no Plano São Paulo, divulgada nesta sexta-feira, sete regiões vão ficar na fase 1-vermelha e só poderão reabrir os serviços considerados essenciais. São elas: Marília, Presidente Prudente, Bauru, Sorocaba, Taubaté, Franca e Barretos. As demais regiões do estado, incluindo Campinas, Grande São Paulo e a Capital paulista, vão ficar na fase 2-laranja. O governo determinou ainda que nenhuma região passará para as fases 3-amarela ou 4-verde até o dia 8 de fevereiro.

Sem essas mudanças no Plano São Paulo, restringindo mais a circulação das pessoas, e com o atual ritmo de crescimento de infecções pela Covid-19, o governo paulista calculou que em 28 dias o estado poderia ter um esgotamento dos leitos de unidades de terapia intensiva (UTI).

A Prefeitura de Paulínia informou que seguirá a reclassificação do Plano São Paulo desta sexta-feira. O decreto do prefeito Du Cazellato (PL) foi publicado no Diário Oficial do Município no final desta tarde. Clique aqui para ver todas as atividades que poderão funcionar, de acordo com o ato do governo municipal.

O Plano São Paulo é dividido em cinco fases que vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (vermelho) a etapas identificadas como controle (laranja), flexibilização (amarelo), abertura parcial (verde) e normal controlado (azul). O plano divide o estado em 17 regiões e cada uma delas é classificada em uma fase do plano, dependendo de fatores como a capacidade do sistema de saúde e a evolução da epidemia.

Quinta-feira (21), a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Regional divulgou que 58 dos 645 municípios paulistas já estavam com ocupação hospitalar para pacientes graves acima de 80%. Nove desses municípios já estavam com 100% de ocupação, ou seja, não poderiam atender mais ninguém: Itaquaquecetuba, Américo Brasiliense, Promissão, Artur Nogueira, Itatiba, Socorro, Pirassununga, Fernandópolis e Porto Feliz.

Da penúltima semana de dezembro até esta sexta-feira (22), o número de casos cresceu 79% no estado, passando de uma média de 5.606 casos por dia para 10.023 casos por dia. Já o número de novas internações passou de uma média de 1.331 por dia para 1.664, com crescimento de 25%. Nesse mesmo período, o número de mortes cresceu 96%, passando de 111 mortes por dia na penúltima semana de dezembro para 218 mortes por dia esta semana.

Segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (22) pela Secretaria de Estado da Saúde, o estado tem, até este momento, 1.679.759 casos confirmados do novo coronavírus, com 51.192 mortes. Há 6.044 pacientes internados em estado grave em todo o estado, além de 7.659 internados em enfermarias.

Para tentar conter o avanço da Covid-19 e ampliar o atendimento, o governo de São Paulo vai criar 756 novos leitos no estado, vai cancelar as cirurgias eletivas, e reativar o hospital de campanha de Heliopólis, que havia deixado de atender casos de coronavírus em setembro. O hospital de campanha de Heliópolis estava instalado no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) Barradas, localizado na maior comunidade da Capital.

“Uma segunda onda de coronavírus atingiu o mundo e seus efeitos também atingiram o Brasil e o estado de São Paulo. O aumento no número de casos, internações e óbitos é extremamente preocupante”, acrescentou Doria. “É a ciência, a saúde e a medicina que determinam os caminhos que temos a seguir para proteger vidas.” O estado de São Paulo registra em média 1 óbito a cada 6 minutos por coronavírus. É o que indica a média diária de 218 novos óbitos verificada na terceira semana epidemiológica deste ano.

“O cenário para os próximos dias não é tranquilizador, muito pelo contrário, são sombrios. Nós temos risco em São Paulo, se não tomarmos as medidas necessárias, de em pouco tempo termos dificuldade de oferecer leitos de UTI para pessoas que necessitem de tratamento”, declarou João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência. “São Paulo apresenta um óbito a cada seis minutos. O tempo que demorarmos para tomar as medidas necessárias vai significar óbitos nesta velocidade.”

A pressão sobre o sistema hospitalar é preocupante. A média de ocupação de leitos de UTI por pacientes graves de Covid-19 passou de 67,5% para 71,1%, com 18,9 vagas exclusivas para coronavírus a cada 100 mil habitantes. Assim, o governo do estado endureceu o parâmetro de ocupação UTI Covid-19 de 80% para 75% para a fase vermelha e também cancelou a realização de cirurgias eletivas. O resumo com as informações sobre a reclassificação do Plano São Paulo e os indicadores epidemiológicos e de capacidade hospitalar de cada região estão disponíveis no link https://issuu.com/governosp/docs/20210121_coletiva_vf2.

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