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[Pandemia]
Ministério da Saúde confirma a 102ª morte de morador de Paulínia

Governo do estado fará nesta sexta-feira, pela terceira vez no mês, nova reclassificação do Plano SP por causa do avanço da Covid-19

21 jan 2021 – 15h05

OMinistério da Saúde confirmou a 102ª morte de morador de Paulínia em decorrência da Covid-19. Até o início da tarde desta quinta-feira (21), o número de infectados na cidade subiu para 7.193 pessoas (+54 nas últimas 24 horas), segundo o governo federal, responsável pelos números oficiais da doença no Brasil.

O boletim da Prefeitura, com dados atualizados até as 9h30 desta quinta-feira, pelo quarto dia seguido, também trouxe morte de morador de Paulínia: a 99ª, pelas contas do governo municipal, além de 5.703 infectados, 5.438 recuperados e 27 internados no Hospital Municipal “Vereador Antonio Orlando Navarro” – nove na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A 99ª morte pela Covid-19 em Paulínia se refere a um homem de  41 anos, com antecedente de doença cardiovascular. Iniciou os sintomas respiratórios no dia 20 de dezembro, sendo internado em hospital da rede privada de Campinas no último dia 30. Foi realizado diagnóstico laboratorial para o novo coronavírus pelo exame de PCR, com resultado positivo. Morreu na terça-feira passada (19).

Em todo o estado de São Paulo, a ocupação de leitos de unidades de UTI chegou na quarta-feira (20) a 70%, maior taxa registrada desde o início do ano. No dia 5 de janeiro, estava em 62,5%, o que indica que as internações vêm crescendo em um ritmo muito forte e rápido em São Paulo nas últimas semanas.

Os leitos de UTI de todo o estado estão sendo ocupados, até quarta-feira, por 6.053 pessoas. Por causa desse aumento na taxa de ocupação, o governo paulista anunciou que fará uma nova reclassificação do Plano São Paulo nesta sexta-feira (22). A expectativa é que mais regiões do estado regridam de fases.

Será a terceira vez, somente neste mês, que o governo paulista promove a reclassificação no Plano São Paulo. A primeira ocorreu no dia 8 de janeiro e a expectativa do governo era de que a próxima fosse feita somente no dia 5 de fevereiro. Mas com o crescimento rápido da contaminação, o governo acabou fazendo uma nova reclassificação no plano na sexta-feira (15).

O Plano São Paulo é dividido em cinco fases, que vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais, o vermelho, a etapas identificadas como de controle, a laranja; de flexibilização, amarelo; de abertura parcial, a verde, e a normal controlado, azul. Paulínia está na fase Amarela. O plano divide o estado em 17 regiões e cada uma delas é classificada em uma fase do plano, dependendo de fatores como a capacidade do sistema de saúde e a evolução da pandemia.

Nesta quinta-feira, Paulínia vacinou a primeira pessoa contra a Covid-19. A imunização no Brasil utiliza o imunizante CoronaVac, produzido pelo Instituto Butantan com a farmacêutica chinesa Sinovac, e que teve seu uso emergencial aprovado no domingo (17) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

No entanto, neste início da campanha de vacinação, apenas 6 milhões de doses estão sendo utilizadas no País, sendo que 1,4 milhão estão em São Paulo. Paulínia recebeu 1.120 doses no final da noite de quarta-feira (20).

O Instituto Butantan solicitou esta semana à Anvisa que outras 4,8 milhões de doses já prontas sejam também aprovadas para uso emergencial no País, o que somaria um total de 10,8 milhões de doses. Para que sejam produzidas mais doses da vacina no Brasil, o Instituto Butantan necessita que seja enviado ao Brasil matéria-prima da China.

O governo paulista, por meio de seu escritório em Xangai, tem tentado negociar com o governo chinês a importação desses insumos, uma vez que são necessários para o Instituto Butantan fabricar novas doses da vacina. “Dependemos de importação de quantidades adicionais de matéria-prima”, disse Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, que pediu apoio do governo federal nessas tratativas com o governo chinês para acelerar a liberação da matéria-prima.

Prontos

Segundo Dimas Covas, os insumos já estão prontos, esperando autorização de quatro instâncias chinesas para poder embarcar para o Brasil: os ministérios da Saúde e das Relações Exteriores, da agência reguladora de vigilância sanitária e da Aduana. Três dessas instâncias, segundo ele, já autorizaram o embarque. Falta uma delas, que ele não especificou qual.

“Nossa previsão é que um total de 5,4 mil litros devam chegar até o final deste mês a São Paulo, e mais 5,6 mil litros cheguem até o dia 10 de fevereiro (cada mil litros produz aproximadamente 1 milhão de doses). Essa matéria-prima está pronta, aguardando o trâmite burocrático. Em relação à produção, a capacidade de envase do Instituto Butantan é de 1 milhão de doses por dia, mas o processo começa com o envase, mas tem também um processo de produção, e isso demora em torno de 20 dias”, explicou Dimas Covas.

‘Estamos contando com essas 2 milhões de doses’, disse o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello (Foto: Agência Brasil)

O governo da Índia liberou as exportações comerciais de vacinas contra a Covid-19. As primeiras remessas serão enviadas na sexta-feira para Brasil e Marrocos, disse o secretário de Relações Exteriores da Índia,  Harsh Vardhan Shringla, nesta quinta-feira (21) à Reuters. O ministro das Comunicações, Fábio Faria, compartilhou a informação pelas redes sociais.

As vacinas desenvolvidas pela farmacêutica britânica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford estão sendo fabricadas no Instituto Serum da Índia, o maior produtor mundial de vacinas, que recebeu pedidos de países de todo o mundo.

O governo indiano suspendeu a exportação de doses até iniciar seu próprio programa de imunização no fim de semana passado. No início desta semana, a Índia enviou suprimentos gratuitos para países vizinhos, incluindo Butão, Maldivas, Bangladesh e Nepal.

Uso

O secretário disse que o fornecimento comercial da vacina começaria na sexta-feira, de acordo com o compromisso do primeiro-ministro Narendra Modi de que a capacidade de produção da Índia seriam usadas por toda a humanidade para combater a pandemia.

“Seguindo essa visão, respondemos positivamente aos pedidos de fornecimento de vacinas manufaturadas indianas de países de todo o mundo, começando pelos nossos vizinhos”, disse ele, referindo-se ao fornecimento gratuito. “O fornecimento das quantidades comercialmente contratadas também começará a partir de amanhã, começando por Brasil e Marrocos, seguidos pela África do Sul e Arábia Saudita.”

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, declarou em entrevista coletiva na segunda-feira  que a conclusão da viagem para trazer um carregamento de vacinas importadas da Índia deveria ter uma resolução ainda “nesta semana”. “Estamos contando com essas 2 milhões de doses para que a gente possa atender mais ainda a população”, informou Pazuello na ocasião

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