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[Covid-19]
Governo de SP coloca Paulínia e 42 cidades em alerta por ocupação hospitalar

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Recomendação é para que prefeituras nesta situação restrinjam totalmente atividades não essenciais para aliviar a pressão sobre hospitais

15 jan 2021- 17h05

Ogoverno do estado colocou em alerta nesta sexta-feira (15) 43 cidades, dentre elas Paulínia, que, independentemente da classificação de suas regiões no Plano São Paulo, estão com ocupação hospitalar de pacientes graves com o novo coronavírus acima de 80%. O Ministério da Saúde também confirmou nas últimas 24 horas mais três mortes de moradores da cidade pela Covid-19, totalizando 99 desde o início da pandemia.

A recomendação do governo de São Paulo é para que as Prefeituras das cidades em alerta determinem a restrição total de atividades não essenciais para aliviar a pressão sobre hospitais públicos e particulares. A divulgação da lista de municípios com alta ocupação de UTI Covid-19 e a orientação do governo estadual foram feitas no início da tarde desta sexta-feira, durante a reclassificação antecipada do Plano São Paulo. Paulínia foi mantida na fase amarela, a terceira das cinco etapas do programa.

Confira no quadro nesta página quais são as cidades paulistas em situação de alerta e a taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de cada uma delas, conforme estatística do estado.

Esta é a segunda vez que o governo estadual chama a atenção de Paulínia por do causa aumento de internação e ocupação de leitos por pacientes contaminados pelo novo coronavírus. Na primeira, a Prefeitura contestou os dados estaduais. Nesta sexta, foi procurada pela reportagem e novamente rebateu o número do estado.

“A Prefeitura de Paulínia, via Comitê de Prevenção e Enfrentamento à Covid-19, informa que nesta sexta-feira, 15, a ocupação da Unidade de Terapia Intensiva exclusiva para Covid-19 do hospital municipal de Paulínia é de 72,2%, mesmo número de ontem, quinta-feira, 14, data que o governo estadual usou como base”, respondeu por meio de nota. “Os dados constam no boletim epidemiológico divulgado pela Administração municipal, atualizado diariamente, que apresenta variação conforme alta hospitalar, óbito ou entrada de novos pacientes na respectiva ala.” A Prefeitura não anunciou nenhuma medida adicional.

De acordo com o boletim epidemiológico da Prefeitura, até as 9h30 desta sexta-feira, Paulínia registrava 94 mortes pelo novo coronavírus, 5,5 mil moradores infectados desde o início da pandemia, 5.269 recuperados e 22 pacientes internados no Hospital Municipal “Vereador Antônio Orlando Navarro” – 10 em leitos de UTI Covid-19. Mas, para o Ministério da Saúde, responsável pelos números oficiais da doença no Brasil, já são 99 óbitos e 6.984 contaminados.

Nesta quinta-feira (14), o governo de São Paulo recebeu 600 mil testes do tipo RT-PCR para diagnóstico de casos de Covid-19, adquiridos por intermédio do Instituto Butantan. O carregamento vindo da Coreia do Sul desembarcou no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, no início da noite, em voo da companhia Korean Air.

Os kits serão usados pela Plataforma de Laboratórios para Diagnóstico da Covid-19, coordenada pelo Butantan em uma rede que conta com cerca de 30 laboratórios habilitados entre públicos, particulares e universitários.

Desde a criação da Plataforma, em abril de 2020, já foram processados mais de 1,6 milhão de testes de PCR, que identifica a presença do novo coronavírus no organismo. Atualmente, a rede possui capacidade para processar cerca de 11 mil amostras por dia, com resultado em até 48 horas a partir da chegada da amostra em laboratório. Este é o segundo lote de testes adquiridos a partir da criação da Plataforma. Em abril de 2020, o Butantan comprou 1,3 milhão de testes diagnósticos, também do tipo RT-PCR.

