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[Covid-19]
Paulínia inclui 105 recuperados de uma só vez em suas estatísticas

Número de moradores da cidade que venceram o novo coronavírus subiu de 3.173 para 3.278, conforme boletim diário da Prefeitura desta quarta-feira

30 set 2020 – 13h30
Paciente deixa Hospital das Forças Armadas, em Brasília: País apresenta alto índice de recuperados (Foto: Agência Brasil)

Onúmero de moradores de Paulínia que venceram a Covid-19 chegou a 3.278 nesta quarta-feira (30). Nas últimas 24 horas, a Prefeitura incluiu 105 recuperados de uma só vez em seu boletim epidemiológico diário. O total de contaminados aumentou de 3.460 para 3.503 (+43). O Ministério da Saúde contabilizava, até o início da tarde, 5.089 infectados no município (mais 21 em relação a sua atualização anterior) e 79 mortes pela doença.

O Hospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro” registrou queda no número de internações de pacientes decorrentes do novo coronavírus de terça para esta quarta-feira: de 16 para 14. Do total, seis casos confirmados ocupavam leitos de UTI – dois a menos nas últimas 24 horas. Os outros oito estavam um na Enfermaria Respiratória e sete na Unidade Respiratória.

O Departamento Regional de Saúde de Campinas (DRS-Campinas), cujo qual Paulínia faz parte, apresentou, no encerramento na 39ª Semana Epidemiológica, computada de 20 a 26 de setembro, nova redução nos registros de casos e mortes pelo novo coronavírus. Em relação ao período anterior, houve decréscimo de 0,14% das contaminações e de 16,10% dos óbitos. O município de Campinas exibiu quedas respectivas de 16,45% e 31,74%.

Os dados expostos em nota técnica do Observatório PUC-Campinas contrastam com os números divulgados na semana anterior, quando houve aumento expressivo de casos e mortes. Segundo o infectologista André Giglio Bueno, professor da Faculdade de Medicina da Universidade, essas variações nas estatísticas são resultado de atrasos nas notificações, atrapalhando as análises em torno do comportamento da pandemia na região.

“A tendência é que os dados apareçam sempre de forma atrasada nas curvas devido ao intervalo de tempo necessário para a informação circular e chegar até os gráficos. Envolvem os intervalos entre a data de início dos sintomas, da procura ao serviço de saúde, da notificação do caso e da digitalização da ficha de notificação. Depois o tempo entre a coleta do espécime a ser analisado e sua chegada ao laboratório, processamento da amostra, liberação do resultado e, finalmente, atualização e encerramento da notificação”, explica Giglio.

Outra explicação plausível para a oscilação das infecções de uma semana para a outra, de acordo com o infectologista, se refere à aderência das pessoas às medidas de prevenção. Antes do novo aumento, que colocou a população em estado de alerta, muitos cidadãos deixaram de seguir as recomendações das autoridades sanitárias, sobretudo no feriado de 7 de setembro. “A certeza mais sólida no momento é de que a pandemia não acabou e que devemos continuar respeitando as orientações para prevenir a contaminação”, finaliza.

Em números absolutos, o DRS-Campinas apresentou 4.073 casos e 125 mortes na 39ª Semana Epidemiológica. O município de Campinas exibiu 838 novas infecções, com 43 óbitos. A Região Metropolitana de Campinas, embora tenha reduzido seu número de vítimas na comparação com a semana anterior (-8,3%), com 110 falecimentos decorrentes da covid-19, expôs leve aumento de pessoas infectadas (2,9 mil casos; + 4,61%). Os dados atualizados estão disponíveis no site do Observatório: https://observatorio.puc-campinas.edu.br/covid-19/.

Do ponto de vista econômico, o economista Paulo Oliveira, que coordena os estudos relativos à Covid-19, avalia que a pandemia continua impactando a atividade econômica e as oportunidades de geração de renda. A instabilidade do vírus, além do novo aumento da média móvel de mortes, preocupa a sustentabilidade das reaberturas. “De forma pragmática, a recuperação econômica vai depender da retomada da capacidade de consumo das famílias, da política de gastos públicos e da reabilitação da economia internacional”, pontua o professor extensionista. Ele destaca, ainda, que serão necessárias políticas para conter o movimento inflacionário que se apresenta, sobretudo em razão do preço do dólar, impedindo que os aumentos causem reflexos para o consumidor final. “Essas medidas incluem a valorização do real e mecanismos de política comercial.”

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