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[Saúde]
UTI Covid-19 do hospital municipal de Paulínia está sem ar condicionado

Cirurgias eletivas também precisaram ser canceladas por causa das altas temperaturas no bloco 2 da unidade; superintendente suspeita de sabotagem

8 out 2020 – 20h10
Hospital Municipal de Paulínia ‘Vereador Antônio Orlando Navarro’: altas temperaturas (Foto: Divulgação)

Obloco 2 do Hospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro”, onde fica a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinada a pacientes Covid-19, está sem ar condicionado desde o final do mês passado. No local, até as 9h30 desta quinta-feira (8), estavam seis pessoas internadas – dois casos suspeitos e quatro confirmados do novo coronavírus. Cirurgias eletivas também foram canceladas. A direção do hospital suspeita de sabotagem.

A superintendente do hospital municipal, Maria Bernadette Zambotto Vianna, registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia de Paulínia no último dia 30 de setembro, mas o caso somente veio à tona nesta quinta-feira com a divulgação da cópia do B.O. em grupos de rede social. O problema no sistema de ar condicionado ocorre em um momento que a região vive ondas de calor extremo com registro de temperaturas de até 40 graus celsius. Na UTI não há nem janelas.

No bloco 2 do hospital municipal de Paulínia, além da UTI Covid-19, estão ainda localizados o centro cirúrgico, o centro obstétrico, o ambulatório de pequenas cirurgias e o laboratório, onde a partir do último dia 1º deveria começar a funcionar o equipamento de PCR (exame para detecção da Covid-19). “Cujo funcionamento depende de uma temperatura de sala com limite superior a 22 graus celsius”, cita a superintendente no BO.

“A tecnologia PCR é um ganho inquestionável ao município de Paulínia e essa conquista de nossa sociedade tem trazido algumas críticas e descontentamento”, narrou Bernadette, sem citar de quem. “Assim, fica registrada nossa suspeita.”

Conforme Bernadette relatou à polícia, após panes seguidas nos dias 29 e 30 no sistema de ar condicionado do hospital municipal, a equipe de manutenção e a empresa terceirizada foram avaliar o problema. “Notaram que o chiller estava queimado, devido a queima de alguns fusíveis, ocasionando curto-circuito”, descreveu no documento policial. “Nossa equipe considerou, tecnicamente, a situação suspeita e trouxe essa preocupação até mim.”

A Prefeitura foi procurada e informou que “em razão das fortes temperaturas e do consequentemente aumento de leitos nas alas de Enfermaria Respiratória, Unidade Respiratória e Unidade de Terapia Intensiva, exclusivas para Covid-19, o sistema de ar condicionado do hospital municipal de Paulínia mostrou-se insuficiente para refrigerar parte do prédio”. E continuou: “Em função deste problema, a Prefeitura de Paulínia está instalando novos aparelhos Split, que irão auxiliar na refrigeração dos ambientes. Cirurgias eletivas (não urgentes), foram adiadas, mas os mutirões, programados estão ocorrendo normalmente, assim como procedimentos urgentes e de emergência.”

A Prefeitura não deu prazo para resolver o problema de falta de ar condicionado no bloco 2 do hospital municipal de Paulínia. “As secretarias municipais de Saúde e de Obras e Serviços Públicos atuam em conjunto para que tudo seja normalizado o mais breve possível”, garantiu.

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