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[Pandemia]
Paulínia ultrapassa a marca de 5 mil infectados, segundo a Prefeitura

Para o Ministério da Saúde, responsável pelos números do novo coronavírus no Brasil, o total de contaminados na cidade é de 6.384 moradores

26 dez 2020 – 16h43
Mais de 1,6 mil moradores aguardam resultados de exames para confirmação da doença (Foto: Divulgação)

Paulínia ultrapassou neste sábado (26) a marca de 5 mil moradores infectados pela Covid-19 desde o início da pandemia, segundo dados divulgados pela Prefeitura. Mas, para o Ministério da Saúde, responsável pelas estatísticas oficiais da doença no Brasil, os contaminados já chegam a 6.384 no município. Até agora 90 pessoas morreram – o governo municipal contabiliza 88.

O boletim epidemiológico da Prefeitura de Paulínia trouxe, até as 9h30 deste sábado, 4.863 moradores da cidade recuperados da doença. Os doentes em razão do novo coronavírus no Hospital Municipal “Vereador Antônio Orlando Navarro” somam 18 – dez deles em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Outros 1.676 aguardam resultados de exames para confirmação da doença.

A Região Metropolitana de Campinas (RMC) fechou a 51ª Semana Epidemiológica, entre os dias 13 a 19 de dezembro, com a notificação de 5,5 mil novos casos, aumento de 20,27% em relação ao período anterior. A alta também foi registrada no número de mortes: foram 69 no intervalo, expressando uma variação positiva de 23,21%. É o que mostra a nota técnica do Observatório PUC-Campinas.

De acordo com o infectologista André Giglio Bueno, os dados expõem com clareza o crescimento dos casos desde 45ª Semana Epidemiológica. “Desde o início de novembro, estamos observando um aumento na intensidade de circulação do vírus e na pressão sobre o sistema de saúde”, diz o professor da Faculdade de Medicina da PUC-Campinas, reforçando que a taxa de ocupação de leitos de UTI se mantém alta, acima dos 80%.

Considerando todo o Departamento Regional de Saúde de Campinas (DRS-Campinas), do qual a RMC faz parte, os dados também sinalizam um cenário preocupante: foram contabilizados 6.920 casos e 93 óbitos, aumentos de 14,11% e 34,78%, respectivamente. Só em Campinas, epicentro da pandemia na região, houve notificação de 1.392 infecções e 17 mortes. A taxa de mortalidade do município segue, com isso, sendo uma das piores em nível regional: 120 por 100 mil pessoas. A de Paulínia é de 82.

Dado o contexto, o médico cobra ações mais enérgicas do poder público. “A ações de educação e conscientização da população por parte das prefeituras e estado estão sendo atrapalhadas por trágicas estratégias de comunicação do governo federal, propagando desinformação, inclusive do próprio Ministério da Saúde. Por aqui, a aposta para evitar uma situação ainda pior no início de 2021 segue na esperança de que as pessoas entendam a gravidade da situação atual e passem a adotar com mais rigor todas as medidas de prevenção”, avalia.

Com a iminência da segunda onda, medidas como limitação de horário para funcionamento dos estabelecimentos, além da proibição de venda de bebida alcoólica após às 20 horas, foram impostas e devem tornar o cenário mais dramático para a atividade econômica, sobretudo no contexto de austeridade fiscal adotado pelo governo. “Até o momento, o governo não anunciou o que vai fazer com o Auxílio Emergencial e com o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda”, afirma o economista Paulo Oliveira, destacando a importância dessas iniciativas para a manutenção do consumo.

“O que podemos afirmar é que, sem medidas de proteção de renda e do emprego, e, diante do cenário econômico e social, os efeitos de uma possível segunda onda serão devastadores para a economia brasileira e, consequentemente, para a economia regional”, aponta.

Os dados do novo coronavírus nos municípios paulistas, inclusive os da RMC, estão disponíveis na plataforma interativa do Observatório PUC-Campinas pelo endereço https://observatorio.puc-campinas.edu.br/covid-19/.

Observatório

O Observatório PUC-Campinas, lançado no dia 12 de junho de 2018, nasceu com o propósito de atender às três atividades-fim da universidade: a pesquisa, por meio da coleta e sistematização de dados socioeconômicos da Região Metropolitana de Campinas; o ensino, impactado pelos resultados obtidos, que são transformados em conteúdo disciplinar; e a extensão, que divide o conhecimento com a comunidade.

A plataforma, de modo simplificado, se destina à divulgação de estudos temáticos regionais e promove a discussão sobre o desenvolvimento econômico e social da RMC. As informações, que englobam indicadores sobre renda, trabalho, emprego, setores econômicos, educação, sustentabilidade e saúde, são de interesse da comunidade acadêmica, de gestores públicos e de todos os cidadãos.

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