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[Covid-19]
São Paulo volta a proibir agendamento de cirurgias eletivas no estado

Medida vale para hospitais públicos, filantrópicos e particulares; para atender casos da doença, o governo estadual vetou também desmobilização de leitos

20 nov 2020 – 14h12
Medidas seriam respostas à elevação da curva de contaminação de Covid-19 no estado (Foto: Agência Brasil)

Ogoverno de São Paulo voltou a proibir o agendamento de cirurgias eletivas (aquelas consideradas não emergenciais) em todos os hospitais públicos, filantrópicos e até particulares do estado. A informação é do secretário da Saúde de São Paulo, Jean Carlo Gorinchteyn, que informou que o decreto deveria ser publicado ainda na quinta-feira (19).

Pelo decreto, também será vedada a desmobilização de leitos para atendimento de pacientes com o novo coronavírus, seja de unidade de terapia intensiva ou de enfermaria.

“O governo do estado de São Paulo, em conjunto com a Secretaria de Estado da Saúde e o Comitê de Contingência da Covid-19, sempre com o compromisso de garantir e preservar vidas, assina uma decreto que determina a todos os hospitais públicos, filantrópicos, e privados a não desmobilização de qualquer leito, seja ele de unidade de terapia intensiva ou de enfermaria”, disse Gorinchteyn.

O secretário explicou que a marcação de novas cirurgias eletivas ficará suspensa para que se garantam leitos para todos os pacientes com Covid-19 que deles necessitem para sua assistência hospitalar.

Segundo Gorinchteyn, as medidas são respostas à elevação da curva de contaminação de Covid-19 no estado. “Essa elevação da curva promove a necessidade de medidas estratégicas e de forma cautelar”, disse o secretário.

Ele voltou a pedir apoio da população para enfrentar a alta nos casos de Covid-19 registrada no estado.  “Entendemos que o cansaço das pessoas possa ter uma ação sobre suas atitudes que, eventualmente, sejam irresponsáveis. Mas esse cansaço não pode, de forma alguma, ser maior do que o medo e o respeito que tínhamos pela Covid”, afirmou.

“São essas pessoas que saem e se aglomeram que disseminam o vírus na nossa população e retornam para suas casas, expondo aqueles que estão em quarentena, respeitando as regras e ritos, principalmente idosos e portadores de doenças crônicas”, destacou.

Conforme dados do governo estadual, São Paulo está com 43,5% de taxa de ocupação nas unidades de terapia intensiva no estado, e de 49,7% na Grande São Paulo.

Merenda

O governador João Doria (PSDB) também anunciou quinta-feira que o governo de São Paulo manterá o programa Merenda em Casa nos meses de novembro e dezembro para 770 mil estudantes da rede estadual. No total, o investimento será de R$ 345 milhões até o fim do ano.

A oitava parcela do subsídio foi paga nesta semana e a previsão é de que benefício de dezembro seja transferido ao longo do mês. “O programa atende os estudantes mais carentes, aqueles que vivem, infelizmente, em situação de pobreza ou extrema pobreza e que recebem a oportunidade de fazerem a sua merenda em suas casas”, disse Doria.

O Merenda em Casa foi implementado há oito meses para destinar aos estudantes de famílias mais vulneráveis o valor de R$ 55 por aluno para a compra de alimentos, durante o período de suspensão de aulas presenciais por conta da pandemia do novo coronavírus. Embora em parte do estado as escolas já tenham retornado as atividades presenciais, o governo de São Paulo resolveu garantir o benefício até o fim do ano.

“Logo após a suspensão das aulas presenciais, olhamos para os estudantes que estavam na extrema pobreza, inscritos no Bolsa Família ou no Cadastro Único. Desde abril, os estudantes que mais precisam receberam este benefício de R$ 55, todos os meses”, destacou o secretário da Educação, Rossieli Soares.

Mensalmente, desde abril, mais de 770 mil estudantes matriculados na rede estadual são beneficiados. Os alunos são de famílias que recebem o Bolsa Família ou vivem em situação de extrema pobreza e não recebem o benefício federal, de acordo com o Cadastro Único do Ministério da Cidadania. O repasse de R$ 55 é subsidiado integralmente pelo governo de São Paulo.

Pagamento

O pagamento do Merenda em Casa é realizado por meio do aplicativo PicPay, que pode ser usado em qualquer smartphone. Os beneficiários que já receberam o subsídio nos meses anteriores e, portanto, fizeram cadastro e validaram a identidade, não precisam repetir o trâmite, pois o pagamento vai cair automaticamente.

Para ter acesso ao benefício não é necessário ter conta bancária ou cartão de crédito. É possível sacar o dinheiro em um caixa eletrônico da rede 24Horas e transferir o valor para outras contas, sem taxa adicional.

Os beneficiários poderão fazer pagamentos por meio do celular em mais de 2,5 milhões de estabelecimentos que aceitam PicPay. As lojas são identificadas por placas com o QR Code do aplicativo ou no próprio sistema de buscas da ferramenta digital.

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