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[Paulínia]
Novo coronavírus contamina mais 15 moradores; oito estão na UTI

Boletim epidemiológico da Prefeitura desta terça-feira informou que as internações em razão da Covid-19 no hospital municipal subiram para 16

29 set 2020 – 15h53
Quase 800 notificações da Covid-19 em Paulínia foram descartadas por meio de testes rápidos (Foto: Agência Brasil)

Mais 15 moradores de Paulínia foram contaminados com o novo coronavírus, de acordo com o boletim epidemiológico diário da Prefeitura desta terça-feira (29). Pelos dados do governo municipal, a cidade acumula 3.460 infectados desde o início da pandemia. Mas, para o Ministério da Saúde, já são 5.068 (um a mais em relação a sua atualização anterior). As mortes pela Covid-19 seguem 79 e o total de recuperados da doença subiu de 3.161 para 3.173 (+12).

Nas últimas 24 horas, as internações decorrentes do novo coronavírus no Hospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro” aumentou de 15 para 16. Desde total, oito continuavam ocupando leitos de UTI – um caso, até as 9h30 desta terça-feira, ainda aguardava resultado de exames para confirmação ou descarte do novo coronavírus e sete tiveram a doença confirmada; sete estavam na Enfermaria Respiratória; e um seguia na Unidade Respiratória.

A Prefeitura garante que, desde o último dia 24, colocou para funcionar no hospital municipal de Paulínia outros dois leitos de UTI. Agora a rede municipal de saúde do município possui 16 vagas de terapia intensiva – 10 destinadas a pacientes decorrentes do novo coronavírus e seis (cinco delas já ocupadas) reservadas para doentes de complicações diversas (antes eram quatro).

De acordo com um estudo preliminar sul-coreano, nove em cada dez pacientes com novo coronavírus relataram ter experimentado efeitos colaterais como fadiga, perda do olfato ou paladar e distúrbios psicológicos depois de se recuperarem da doença.

A pesquisa ocorre no momento em que o número global de mortes pela Covid-19 ultrapassou 1 milhão nesta terça-feira, um marco sombrio em uma pandemia que devastou a economia global, sobrecarregou os sistemas de saúde e mudou a maneira como as pessoas vivem.

Em uma pesquisa online com 965 pacientes recuperados da infecção, 879 pessoas, o equivalente a 91,1%, responderam que estavam sofrendo pelo menos um efeito colateral da doença, disse Kwon Jun-wook, autoridade da Agência de Prevenção e Controle de Doenças da Coreia (KDCA).

A fadiga foi o efeito colateral mais comum, registrado em 26,2% dos participantes da pesquisa, seguido pela dificuldade de concentração, que se manifestou em 24,6% das pessoas, disse Kwon. Há ainda os psicológicos ou mentais e perda do paladar ou do olfato.

Kim Shin-woo, professor de medicina interna da Escola de Medicina da Universidade Nacional Kyungpook em Daegu, buscou comentários de 5.762 pacientes recuperados na Coreia do Sul e 16,7% deles participaram da pesquisa, afirmou Kwon. Embora a consulta tenha sido feita online por enquanto, o pesquisador-líder Kim publicará em breve o estudo com uma análise detalhada, disse ele.

A Coreia do Sul também está conduzindo para o próximo ano um estudo separado com cerca de 16 organizações médicas sobre complicações potenciais da doença por meio de uma análise detalhada envolvendo tomografias em pacientes recuperados, disse Kwon em coletiva de imprensa.

O país registrou 38 novas infecções até a meia-noite de segunda-feira (28), elevando a contagem nacional para 23.699 casos, com 407 mortes.

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