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[Pandemia]
Prefeitos dizem que Pazuello anunciou início da vacinação no País dia 20

Informação foi passada nesta quinta-feira, em uma audiência articulada pela FNP com mais de 130 governantes das maiores cidades do Brasil

14 jan 2021 – 14h37
Avião da Azul vai decolar para a Índia, de onde retornará ao País com 2 milhões de doses de vacina (Foto: Agência Brasil)

AFrente Nacional de Prefeitos (FNP) anunciou que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, confirmou que o dia 20 de janeiro, próxima quarta-feira, é o dia D, e 10h a hora H, para o início da imunização contra a Covid-19 no Brasil. A informação foi passada nesta quinta-feira (14), em uma audiência articulada pela FNP com mais de 130 governantes das maiores cidades do País. De acordo com o Ministério da Saúde, com a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), até domingo (17), serão distribuídas 8 milhões de doses ainda em janeiro.

Segundo Pazuello, neste final de semana vão chegar as 2 milhões de doses da Astrazeneca, somando-se as 6 milhões de doses para uso emergencial produzidas pelo Butantan. “Até segunda-feira (18) essas doses estarão nos estados e partir dali farão a logística aos municípios”, disse aos prefeitos. Conforme o ministro, a distribuição será “de forma proporcional e equitativa dentro dos grupos predeterminados” (idosos em casas de longa permanência, profissionais da saúde e indígenas aldeados com mais de 18 anos).

Apesar da especulação de que as doses iniciais seriam apenas para as capitais, a vacinação começará em todo o Brasil. Para 2021, segundo o assessor especial do Ministério da Saúde, Aírton Cascavel, já estão contratadas 354 milhões de vacinas, que chegarão de forma escalonada. Ainda de acordo com Cascavel, após as 8 milhões de doses de janeiro, a previsão é de 30 milhões para fevereiro e 80 milhões para abril, assim por diante.

Sobre as iniciais 8 milhões de doses, o presidente da FNP, Jonas Donizette, falou à imprensa que serão distribuídas para 5 milhões de brasileiros, devido às particularidades nos intervalos de aplicação da segunda dose. A Astrazeneca tem um intervalo maior, de três meses, enquanto a Coronavac de três semanas. “Todas as cidades receberão as duas vacinas”, completou.

“Temos que comemorar. Em primeira mão, para nós, prefeitos, quarta-feira, às 10h, começa a vacinação”, afirmou Donizette, que liderou o encontro. Esclarecendo algumas dúvidas, como a do prefeito reeleito de Curitiba (PR), Rafael Greca, o presidente Donizette reiterou que a iniciativa privada poderá adquirir vacinas, para além das 354 milhões doses do governo que, conforme o dirigente da FNP, as ações do “poder público são centralizadas no governo federal”.

Durante o encontro, prefeitos como João Campos, de Recife (PE), e Sarto, de Fortaleza (CE), chamaram a atenção para a importância de priorizar também os profissionais de Educação. No entanto, nesse primeiro momento, o governo federal recusou o pleito, alegando a quantidade e a existência de grupos “muito mais prementes”, como colocou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros.

“O Brasil tem experiência de vacinação, sabe fazer vacinação”, declarou o prefeito reeleito de Aracaju (SE), Edvaldo Nogueira, relembrando a expertise história do país no assunto. “Para mim, esse é um dia histórico”, disse.

A instituição de um grupo de trabalho, composto pelo ministro, e por uma comissão de prefeitos integrada pelo presidente da FNP e por um prefeito por região do País. Este foi um pleito apresentado por Donizette, para reuniões periódicas, a cada dez dias, de monitoramento do Plano Nacional de Vacinação. “Não é só começar a vacinar. Tem todo o decorrer do dia a dia. É um canal direto para que prefeitos possam resolver problemas que forem surgindo”, afirmou.

Avião

Um avião da companhia aérea Azul vai decolar sexta-feira (15) para a Índia, de onde retornará ao Brasil com dois milhões de doses da vacina contra a Covid-19, informou o Ministério da Saúde. A aeronave sairá nesta tarde do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, com destino a Recife, onde pernoitará. Após a escala, partirá direto para a cidade indiana de Mumbai. As vacinas estão previstas para chegar ao Brasil a partir do próximo domingo (17). O avião pousará no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.

Ao chegar, as vacinas aguardarão o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que se reunirá no domingo para analisar o pedido de uso emergencial, apresentado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), parceira da AstraZeneca e da Universidade de Oxford no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, a vacina será distribuída aos estados em até cinco dias após o sinal verde da Anvisa, para, assim, dar início à imunização em todo o país, de forma simultânea e gratuita.

O ministério disse ainda que, além do apoio da Azul, contará com a Associação Brasileira de Empresas Aéreas por meio das companhias Gol, Latam e Voepass para a logística de transporte gratuito da vacina para Covid-19. A segurança no transporte das doses pelo Brasil será feita pelas Forças Armadas, em ação conjunta com o Ministério da Defesa.

“O sucesso da operação de importação demonstra o excelente momento das relações Brasil-Índia e a solidez da Parceria Estratégica bilateral. Os dois países têm mantido, recentemente, frequentes contatos em alto nível, pautados por espírito de solidariedade e cooperação no enfrentamento da pandemia de Covid-19”, diz nota conjunta assinada pelos ministérios da Defesa e das Relações Exteriores.

Aeronave

O avião que partirá para a Índia é um Airbus A330neo, maior aeronave da frota da companhia e estará equipado com contêineres específicos para garantir o controle de temperatura das doses de acordo com as recomendações do fabricante.

Na quarta-feira (13), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou as empresas aéreas a transportarem vacinas refrigeradas com gelo seco na cabine de passageiros. O transporte só ocorrerá, entretanto, se não houver passageiros durante o voo. A medida alterou outra resolução da Anac, de dezembro do ano passado, que aprovou diretrizes para permitir, em caráter excepcional, o transporte de carga nos compartimentos de passageiros devido à pandemia do novo coronavírus.

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