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[Tristeza]
Paulínia divulga mais duas mortes pela Covid-19 e total chega a 86

Segundo a Prefeitura, cidade tem 4.142 casos confirmados do novo coronavírus desde o início da pandemia; para o Ministério da Saúde, já são 5.635

18 nov 2020 – 15h42
Coronavac é segura e produz resposta imune no organismo 28 dias após sua aplicação (Foto: Agência Brasil)

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Prefeitura confirmou mais duas mortes pelo novo coronavírus no início da tarde desta quarta-feira (18), elevando para 85 o total de moradores de Paulínia que perderam a batalha para a Covid-19 desde o início da pandemia. Conforme os números do governo municipal, a cidade acumula 4.142 casos confirmados da doença. Para o Ministério da Saúde, já são 5.635.

De acordo com o Comitê de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus de Paulínia, a:

  • 85ª morte

Trata-se de um homem de 64 anos, sem doenças anteriores informadas. Iniciou os sintomas respiratórios no dia 4 de novembro. Foi realizado diagnóstico laboratorial para a Covid-19 pelo exame de PCR em 10 de novembro, com resultado positivo. Chegou ao Hospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro” em parada cardiorrespiratória na terça-feira, 17, e morreu.

  • 86ª morte

Refere-se a um homem de 87 anos, com antecedentes de doença cardiovascular e insuficiência renal, conforme a Prefeitura. Iniciou os sintomas respiratórios no dia 13 de outubro, sendo internado no mesmo dia em hospital da rede privada de Campinas. Foi realizado diagnóstico laboratorial para a Covid-19 pelo exame de PCR, com resultado positivo. Morreu no dia 11 de novembro.

“A Administração municipal se solidariza com todos os familiares e amigos”, ressaltou a nota da Prefeitura de Paulínia. A cidade, até as 9h30 desta quarta-feira, tinha nove pacientes internados no hospital municipal em decorrência da Covid-19 (oito positivos e um suspeito). Três deles ocupavam leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Desde o início da pandemia, 3.972 pacientes se recuperaram do novo coronavírus.

Na noite desta terça-feira (17), os resultados dos estudos clínicos da Coronavac, vacina em desenvolvimento pela parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac Life Science, foram publicados pela revista científica Lancet Infectious Diseases. A publicação mostra que a vacina é segura e tem capacidade de produzir resposta imune no organismo 28 dias após sua aplicação em 97% dos casos.

Os resultados publicados na Lancet, que contam com a revisão de diversos cientistas, são mais um passo importante para o desenvolvimento da vacina, que está em fase 3 de testes em diversas regiões do Brasil desde julho deste ano. Os detalhes da publicação podem ser conferidos no próprio site da Lancet: http://www.thelancet-press.com/embargo/covidvaccinetlid.pdf.

As fases 1 e 2 reuniram 744 voluntários na China, com idades entre 18 e 59 anos. Os dados mostram que as reações adversas foram leves e nenhum efeito adverso sério relacionado à vacina foi identificado. A reação mais comum foi dor no local da aplicação. A taxa de soroconversão entre os voluntários que receberam a vacina, ou seja, produção de anticorpos, ficou acima dos 90%.

O artigo científico apresenta dados que já eram de conhecimento do Instituto Butantan e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), uma vez que a partir deles foi possível aprovar o uso emergencial em mais de 50 mil pessoas na China e a realização do estudo de fase 3 no Brasil.

Em fase final de estudos no Brasil, a Coronavac é considerada uma das vacinas mais promissoras no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), e vem sendo testada em sete estados brasileiros, além do Distrito Federal.

 Coordenado pelo Instituto Butantan, os testes envolvem 13 mil profissionais de saúde em 16 centros de pesquisa de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Até o momento, mais de 10 mil pessoas já receberam ao menos uma das duas doses da vacina ou placebo.

Para determinar a eficácia da Coronavac, é preciso que 151 participantes que receberam a substância sejam contaminados pelo coronavírus. A partir desta amostragem, haverá a comparação com o total dos que receberam a vacina e, eventualmente, também tenham diagnóstico positivo de Covid-19.

Se o imunizante atingir os índices necessários de eficácia e segurança, deverá ser submetido à avaliação da Anvisa para registro e posterior uso em campanhas de imunização contra o coronavírus. As primeiras doses do imunizante devem chegar em São Paulo ainda esta semana.

Além do Brasil, a Coronavac também está sendo testada em estudo de Fase 3 na Indonésia e na Turquia. “Nossas descobertas mostram que a Coronavac é capaz de induzir uma rápida resposta de anticorpos em quatro semanas da imunização, ao dar duas doses da vacina em um intervalo de 14 dias”, disse Zhu Fengcai, um dos autores de artigo publicado na revista médica The Lancet Infectious Diseases.

“Acreditamos que isso faz a vacina adequada para uso emergencial durante a pandemia”, acrescentou Zhu em comunicado publicado juntamente com o artigo. Segundo os pesquisadores, os resultados do estudo amplo de Fase 3 serão cruciais para determinar se a resposta imune gerada pela Coronavac é suficiente para proteger as pessoas da infecção pelo novo coronavírus.

Naor Bar-Zeev, da Universidade John Hopkins, que não esteve envolvido no estudo, disse que os resultados devem ser interpretados com cautela até que os resultados da Fase 3 sejam publicados. “Mas mesmo aí, depois da conclusão dos testes em Fase 3 e depois do registro, devemos permanecer cautelosos”, acrescentou.

Gang Zeng, pesquisador da Sinovac envolvido no estudo com a Coronavac, afirmou que a vacina pode ser atrativa porque pode ser armazenada em temperatura de geladeira de 2 a 8 graus Celsius e permanecer estável por até três anos. “Ofereceria algumas vantagens na distribuição para regiões onde o acesso a refrigeradores é desafiador”, disse o autor.

Esta é mais uma das notícias animadoras divulgadas neste mês, em que as farmacêuticas norte-americanas Pfizer e Moderna mostraram que suas vacinas experimentais são mais de 90% efetivas, com base em dados preliminares de testes em estágio avançado.

Pfizer

A Pfizer Inc informou nesta quarta-feira que os resultados finais do teste de estágio avançado de sua vacina para Covid-19 mostram que o imunizante é 95% eficaz, acrescentando ter os dados de segurança exigidos referentes a dois meses e que solicitaria autorização para uso emergencial nos Estados Unidos em alguns dias.

A farmacêutica afirmou, ainda, que a eficácia da vacina desenvolvida em parceira com alemã BioNTech SE foi consistente em dados demográficos de idade e etnia, e que não houve efeitos colaterais importantes, um sinal de que a imunização poderia ser amplamente utilizada ao redor do mundo.

A eficácia em adultos com mais de 65 anos, que estão particularmente sob risco de contrair o vírus, foi superior a 94%. A análise final vem apenas uma semana após os resultados iniciais do ensaio terem mostrado que a vacina era mais de 90% eficaz.

A concorrente Moderna divulgou na segunda-feira (16) dados preliminares para sua vacina, mostrando eficácia semelhante. Os dados melhores do que o esperado para as duas vacinas, ambas desenvolvidas com a nova tecnologia conhecida como RNA mensageiro (mRNA), aumentaram as esperanças do fim de uma pandemia que já matou mais de 1,3 milhão de pessoas em todo o mundo e causou estragos na economia e na vida cotidiana.

A farmacêutica reiterou que espera produzir até 50 milhões de doses de vacinas este ano, o suficiente para proteger 25 milhões de pessoas, e então produzir até 1,3 bilhão de doses em 2021.

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