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[Paulínia]
Prefeitura confirma aumento de mais 17 casos confirmados da Covid-19

De acordo com boletim epidemiológico do governo municipal desta quarta-feira, cidade tem 3.417 infectados e 18 pacientes internados no hospital municipal

23 set 2020 – 13h18
Homem tem a temperatura corpórea medida para poder entrar em prédio comercial (Foto: Agência Brasil)

Mais 17 casos confirmados da Covid-19 foram anunciados pela Prefeitura de Paulínia nesta quarta-feira (23). Conforme o boletim epidemiológico do governo municipal a cidade tem agora 3.417 infectados e 79 mortes pela doença. Para o Ministério da Saúde, os contaminados pelo novo coronavírus no município chegaram a 4.936 (+ 27 em relação a sua última atualização) e 78 óbitos. Os recuperados passaram de 3.156 a 3.161 (+ cinco nas últimas 24 horas).

No Hospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro”, até as 9h30 desta quarta-feira, 18 pessoas estavam internadas em decorrência da Covid-19 (menos uma nas últimas 24 horas), conforme dados do boletim epidemiológico. Seis delas ocupavam leitos da Unidade de Terapia Intensiva (+ uma em relação à terça-feira). O governo municipal garante que tem 14 leitos de UTI – quatro deles também estavam com pacientes oriundos de outras complicações.

O Observatório PUC-Campinas, em nota técnica divulgada segunda-feira (21), mostra que a pandemia da Covid-19 avançou na região durante a 38ª Semana Epidemiológica, entre os dias 13 e 19 de setembro. Os casos e mortes no Departamento Regional de Saúde de Campinas, na Região Metropolitana e no município de Campinas voltaram a exibir variações positivas após semanas consecutivas de desaceleração.

Em termos de novos casos, o DRS-Campinas, composto por 42 municípios, entre eles Paulínia, depois de contabilizar 4,07 mil infecções no período – de 13 a 19/09 –, apresentou crescimento de 5,4%. A RMC, com 2,8 mil contaminações, obteve variação positiva de 3,37%. O aumento percentual em Campinas, por sua vez, foi de 22,6% após contabilizar 1.003 casos de coronavírus. As mortes subiram 21%, 29% e 31%, respectivamente.

 Com os números, o DRS-Campinas encerrou a 38ª Semana com o total de 99,4 mil casos e 3,1 mil mortes, ficando atrás somente da Grande São Paulo no Estado. A RMC chegou a 73 mil casos e 2,3 mil óbitos. Campinas, epicentro da pandemia na região, teve 30,2 mil casos da Covid-19 até 19 de setembro, deixando 1.182 vítimas fatais (3,90%). Os dados atualizados podem ser obtidos no site https://observatorio.puc-campinas.edu.br/covid-19/.

De acordo com o infectologista da PUC-Campinas André Giglio Bueno, o novo aumento dos casos e mortes acende um sinal de alerta à população, que nas últimas semanas, sobretudo no feriado de 7 de setembro, demonstrou certo relaxamento nas medidas de proteção contra a pandemia. “Na medida em que a flexibilização aumenta, a responsabilidade individual para seguir todas as recomendações também cresce. Se a adesão às práticas de prevenção diminui, a probabilidade de alta nos casos fica mais evidente”, disse o professor da Faculdade de Medicina.

“Passadas duas semanas do último feriado nacional, em que a falta de cuidado com as medidas básicas de proteção foi escancarada em imagens de bares e praias lotadas corrobora com essa hipótese. Além das aglomerações em áreas públicas, tem sido observado também um aumento das reuniões familiares e de amigos. Essa situação, embora superficial para apontar tendências, nos coloca num patamar de preocupação superior ao das últimas semanas”, complementou.

O economista Paulo Oliveira, que conduz as notas técnicas relativas à Covid-19 no Observatório PUC-Campinas, avalia que o novo aumento das contaminações compromete a sustentabilidade das reaberturas, que só se sustentam com a eficiência dos protocolos para a contenção da crise sanitária. “Além disso, a recuperação econômica, infelizmente, vai depender de fatores além da permissão para o funcionamento das atividades”, afirma o professor extensionista.

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