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[Pandemia]
Comitê registra a 84ª morte pelo novo coronavírus em Paulínia

Pfizer e BioNTech dizem que sua vacina contra a Covid-19 é 90% eficaz; anúncio foi feito nesta segunda-feira por Albert Bourla, presidente do laboratório

9 nov 2020 – 13h50
Vítima deu entrada no Hospital Municipal ‘Vereador Antônio Orlando Navarro’ no último dia 2 (Foto: Agência Brasil)

Paulínia confirmou nesta segunda-feira (9) mais uma morte em decorrência da Covid-19. Desde o início da pandemia, 84 moradores da cidade já perderam a batalha contra o novo coronavírus. Ato todo, segundo o boletim epidemiológico diário da Prefeitura, 4.041 pessoas se contaminaram e 3.902 se recuperaram da doença.

O Comitê de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus informou que a 84ª morte pela Covid-19 em Paulínia se trata de uma mulher de 82 anos, com antecedentes de diabetes mellitus e doença cardiovascular. Iniciou os sintomas respiratórios em 28 de outubro e deu entrada no Hospital Municipal “Vereador Antônio Orlando Navarro”, no último dia 2.

De acordo com a Prefeitura de Paulínia, foi realizado diagnóstico laboratorial para a Covid-19 pelo exame de PCR para confirmar o resultado positivo para o novo coronavírus na paciente. A mulher morreu no último sábado (7). “A Administração municipal se solidariza com todos os familiares e amigos”, destacou o governo em nota oficial.

Também nesta segunda-feira, a Pfizer disse que sua vacina experimental contra a Covid-19 mostrou ser 90% eficaz na prevenção da doença, com base em dados iniciais de um estudo amplo, numa grande vitória na luta contra a pandemia que matou mais de 1 milhão de pessoas, abalou a economia global e causou impacto no cotidiano das pessoas.

A Pfizer e sua parceira alemã BioNTech são as primeiras farmacêuticas a anunciarem dados bem-sucedidos de um ensaio clínico em larga escala com uma potencial vacina contra o novo coronavírus. As empresas disseram que, até o momento, não encontraram nenhuma preocupação de segurança com a candidata a imunizante e que esperam pedir autorização para uso emergencial da vacina nos Estados Unidos (EUA) neste mês.

Se obtiver a autorização, o número de doses da vacina será limitado inicialmente. Uma das questões pendentes é por quanto tempo a vacina fornecerá proteção. No entanto, a notícia divulgada dá esperanças de que outras vacinas em desenvolvimento contra o novo coronavírus também possam se mostrar eficazes.

“Hoje é um grande dia para a ciência e para a humanidade”, disse Albert Bourla, presidente executivo e chairman da Pfizer, em comunicado. “Estamos atingindo esse marco crucial em nosso programa de desenvolvimento de vacina no momento em que o mundo mais precisa, com as taxas de infecção atingindo novos recordes, hospitais ficando superlotados e economias sofrendo para reabrir.”

O governador João Doria (PSDB) esteve nesta segunda-feira no Instituto Butantan para acompanhar o início das obras da nova fábrica da vacina Coronavac. Com capacidade de produção de 100 milhões de doses por ano, a planta será construída com doações da iniciativa privada realizadas durante as reuniões do Comitê Empresarial Solidário e Econômico.

A nova fábrica do Butantan terá cerca de 10 mil metros quadrados e além de produzir as doses da vacina contra a Covid-19, poderá produzir outros imunizantes fabricados no Instituto Butantan. A previsão de conclusão das obras é de até 10 meses, com um custo de R$ 160 milhões. Já foram arrecadados até o momento R$ 130 milhões com doações de 24 empresas dos mais diversos setores da economia. As doações estão sendo coordenadas pela organização social Comunitas, com o apoio da Invest-SP.

A Coronavac, desenvolvida pela parceria do Instituto Butantan com a farmacêutica chinesa Sinovac Life Science, está em fase final de testes clínicos, que quando finalizados serão submetidos para aprovação e registro da Anvisa. Somente após essas aprovações, as doses serão disponibilizadas para a aplicação.

Após autorização da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária e das Autoridades Sanitárias da China, o Instituto Butantan receberá as primeiras 120 mil doses da Coronavac com chegada prevista para o dia 20 de novembro no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A matéria-prima será transportada em bolsas de 200 litros dispostas em containers refrigerados, já que a Coronavac não necessita de temperaturas negativas para seu armazenamento.

Até dezembro de 2020, o Instituto Butantan receberá 46 milhões de doses da Coronavac, sendo 6 milhões de doses da vacina já prontas para aplicação e outras 40 milhões que serão formuladas e envasadas em fábrica própria do Instituto. Outras 15 milhões de doses devem chegar até fevereiro de 2021. O transporte da matéria-prima usada na vacina será feito por aviões fretados e comerciais para transportar a carga da China até o Brasil.

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