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[Pandemia]
Mais 5,5 milhões de doses da Coronavac chegam em São Paulo no dia 24

Instituto Butantan ainda aguarda outros dois lotes na última semana do ano, encerrando 2020 com 10,8 milhões de doses em solo brasileiro

21 dez 2020 – 16h15
Quarto lote de imunizantes chegará no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (Foto: Agência Brasil)

Ogovernador João Doria (PSDB) confirmou para a próxima quinta-feira (24) a chegada de insumos para que o Instituto Butantan assegure mais 5,5 milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus. Além do carregamento da véspera de Natal, outros dois devem desembarcar no País na última semana do ano, totalizando 10,8 milhões de doses em solo brasileiro.

“São Paulo recebe, na véspera do Natal, mais 5,5 milhões de doses da vacina do Butantan, representando o maior lote já desembarcado no Brasil”, afirmou o governador. “Com isso, São Paulo terá até 31 de dezembro, ainda este ano, 10,8 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 em solo brasileiro”, acrescentou Doria. O Plano Estadual de Imunização começa no dia 25 de janeiro.

O quarto lote de imunizantes chega em voo que irá pousar no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. Os três carregamentos anteriores, enviados também em dezembro pela biofarmacêutica Sinovac Biotech, de Pequim, desembarcaram no Aeroporto de Cumbica, na cidade de Guarulhos.

As remessas anteriores garantiram 3,12 milhões de doses ao Butantan. O novo carregamento é formado por 2,1 milhões de doses já prontas para aplicação e mais 2,1 mil litros de insumos, correspondentes a 3,4 milhões de doses. Os carregamentos finais de 2020 estão previstos para os dias 28, com 400 mil doses, e 30, com mais 1,6 milhão de doses.

A parceria entre o Butantan e o laboratório da China é desenvolvida desde o dia 10 de junho. “Passados seis meses, nós temos a vacina sendo produzida e estoque para atender o Brasil”, afirmou o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas. “Preciso agradecer a cada um dos 2,6 mil funcionários do Butantan. São pessoas que se desdobram dia e noite para que este conjunto de ações possa continuar acontecendo”, reforçou.

O estudo clínico conclusivo da vacina do Butantan será divulgado nesta quarta (23). Com os resultados, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai receber tanto o pedido de registro definitivo como para uso emergencial. O imunizante foi testado em 16 centros de pesquisa clínica com cerca de 12,5 mil participantes.

Em novembro, a revista científica Lancet, uma das mais importantes no mundo, publicou os resultados de segurança da Coronavac nas fases 1 e 2, realizados na China, com 744 voluntários. A publicação mostrou que a vacina é segura e tem capacidade de produzir resposta imune em 97% dos casos no prazo de até 28 dias após a aplicação.

Doria também anunciou que estão sendo adquiridas 100 milhões de seringas e agulhas para aplicação da vacina contra o novo coronavírus durante a campanha prevista para começar em 25 de janeiro. Para tanto, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) dividiu as compras em 27 pregões, realizados entre 18 e 23 de dezembro. Cada pregão prevê a aquisição de 2 milhões de unidades de seringas de 1 e de 3 ml e três tipos de agulhas.

“São Paulo está adicionando mais 100 milhões de seringas e agulhas ao seu estoque para a vacinação contra Covid-19. Estamos ampliando o estoque para termos certeza e convicção de que nenhum insumo faltará ao estado de São Paulo, para atender a população na vacinação que começa no dia 25 de janeiro. Todos os insumos serão distribuídos nos 645 municípios do estado”, disse Doria.

 Os primeiros pregões foram abertos na última sexta-feira (18) e a SES já garantiu a aquisição de 2 milhões dos insumos. Nesta segunda, terão sequência as compras e as empresas interessadas podem acessar o site da Bolsa Eletrônica de Compras (BEC) de SP (https://www.bec.sp.gov.br).

A estratégia fracionada tem o objetivo de garantir estoques para aplicação de vacinas na população, de acordo com o cronograma e públicos prioritários previstos pelo Plano Estadual de Imunização (PEI) de São Paulo. As empresas vencedoras poderão entregar os insumos até julho, de acordo com a definição de cada um dos pregões.

O governo de São Paulo já havia adquirido, neste segundo semestre de 2020, outras 21 milhões de seringas e agulhas para as vacinações de rotina do ano, contando com uma reserva estratégica de 11 milhões para a imunização do novo coronavírus. Estes insumos foram distribuídos para os 27 Grupos de Vigilância Epidemiológica localizados em todas as regiões. Em 2019, 77 milhões de seringas e agulhas foram utilizadas nas ações de rotina de imunização contra múltiplas doenças.

“Estamos preparados para a vacinação contra a Covid-19, com definição de grupos prioritários e faseamento. Nosso programa de imunização tem expertise de mais de cinco décadas, foi pioneiro no Brasil, prezando sempre pela proteção e segurança da população e seguindo protocolos de saúde nacionais e internacionais”, destacou Jean Gorinchteyn, secretário de Estado da Saúde.

Na primeira fase da vacinação está prevista a imunização de 9 milhões de pessoas dos grupos prioritários: profissionais de saúde, idosos, moradores de casas asilares, indígenas e quilombolas.

Pfizer

A agência reguladora de medicamentos da Europa aprovou nesta segunda-feira (21) o uso da vacina contra Covid-19 desenvolvida conjuntamente pela empresa norte-americana Pfizer e por sua parceira alemã BioNTech, colocando o continente a caminho de iniciar a vacinação dentro de uma semana.

Países da União Europeia, como França, Alemanha, Áustria e Itália, disseram que planejam começar suas vacinações em 27 de dezembro – a Europa está tentando seguir o caminho de Estados Unidos e do Reino Unido, onde a imunização começou neste mês.

Depois de receber o aval da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), a etapa final é a aprovação da Comissão Europeia, que é esperada nos próximos dias. Normalmente, a comissão segue o conselho da EMA.

Os preparativos para a distribuição da vacina ocorrem no momento em que a identificação de uma nova variante altamente infecciosa do coronavírus no Reino Unido provocou caos na região, levando países a suspenderem o transporte com o território britânico e transtornando o comércio na iminência do feriado de Natal.

A pandemia, que já matou cerca de 470 mil europeus, está ganhando ímpeto nos meses frios e arrasando economias. Muitos governos impuseram restrições mais rigorosas às famílias para tentar conter uma segunda onda de infecções e evitar sobrecarregar o sistema de saúde.

Estudantes de Medicina, médicos aposentados, farmacêuticos e militares estão sendo recrutados para uma campanha europeia de vacinação de escala inédita.

Devido a uma abordagem de aceleração gradativa, profissionais de saúde e moradores de casas de repouso serão priorizados, e a maioria dos esquemas nacionais não chegará ao público em geral até o fim do primeiro trimestre de 2021, na melhor das hipóteses.

O objetivo dos 27 países da UE é atingir uma cobertura de 70% de seus 450 milhões de habitantes. No sábado (19), a agência reguladora de medicamentos da Suíça autorizou o uso da vacina para pessoas com mais de 16 anos.

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