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[Pandemia]
Empresa pede à Anvisa o uso emergencial da vacina Sputnik V

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Agência Nacional de Vigilância Sanitária deve decidir neste domingo sobre liberação dos imunizantes Coronavac e AstraZeneca-Oxford

16 jan 2021 – 16h37
A Sputnik V será produzida em fábricas da empresa União Química, em Brasília e Guarulhos (Foto: Agência Brasil)

Aempresa União Química informou neste sábado (16) que protocolou na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pedido para uso emergencial no Brasil da vacina russa Sputnik V, contra a Covid-19. A solicitação, feita em conjunto com o Fundo de Investimentos Diretos da Rússia (RDIF), prevê a disponibilização de 10 milhões de doses do imunizante neste primeiro trimestre do ano.

“A Sputnik V (…) será produzida em nossas fábricas de Brasília e de Guarulhos, através de acordo de transferência de tecnologia firmado entre a companhia e o RDIF”, afirmou a União Química, em comunicado.

Neste domingo, a diretoria da Anvisa deve se reunir para decidir sobre pedidos de aval para uso emergencial das vacinas contra a Covid-19 do Instituto Butantan e da Fiocruz, respectivamente a Coronavac e a AstraZeneca-Oxford.

Até aqui a Anvisa não autorizou o uso de nenhum imunizante contra a Covid-19 no Brasil. Mas o Procon de São Paulo identificou a comercialização de vacinas falsificadas contra o coronavírus e comunicou a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que deu início às medidas de combate a esse tipo de crime.

De acordo com o secretário executivo do Comitê Nacional de Combate à Pirataria, vinculado à Secretaria Nacional do Consumidor, Guilherme Vargas, a questão é urgente. “Avaliamos a urgência do tema e acionamos a Anvisa e as outras pastas do para estabelecer estratégia conjunta para garantia a saúde e a segurança dos consumidores brasileiros”.

Com a atuação conjunta, ações de fiscalização e de repressão serão realizadas. Está em estudo a possibilidade de elaboração de campanhas de conscientização dos consumidores e veiculação de alertas nas mídias sobre os riscos da comercialização de vacinas falsificadas contra a Covid-19.

Com a expansão do comércio eletrônico, especialmente durante a pandemia, a comercialização de produtos pirateados no meio digital já é de conhecimento do comitê de combate à pirataria, que atua em conjunto com as polícias e Receita Federal.

A Senacon e a presidente do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, Juliana Domingues, alerta sobre o perigo na aquisição de vacinas falsas. “A comercialização de vacinas falsificadas expõe a enorme risco a saúde e a segurança do consumidor, pois são produtos fraudulentos e sem qualquer eficácia comprovada. As autoridades sanitárias ainda não liberaram a comercialização de vacinas no Brasil, o que demonstra que sites que oferecem o produto podem estar tentando captar dados pessoais e bancários dos consumidores”, disse.

Com o anseio da população pela vacina, já foram identificadas tentativas de comercialização de produtos falsificados em todas as regiões do Brasil. Para reunir esforços conjuntos na prevenção e repressão à venda de vacinas falsificadas, o Conselho também solicitou apoio aos Procons e à Polícia Federal via ofício.

Neste sábado (16), o Ministério da Saúde informou que um avião vai transportar 80 cilindros com oxigênio hospitalar para Manaus. A carga ajudará a abastecer e reforçar com o gás as unidades de saúde da região amazonense, que vive um colapso por causa da pandemia de Covid-19.

O transporte será feito pela mesma aeronave que na sexta-feira (15), por desentendimento comercial entre a Índia e o Brasil, teve frustrado seu voo que buscaria 2 milhões de doses da vacina AstraZeneca-Oxford em Mumbai, cidade indiana considerada a farmácia do mundo. O avião A330neo, da companhia Azul, que estava no pátio do aeroporto de Recife (PE) de onde iria para a Índia, seguiu às 23h para o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, para ser carregado com os cilindros.

Desde o fim do ano passado, o Amazonas vive um avanço nos números da doença e está com quase todos leitos clínicos e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ocupados no estado, tanto na rede pública como na privada.

Avião que buscaria vacina na Índia teve voo frustrado e, agora, levará oxigênio hospitalar a Manaus (Foto: Agência Brasil)

Além disso, por causa da alta demanda, a rede do estado tem sofrido, principalmente nos últimos dias, um desabastecimento em larga escala de oxigênio hospitalar, insumo essencial para manter a respiração de pacientes internados com a Covid-19 e outros problemas. O governo estadual já transferiu, até o momento, cerca de 230 pacientes para outros estados.

Até o momento, segundo o Ministério da Saúde, foram recrutados 198 médicos, 562 enfermeiros, 1.212 técnicos de enfermagem, 313 fisioterapeutas e 263 farmacêuticos para atuar nos serviços da rede pública de Manaus. No total, o ministério informou ter contratado 30.196 profissionais para reforçar o atendimento.

Na última quinta-feira (14), o governador do Amazonas, Wilson Lima, anunciou medidas mais drásticas para conter a disseminação da Covid-19 no estado, incluindo toque de recolher para a população, além do fechamento de uma série de atividades e comércio não essenciais.

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