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[Pandemia]
Ministério da Saúde contabiliza 90ª morte pelo coronavírus em Paulínia

Pfizer inicia processo de registro para vacina contra a Covid-19 na Anvisa; é o primeiro passo para que tratamento obtenha autorização da agência

26 nov 2020 – 14h12
Vacina, denominada BNT162b2, é desenvolvida pela Pfizer e pela empresa alemã BioNTech (Foto: Agência Brasil)

OMinistério da Saúde contabilizou até o início da tarde desta quinta-feira (27) 90 mortes em decorrência da Covid-19 em Paulínia desde o início da pandemia. O órgão é responsável pelos números oficiais da doença no Brasil, com base nos dados informados pelas secretariais estaduais.

O boletim epidemiológico da tarde desta quinta-feira da Prefeitura de Paulínia trouxe 88 óbitos – dois a menos em comparação aos do Ministério da Saúde. O total de moradores infectados também é divergente. O governo federal contabiliza 5.756 contaminados e o município, 4.281. Até aqui se recuperaram da doença na cidade 4.129 moradores.

A Prefeitura alega que seu boletim diário apresenta dois óbitos e 1.475 infectados a menos que as estatísticas oficiais do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde, atualizadas até o início da noite de quarta-feira (25), por causa da demora de ser notificada pelo estado de casos de moradores da cidade atendidos em outros municípios; e da eventual duplicidade de notificações de atendidos em outras cidades e também em Paulínia. A Secretaria de Estado da Saúde informou que confere todas notificações e faz as atualizações necessárias.

Na quarta-feira, a farmacêutica Pfizer informou que deu início ao processo de pedido de registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da vacina que desenvolve para o combate à Covid-19. É o primeiro passo para que o tratamento possa obter a autorização da agência e seja disponibilizado no país. O requerimento será realizado na modalidade de “submissão continuada”, criado pela agência para vacinas específicas contra a Covid-19 com o objetivo de agilizar procedimentos de análise.

A vacina, denominada tecnicamente de BNT162b2, é desenvolvida pela Pfizer e pela empresa alemã BioNTech. Neste mês, as companhias anunciaram a conclusão dos testes e declararam que a vacina obteve 95% de eficácia no tratamento contra a doença causada pelo novo coronavírus.

Os dados sobre a vacina serão repassados em etapas. Entre eles os resultados dos exames da fase 3, quando foram avaliados pacientes tanto infectados quanto sem o novo coronavírus. Este foi iniciado no fim de julho e contou com a participação de 43,6 mil pessoas de 150 locais de países diversos, como Estados Unidos, África do Sul, Argentina e Brasil.

Aqui, foram incluídos no estudo 2,9 mil voluntários. O processo foi conduzido pelo Centro Paulista de Investigação Clínica, de São Paulo, e pelas Obras Assistenciais Irmã Dulce, em Salvador. Também serão entregues informações sobre amostras de 38 mil pessoas que participaram dos processos de análise sobre a eficácia e a segurança da vacina.

A Pfizer não detalhou em seu comunicado oficial se há previsão para o encaminhamento do conjunto das informações sobre o estudo e a oficialização do requerimento, condição para que a vacina comece a ser distribuída no país. A farmacêutica apenas informou que os resultados serão publicados em periódicos acadêmicos quanto o ensaio clínico for concluído.

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