 Nesta sexta-feira (15), o governador João Doria (PSDB) anunciou, durante coletiva de imprensa, que disponibilizará 40 respiradores desenvolvidos pela Universidade de São Paulo (USP) para o estado do Amazonas. Cinco deles serão enviados nesta sexta. No sábado (16) irão mais cinco, no domingo (17) outras 20 unidades e na semana que vem os 10 restantes.

“Encaminharemos imediatamente para o Amazonas 40 respiradores produzidos pela Universidade de São Paulo, demonstrando a capacidade tecnológica dessa grande universidade para o atendimento emergencial àqueles que estão sofrendo com a Covid-19”, disse Doria. “Já orientei o secretário de Saúde a disponibilizar leitos nos hospitais públicos e gerenciar leitos em hospitais privados para pacientes que possam ser transportados até São Paulo para o atendimento prioritário.”

Nesta segunda-feira (18), o governo do estado de São Paulo começa a entregar as doses da vacina do Butantan ao Ministério da Saúde para a imunização dos brasileiros contra a Covid-19. Cerca de 4,5 milhões de doses prontas para aplicação serão encaminhadas para um Centro de Distribuição e Logística do Ministério da Saúde, no Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Carga com 600 mil testes do tipo RT-PCR para diagnóstico de casos de Covid-19 em Viracopos (Foto: Agência Brasil)

“As doses entregues ao Ministério da Saúde serão destinadas para todos os estados brasileiros e o Distrito Federal. Vamos aguardar que neste domingo (17) a Anvisa autorize o uso emergencial da Vacina do Butantan, assim como esperamos que o faça também para a vacina AstraZenica”, afirmou Doria. “O governo de São Paulo torce, pede e recomenda, dentro do seu limite, que a Anvisa e o Ministério da Saúde adote vacinas, não só a vacina do Butantan, não apenas a vacina da Fiocruz, mas também outras vacinas diante do quadro gravíssimo de saúde pública no País.”

O governador lembrou que o governo de São Paulo adotou em maio de 2020 as “medidas acautelatórias e contratuais para termos uma vacina segura, eficaz e disponível para os brasileiros”. “São Paulo agiu em defesa da vida, da saúde e da proteção de todos”, reforçou. As doses deverão ser utilizadas após a aprovação da Agência da Vigilância Sanitária. O Butantan já dispõe de 10,8 milhões de doses da vacina em solo brasileiro. No final de março, a carga total de imunizantes disponibilizados pelo instituto é estimada em 46 milhões de doses.

A vacina do Butantan contra o coronavírus obteve 50,38% de eficácia global no estudo clínico desenvolvido no Brasil, além de proteção de 78% em casos leves e 100% contra casos moderados e graves da Covid-19. Todos os índices são superiores ao patamar de 50% exigido pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Comitê

Os resultados foram submetidos a um comitê internacional independente e já estão com a Anvisa, que analisa o pedido de uso emergencial do imunizante no Brasil. A pesquisa envolveu 16 centros de pesquisa científica em sete estados e o Distrito Federal. O teste duplo cego, com aplicação da vacina em 50% dos voluntários e de placebo nos demais, envolveu 12,5 mil profissionais de saúde.

A vacina é desenvolvida pelo Butantan há pouco mais de seis meses, em parceria internacional com a biofarmacêutica Sinovac Biotech, sediada em Pequim. O produto é baseado na inativação do vírus Sars-CoV-2 para induzir o sistema imunológico humano a reagir contra o agente causador da Covid-19. A tecnologia é similar à de outras vacinas amplamente produzidas pelo instituto de São Paulo.

Em novembro, a revista científica Lancet, uma das mais importantes no mundo, publicou os resultados de segurança da vacina do Butantan nas fases 1 e 2, realizados na China, com 744 voluntários. A publicação mostrou que o produto é seguro e capaz de produzir resposta imune em 97% dos casos em até 28 dias após a aplicação.

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