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[Covid-19]
Paulínia registra a 79ª morte em decorrência do novo coronavírus

Boletim epidemiológico diário da Prefeitura desta terça-feira confirmou mais 36 moradores infectados com a doença; internações sobem para 19

22 set 2020 – 14h23
Utilização de máscara facial segue obrigatória em comércios e espaços públicos (Foto: Divulgação)

APrefeitura de Paulínia registrou nesta terça-feira (22) a 79ª morte em decorrência do novo coronavírus. O boletim epidemiológico diário também confirmou até as 9h30 mais 36 moradores infectados pela doença na cidade, totalizando 3.400 desde o início da pandemia. O Ministério da Saúde já contabiliza 4.909 casos confirmados no município (nenhum a mais em relação a sua atualização anterior) e 78 óbitos.

Conforme o Comitê de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus, a 79ª vítima fatal da Covid-19 em Paulínia se trará de uma mulher de 87 anos, com antecedente de doença cardiovascular. Iniciou os sintomas respiratórios no dia 10 de junho, deu entrada no Hospital Municipal “Vereador Antônio Orlando Navarro” no dia 21 de junho e transferida para hospital de Mogi Guaçu, após seis dias. Foi realizado diagnóstico laboratorial para a Covid-19 pelo exame de swab, com resultado positivo. Morreu no último dia 17 de julho.

“O Departamento de Vigilância em Saúde somente teve acesso à informação desse óbito nesta segunda-feira, 21 de setembro”, destacou a Prefeitura. O número de internações em decorrência da Covid-19 no hospital municipal de Paulínia aumentou de 17 para 19 nas últimas 24 horas. Cinco desses pacientes estão na Unidade de Terapia Intensiva. O governo municipal garante que tem 14 leitos de UTI – cinco deles também estavam ocupados com outras complicações.

A análise de casos da Covid-19 no Brasil por média móvel de sete dias mostra que no mês de setembro o País se manteve com um número alto de pessoas confirmadas com a doença por dia, após o pico em julho e um início de queda nos números em agosto. A média móvel é a soma dos casos registrados nos últimos sete dias divididos por sete. Esse tipo de análise evita as variações nos registros diários que ocorrem, por exemplo, nos fins de semana, quando os números caem.

Os dados fazem parte do projeto Monitora Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e mostram que a subida da curva de casos novos ocorreu de forma muito mais rápida do que a queda nos registros, considerando números do Brasil inteiro. O País permanece estável em um patamar alto de novos casos por dia.

O pico ocorreu no dia 28 de julho, com 47.514,57 registros na média móvel de sete dias. O pico anterior havia sido em 2 de julho, com 38.270,43 casos, seguido de uma queda suave até o dia 20 de julho, para 33.326,14 registros, e uma elevação acentuada até o dia 28.

No mês de agosto, os registros de casos novos caíram lentamente na média móvel até o dia 18, com 42.824,71, seguido de uma queda considerável ate o dia 21, para 36.797 casos. Depois se manteve nesse patamar até o dia 6 de setembro, quando houve nova queda acentuada, registrando no dia 10 de setembro 27.731,14 novos casos na média móvel. A curva volta a subir até o dia 16, com 31.374,86 novos casos, e se mantém nesse patamar até a última divulgação, feita na noite de segunda-feira (21), quando a média móvel de sete dias registrou 29.787 casos novos.

A curva de óbitos apresenta uma dinâmica um pouco diferente da de casos, se mantendo no patamar próximo ao pico entre 24 de maio, com 950,71 novas mortes na média móvel de sete dias, e 22 de agosto, com 1.002 óbitos. Os picos ocorreram nos dias 8 de junho (1.041,14), 16 de julho (1.079,29) e 25 de julho, quando a média móvel registrou 1.095,14 novos óbitos pela Covid-19 no Brasil.

A queda na curva a partir de 22 de agosto se manteve até o dia 8 de setembro, quando foram registradas 688 mortes na média móvel de sete dias. Depois manteve alta até o dia 15, quando registrou 814,57 óbitos, seguida de uma leve tendência de queda, com o registro de 744,43 segunda-feira. Os dados da Fiocruz divergem um pouco dos divulgados pelo Ministério da Saúde, pois utilizam fontes diferentes. Os números de segunda-feira somam 4.558.068 casos e 137.272 óbitos segundo o painel do ministério e 4.562.111 casos e 137.415 óbitos pelos dados da Fiocruz.

 Entre os estados e regiões do País, a dinâmica da curva de novos casos e de novos óbitos segundo a média móvel de sete dias da Fiocruz é bastante diferenciada. São Paulo, o estado mais populoso do Brasil, é também o que registra mais casos e óbitos.

São Paulo registrou tendência de alta até 25 de junho, quando chegou a 7.994,14 novos casos da Covid-19 na média móvel, e se manteve nesse patamar até 16 de julho. Seguiu-se uma queda até o dia 21, com 5.151,71, e depois uma alta acentuada até o dia 28 de julho, com pico de 11.298 novos casos no dia 31 de julho. A partir de 17 de agosto iniciou-se a descida, registrando 7.119,71 no dia 21 de agosto e 5.219,29 em 13 de setembro. Segunda-feira, a média móvel de São Paulo registrou 6.283,29 casos novos.

Nos óbitos, o São Paulo atingiu o patamar de pico no dia 20 de junho e se manteve na faixa entre 230 e 270 mortes por dia na média móvel até 20 de agosto. No dia 8 de setembro foram 150,71 mortes e segunda-feira 191,71.

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