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[Covid-19]
Governo de SP e Ministério da Saúde acertam compra da vacina do Butantan

Acordo entre o governador João Doria, o Ministro Eduardo Pazuello e outros 23 chefes de estados do País confirma aquisição do imunizante

20 out 2020 – 16h50
Coronavac é desenvolvida em parceria entre a chinesa Sinovac Life Science e o Instituto Butantan (Foto: Agência Brasil)

Ogoverno de São Paulo chegou a um acordo com o Ministério da Saúde para a aquisição via Sistema Único de Saúde (SUS) de 46 milhões de doses da vacina Coronavac, desenvolvida em parceria internacional entre a biofarmacêutica chinesa Sinovac Life Science e o Instituto Butantan, até o final de dezembro de 2020.

O governo federal confirmou que irá adquirir o imunizante após aprovação na Anvisa. O potencial imunizante contra o coronavírus está em fase final de estudos clínicos no Brasil e se mostrou totalmente seguro nos testes realizados desde o final de julho.

O acordo foi realizado durante reunião virtual entre o governador João Doria, o Ministro Eduardo Pazuello e outros 23 chefes de estados brasileiros.

A expectativa é que a vacinação nacional possa iniciar em janeiro do próximo ano. Os detalhes sobre a inclusão da Coronavac no Plano Nacional de Imunizações serão divulgados após a formalização do acordo.

Segundo o Ministério da Saúde, esta ação é mais um passo na estratégia de ampliar a oferta de vacinação para os brasileiros. O ministério já tinha acordo com a AstraZeneca/Oxford, que previa 100 milhões de doses da vacina, e outro acordo com a iniciativa Covax, da Organização Mundial da Saúde, com mais 40 milhões de doses.

Somadas, as três vacinas – AstraZeneca, Covax e Butantan/Sinovac – representam 186 milhões de doses, a serem disponibilizadas ainda no primeiro semestre de 2021. A Coronavac já está na Fase 3 de testes em humanos. Ao todo, os testes com a Coronavac – que tiveram início no Brasil em julho – serão realizados em 13 mil voluntários.

Caso a última etapa de testes comprove a eficácia da vacina, ou seja, comprove que ela realmente protege contra o novo coronavírus, o acordo entre a Sinovac e o Butantan prevê a transferência de tecnologia para produção do imunizante no Brasil. A Coronavac prevê a administração de duas doses por pessoa.

Ontem (19), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, anunciou que a CoronaVac é uma vacina segura, ou seja, ela não apresenta efeitos colaterais graves. Ele também disse que os resultados de eficácia ainda não foram finalizados, mas que ele espera que isso seja possível de acontecer até dezembro deste ano.

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